{"id":29776,"date":"2026-08-28T18:32:46","date_gmt":"2026-08-28T18:32:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/?p=29776"},"modified":"2026-08-28T18:32:49","modified_gmt":"2026-08-28T18:32:49","slug":"ricardo-fonseca-portugal-e-cau-karam-brasil-se-encontrarao-em-porto-alegre-para-dar-continuidade-a-viola-fora-das-modas-dos-acores-ao-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/ricardo-fonseca-portugal-e-cau-karam-brasil-se-encontrarao-em-porto-alegre-para-dar-continuidade-a-viola-fora-das-modas-dos-acores-ao-sul-do-brasil\/","title":{"rendered":"Ricardo Fonseca (Portugal) e Cau Karam (Brasil) se encontrar\u00e3o em Porto Alegre para dar continuidade a \u201cViola Fora das Modas \u2013 Dos A\u00e7ores ao Sul do Brasil\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Em abril de 2025, com o patroc\u00ednio do Programa Iberm\u00fasicas, Cau Karam viajou a Portugal para estudar viola de arame com Ricardo Fonseca. A experi\u00eancia culminou na realiza\u00e7\u00e3o de um espet\u00e1culo em que foram apresentadas composi\u00e7\u00f5es autorais de ambos os m\u00fasicos. Um ano depois, novamente com o apoio do Programa Iberm\u00fasicas, Ricardo Fonseca segue para Porto Alegre, Brasil, dando continuidade \u00e0 parceria por meio de novas apresenta\u00e7\u00f5es do projeto. O p\u00fablico do sul do Brasil ter\u00e1, assim, a oportunidade de vivenciar o di\u00e1logo entre a viola brasileira de dez cordas e a viola de arame portuguesa, explorando as m\u00faltiplas sonoridades do instrumento em composi\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que transcendem, ao mesmo tempo em que fazem reverberar, o legado da viola portuguesa em territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O encontro entre violas que se separaram h\u00e1 s\u00e9culos, evoluindo de forma distinta no Brasil e em Portugal, permite reconhecer, sob a superf\u00edcie sonora das diferen\u00e7as, uma heran\u00e7a cultural partilhada. A parceria entre os dois m\u00fasicos, ao mesmo tempo que coloca em cena as linguagens musicais pr\u00f3prias e t\u00e3o ricas de cada pa\u00eds, promove um reencontro, com pot\u00eancia para a amplia\u00e7\u00e3o do universo sonoro e cultural das violas no contexto lus\u00f3fono. O espet\u00e1culo abrange dez composi\u00e7\u00f5es autorais, sendo cinco de cada compositor, com os respectivos arranjos feitos pelo outro, no enlace entre a viola portuguesa e a viola brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente autodidata, Ricardo Fonseca toca guitarra cl\u00e1ssica e el\u00e9trica desde os 13 anos, e come\u00e7ou a se apresentar ao vivo aos 17. Teve forma\u00e7\u00e3o em viola cl\u00e1ssica no Conservat\u00f3rio Regional de Palmela. No ano 2000, passou a dedicar-se ao bandolim, ao cavaquinho e \u00e0s violas portuguesas: amarantina, beiroa, braguesa, campani\u00e7a, toeira e viola da terra. Integrou diversos projetos de world music e atualmente ministra aulas de cordofones portugueses em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, al\u00e9m de produzir oficinas de difus\u00e3o e ensino desses instrumentos. O \u00e1lbum <em>\u201cTodo este ch\u00e3o\u2026\u201d<\/em> \u00e9 o seu primeiro e re\u00fane obras instrumentais autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Compositor, violonista e violeiro, bisneto e neto de maestros, Cau Karam nasceu em Pelotas, mas viveu desde crian\u00e7a em Porto Alegre. Iniciou sua trajet\u00f3ria como autodidata. No ano 2000, foi pr\u00e9-selecionado no Projeto Rumos Musicais (Tend\u00eancias e Vertentes da Produ\u00e7\u00e3o Brasileira Atual), do Ita\u00fa Cultural. Em junho de 2004, seu projeto de grava\u00e7\u00e3o do primeiro CD foi contemplado pelo Funproarte (Fundo de Apoio \u00e0 Arte da Prefeitura de Porto Alegre). Sua trajet\u00f3ria, centrada no viol\u00e3o, resultou na grava\u00e7\u00e3o de dois \u00e1lbuns, sendo que o primeiro recebeu dois Pr\u00eamios A\u00e7orianos, de Melhor Disco e Melhor Compositor de M\u00fasica Instrumental, em 2006. Em 2025, com o apoio do Iberm\u00fasicas, realizou em Portugal estudos da viola tradicional portuguesa, aproximando-se do repert\u00f3rio, das afina\u00e7\u00f5es e da t\u00e9cnica da viola de arame em seu contexto de origem, com o objetivo de expandir os limites sonoros de sua m\u00fasica, no di\u00e1logo entre o cancioneiro tradicional portugu\u00eas e a m\u00fasica contempor\u00e2nea. No mesmo ano, foi selecionado pelo edital do Funproarte para a grava\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum com seu terceiro trabalho autoral, com composi\u00e7\u00f5es para viola.<\/p>\n\n\n\n<p>Este projeto de colabora\u00e7\u00e3o entre Ricardo Fonseca e Cau Karamu foi duplamente apoiado pelo Iberm\u00fasicas. Em 2024, contou com o apoio do Brasil na linha de Apoio \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento art\u00edstico e t\u00e9cnico, e em 2025, com o apoio de Portugal na linha de Apoio \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Profissionais da M\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Entre os dias 31 de agosto e o dia 12 de setembro, Porto Alegre, Brasil \u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em abril de 2025, com o patroc\u00ednio do Programa Iberm\u00fasicas, Cau Karam viajou a Portugal para estudar viola de arame com Ricardo Fonseca. A experi\u00eancia culminou na realiza\u00e7\u00e3o de um espet\u00e1culo em que foram apresentadas composi\u00e7\u00f5es autorais de ambos os m\u00fasicos. Um ano depois, novamente com o apoio do Programa Iberm\u00fasicas, Ricardo Fonseca segue para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":29774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[218,222],"tags":[],"class_list":["post-29776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-generales-pt","category-noticias-rotativas-pt"],"lang":"pt","translations":{"pt":29776,"es":29773},"pll_sync_post":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29776"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29778,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29776\/revisions\/29778"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ibermusicas.org\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}