Categoria: Notícias rotativas

  • Apresenta-se “Encuentro en Buenos Aires” o maravilhoso trabalho de piano a quatro mãos de Edith Fischer (Chile) e José Luis Juri (Argentina)

    Apresenta-se “Encuentro en Buenos Aires” o maravilhoso trabalho de piano a quatro mãos de Edith Fischer (Chile) e José Luis Juri (Argentina)

    Este projeto documenta o primeiro encontro discográfico a quatro mãos entre José Luis Juri e Edith Fischer, registrando a gravação do álbum recentemente realizada em Buenos Aires, que será lançado pelo selo Virtuoso e distribuído pela Naxos, com o seguinte repertório:

    • 6 Épigraphes Antiques – Claude Debussy
    • Fantasia em fá menor – Franz Schubert
    • L’Isle joyeuse – Claude Debussy
    • 2 Mazurcas – Frédéric Chopin

    Edith Fischer nasceu em 1935, em Santiago do Chile, no seio de uma família de músicos reconhecidos. Como criança prodígio, suas numerosas apresentações em recitais e música de câmara culminaram, aos doze anos, com a interpretação do Concerto KV 453, de Mozart, com a Orquestra Sinfônica do Chile, sob a regência do célebre maestro Hermann Scherchen.

    As recomendações entusiásticas de personalidades como Ormandy, Busch e Kleiber permitiram-lhe obter uma bolsa dos Estados Unidos para viajar a Nova York, onde integrou o seleto grupo de discípulos de seu compatriota, o grande mestre Claudio Arrau.

    Atraída pela Europa, foi laureada com o Prêmio Dinu Lipatti, em Londres, e com o primeiro prêmio no Concurso Internacional de Munique. Suas atividades estenderam-se à América do Norte, América do Sul e Ásia, atuando como solista com as principais orquestras e maestros, em recitais, música de câmara, gravações e masterclasses.

    Em 1989 criou o festival “Semaine Internationale de Piano de Blonay-St.-Légier”, na Suíça, juntamente com o “Cours international”, realizado simultaneamente.

    Seu repertório, reunindo compositores de todas as épocas, inclui, entre muitas obras, a integral das sonatas de Beethoven, a obra completa de Ravel, bem como obras contemporâneas.

    José Luis Juri nasceu em Buenos Aires, Argentina, e iniciou seus estudos musicais aos quatro anos de idade. Estudou com Irene Saralegui, Cristina Kofoed, Juan Carlos Arabián, Elsa Berner, Juan Francisco Giacobbe, Ángel Lasala e outros grandes músicos argentinos.

    Radicado na Itália, estudou na Accademia Chigiana de Siena com Paul Badura-Skoda e Rudolf Buchbinder, e posteriormente aperfeiçoou-se na Suíça com Edith Fischer durante quatro anos.

    Desenvolve intensa atividade concertística em mais de quinze países. Destacam-se suas apresentações na Itália (Teatro alla Scala de Milão, Festivais de Savona e Chiavari, RAI); na Suíça (Festival de Blonay e Radio de la Suisse Romande); na Espanha (Orquestra de Alcalá de Henares); no Egito (Ópera do Cairo e Ópera de Alexandria); na Tunísia (Festival de Cartago); no México (Palácio de Belas Artes e Festival Cervantino); em Cuba (Gran Teatro de La Habana); no Brasil (Memorial da América Latina); no Uruguai (Teatro Solís); e na Argentina (Teatro Colón de Buenos Aires, Mozarteum Argentino, CCK), além dos principais teatros e festivais do país.

    Gravou para o selo italiano New Day e, na Argentina, para os selos Tradition e Virtuoso Records, tendo sido condecorado Cavaliere della Repubblica Italiana.

    É professor na UNA – Universidad Nacional de las Artes, no Conservatório da Cidade de Buenos Aires e no ISA – Instituto Superior de Arte do Teatro Colón. Há treze anos é diretor artístico do EPI – Encontros Internacionais de Piano.

    “Encuentro en Buenos Aires” será editado pela Virtuoso Records e distribuído pela Naxos internacionalmente. Estará disponível em todas as plataformas digitais.

    Esta produção discográfica e documental é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a Projetos Virtuais, convocatória 2025.

    • Lançamento: 27 de março

  • A grande mestra Nidia Góngora, guardiã da tradição do Pacífico sul colombiano, realiza uma nova turnê pelos Estados Unidos

    A grande mestra Nidia Góngora, guardiã da tradição do Pacífico sul colombiano, realiza uma nova turnê pelos Estados Unidos

    A Mestra Nidia Góngora é a cantora de maior reconhecimento e uma referência da música do Pacífico colombiano. Ao longo de seus mais de 25 anos de experiência como compositora e intérprete, a Mestra Nidia tem conseguido construir pontes entre a música tradicional de sua cidade natal, Timbiquí (Cauca), e outros gêneros das músicas do mundo.

    É a grande portadora da tradição inata herdada de seus mais velhos: sua mãe, a matriarca Libia Oliva Bonilla; sua professora Elizabeth Sinisterra; seu pai, Isaac Góngora; e os cantores e cantoras de referência de sua comunidade.

    Diretora, fundadora e voz principal do grupo musical Canalón de Timbiquí, que venceu em diversas ocasiões o Festival de Música do Pacífico “Petronio Álvarez”, eternizando sua voz em hinos do Pacífico colombiano. Sua versatilidade a consolidou como referência tanto entre comunidades de músicos tradicionais quanto na cena afrolatina, levando-a a se apresentar em inúmeros palcos internacionais na Europa, Ásia e Estados Unidos. Recentemente, recebeu reconhecimento como uma das 100 novas lideranças da Colômbia pelo Grupo Prisa e pela Caracol Radio.

    Em 2023, o Ministério do Meio Ambiente da Colômbia e o Parques Nacionales de Colombia batizaram uma espécie de orquídea descoberta nos Farallones de Cali com o nome de Lepanthes nidiagongorana, em homenagem a essa mulher que dedicou sua vida à salvaguarda e à promoção dos cantos tradicionais do Pacífico.

    É licenciada em Educação Infantil, cantora e pesquisadora da música tradicional do Pacífico sul colombiano. Há 12 anos desenvolve um trabalho permanente de formação musical com crianças em contextos escolares e comunitários em áreas rurais e urbanas do Cauca e do Valle del Cauca, por meio da Fundação Escuela Canalón, um projeto que resgata e preserva os valores da identidade cultural da região.

    Nidia Góngora também é empresária e ativista, reconhecida como uma das mulheres líderes e empreendedoras da região, graças à sua criatividade em projetos como “Viche Positivo”, sua reconhecida marca de bebidas tradicionais do Pacífico; sua casa-hostel “La Bella Sofía”, em Timbiquí; e o festival “Arrullo en el Barrio”.

    Esta nova turnê de Nidia Góngora pelos Estados Unidos conta com o apoio do Ibermúsicas e do Mid Atlantic Arts.

    • Sábado 21 de março: Esperanza Center – Filadélfia – Pensilvânia
    • Segunda-feira 23 de março: West Branch Consortium – Williamsport – Pensilvânia
    • Terça-feira 24 de março: West Branch Consortium – Williamsport – Pensilvânia
    • Quarta-feira 25 de março: West Branch Consortium – Williamsport – Pensilvânia
    • Quinta-feira 26 de março: West Branch Consortium – Williamsport – Pensilvânia
    • Sexta-feira 27 de março: West Branch Consortium – Williamsport – Pensilvânia
    • Domingo 29 de março: Flushing Town Hall – Queens – Nova York
    • Segunda-feira 30 de março: Flushing Town Hall – Queens – Nova York
    • Terça-feira 31 de março: Manny’s – State College – Pensilvânia
    • Quinta-feira 2 de abril: Musical Instrument Museum – Phoenix – Arizona
    • Sexta-feira 3 de abril: Winchester Dondero Center – Las Vegas – Nevada
    • Sábado 4 de abril: Forbes Center – Harrisonburg – Virgínia
    • Domingo 5 de abril: Clement’s Place – Newark – Nova Jersey
    • Segunda-feira 6 de abril: Passim – Cambridge – Massachusetts
    • Quinta-feira 9 de abril: Lebanon Opera House – Lebanon – Nova Hampshire
    • Sábado 11 de abril: Calliope – Pittsburgh – Pensilvânia
    • Quarta-feira 15 de abril: Old Town – Chicago – Illinois
    • Quinta-feira 16 de abril: The Freighthouse – Ypsilanti – Michigan
    • Sexta-feira 17 de abril: The Freighthouse – Ypsilanti – Michigan
    • Domingo 19 de abril: Radio East – Austin – Texas
    • Quinta-feira 23 de abril: JazzFest – Nova Orleans – Luisiana

  • Chega à Costa Rica a edição especial do Tambor CR Fest, com foco na cultura afro-cubana e no intercâmbio musical

    Chega à Costa Rica a edição especial do Tambor CR Fest, com foco na cultura afro-cubana e no intercâmbio musical

    O Tambor CR Fest · CFS é um encontro cultural e musical que fortalece o intercâmbio artístico entre Cuba e Costa Rica, com foco na tradição afro-cubana, na percussão e nos processos formativos para músicos, percussionistas e o público em geral.

    Este projeto foi concebido como um espaço de aprendizagem, diálogo e criação coletiva, onde a transmissão de saberes musicais convive com propostas contemporâneas da cena artística.

    Os mestres convidados são Alain Pérez (mestre músico e referência internacional da música e da tradição cubana) e Bárbaro “Machito” Crespo (mestre percussionista cubano, com ampla trajetória artística e pedagógica). Ambos compartilharão aulas magnas, residências musicais e apresentações artísticas, transformando esta edição em uma experiência cultural única para a comunidade musical regional.

    O enfoque cultural e os objetivos do encontro consistem em:

    • Valorizar a herança afro-cubana e seu impacto na América Latina
    • Impulsionar o intercâmbio pedagógico e artístico entre países
    • Fortalecer redes entre músicos, percussionistas, gestores e estudantes
    • Gerar espaços de convivência cultural abertos ao público

    Esta edição especial do Tambor CR Fest é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à Programação Musical, convocatória 2025.

    • 17 de março: Jazz Café, San José, Costa Rica

  • O grupo “Calypso de Costa Rica” inicia a gravação do seu primeiro álbum

    O grupo “Calypso de Costa Rica” inicia a gravação do seu primeiro álbum

    Calypso de Costa Rica é um grupo musical nascido em San José, Costa Rica, em 2015, que se concentra em promover e manter viva a cultura caribenha da Costa Rica através da música e das letras de suas canções. Com quase uma década de trajetória, o grupo se apresentou em festivais de música tradicional e eventos corporativos em todo o país, consolidando-se como uma referência neste gênero.

    A história da música calypso na Costa Rica remonta ao final do século XIX, quando imigrantes afro-caribenhos chegaram a Limón. Esse gênero musical, originário de Trinidad e Tobago, se adaptou e evoluiu na Costa Rica, tornando-se parte essencial da identidade cultural afrodescendente do país.

    A gravação deste primeiro álbum do “Calypso de Costa Rica” é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas através de sua linha de Apoio a projetos virtuais, convocatória 2025.

  • Oportunidade para o desenvolvimento de programas de formação em trilhas sonoras para cinema e séries: composição, criação, produção, sincronização, entre outros

    Oportunidade para o desenvolvimento de programas de formação em trilhas sonoras para cinema e séries: composição, criação, produção, sincronização, entre outros

    Desde o Programa Ibermúsicas compartilhamos a abertura da modalidade Apoio a Programas de Formação orientados a profissionais da indústria audiovisual ibero-americana, do Programa Ibermedia.

    Esta linha constitui uma oportunidade estratégica para instituições que desenvolvam propostas formativas vinculadas à criação de música para cinema e séries, tais como cursos, laboratórios ou programas especializados em composição de trilhas sonoras, produção musical aplicada ao audiovisual, bem como formação em direitos autorais, sincronização e propriedade intelectual musical.

    O apoio poderá chegar a até USD 50.000 por programa de formação e está destinado exclusivamente à concessão de bolsas para as e os participantes selecionados. A contribuição não poderá superar 50% do orçamento total da atividade. Este apoio permite às instituições conceder bolsas a compositores e compositoras, facilitar sua participação internacional e fortalecer redes regionais de formação musical em articulação com o setor audiovisual.

    Estabelece-se como requisito que a maioria das e dos bolsistas seja de um país ibero-americano distinto do país-sede do programa, promovendo assim a circulação regional e a construção de redes profissionais no âmbito audiovisual.

    Poderão candidatar-se universidades, escolas, centros de formação profissional especializados, associações e entidades do setor audiovisual legalmente constituídas em algum dos países membros do Ibermedia. Não serão aceitas candidaturas de pessoas físicas.

    As propostas poderão ser apresentadas até 30 de março de 2026.

    Desde o Programa Ibermúsicas incentivamos as instituições do setor a considerar esta convocatória como uma oportunidade para fortalecer a articulação entre música e audiovisual no Espaço Cultural Ibero-Americano.

  • A UNAM convida a artista sonora argentina Luciana Rizzo para realizar sua residência “Vozes do mercado: cartografia sonora do comércio de rua na Cidade do México”

    A UNAM convida a artista sonora argentina Luciana Rizzo para realizar sua residência “Vozes do mercado: cartografia sonora do comércio de rua na Cidade do México”

    O projeto consiste na composição de um documentário sonoro que explora o comércio popular na Cidade do México por meio de suas paisagens acústicas. Registra mercados tradicionais, vendedores ambulantes em trânsito e tianguis históricos, como La Lagunilla ou Las Torres, captando vozes, pregões, cantos improvisados e sons das mercadorias.

    A residência de Luciana Rizzo permitirá gerar um amplo e diverso arquivo sonoro, que servirá de base para a pesquisa e a criação musical. Como evento final, está prevista a apresentação de um avanço da obra em desenvolvimento, que permitirá ao público ouvir e se aproximar dos registros obtidos.

    Como contribuição educativa complementar, Luciana Rizzo ministrará um workshop dirigido a estudantes da UNAM, intitulado Como fazer um documentário sonoro?, que contará com quatro encontros. Este workshop propõe aproximar a comunidade universitária de um gênero pouco desenvolvido na América Latina, abordando técnicas de gravação, edição e análise de paisagens sonoras.

    Luciana Rizzo (Argentina, 1990) é artista sonora, musicista e performer. Vive e trabalha em Buenos Aires. Estudou Composição com Meios Eletroacústicos na Universidade Nacional de Quilmes. Toca bateria desde os 16 anos e, com ela, encontrou um espaço para a experimentação e a improvisação. Atuou em diversos projetos coletivos e, paralelamente, começou a desenvolver um set solo baseado em baterias híbridas, samples, gravações de campo e feedbacks, que transita entre canções, ambientes e improvisações. É integrante do Club del Gamelán, um ensemble que executa repertório de Bali, Indonésia. Nos últimos tempos, vem se dedicando à produção de documentários sonoros e peças radiofônicas, além de ministrar oficinas sobre o tema.

    Este projeto foi selecionado na linha de Apoio a Instituições para Residências, chamada 2025 do Programa Ibermúsicas.

    • Mês de março, Universidade Nacional Autônoma do México, Cidade do México

  • O grupo argentino Tres Latin Jazz chega pela primeira vez à China

    O grupo argentino Tres Latin Jazz chega pela primeira vez à China

    “La Odisea del Talud” é o nome do novo álbum que Tres Latin Jazz apresentou na Europa durante janeiro e fevereiro e que agora será apresentado na China durante o mês de março.

    “Este reconhecimento do Ibermúsicas valida dezoito anos de trabalho independente e nos permite projetar a música argentina em circuitos internacionais de forma sustentável. Não se trata apenas de tocar; é construir redes que perdurem”, afirma Federico Hilal, baixista e manager do grupo.

    O álbum, que dá nome ao projeto, representa o culminar de uma busca sonora iniciada em 2008 nos bairros do sul de Buenos Aires. Funde jazz contemporâneo com ritmos argentinos como a milonga, a chacarera e o candombe, numa linguagem que a imprensa especializada definiu como “uma nova definição do jazz argentino”. Trata-se do terceiro vinil na discografia do grupo, que já conta com 7 produções.

    Tres Latin Jazz é integrado por Nahuel Bailo (piano), Federico Hilal (baixo) e Gabriel Gall (bateria). Com seis turnês europeias anteriores e colaborações com figuras como o guitarrista francês Sylvain Luc, o trio consolidou-se como uma referência do jazz de raiz argentina no circuito internacional.

    Esta grande turnê do Tres Latin Jazz é possível graças ao apoio do Ibermúsicas por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 6 de março: Lincoln Jazz Center, Xangai, China
    • 7 de março: MOI&MOLE, Wenzhou City, Zhejiang, China
    • 8 de março: Mi Dai Jazz Live, Xiamen, China
    • 9 de março: Swaforjuice, Cidade de Shantou, Guangdong, China
    • 10 de março: Golden Jazz Club, Zhuhai, China
    • 10 de março: Workshop Golden Jazz Club, Zhuhai, China
    • 11 de março: Malt House Jazz Club, Nanning, China
    • 12 de março: Infree Live, Chongqing, China
    • 13 de março: Xiu Jazz Club, Changsha, China
    • 14 de março: Ran Ye Theater, Wuhan, China
    • 14 de março: Dingg Music Center, Wuhan, China
    • 15 de março: Good Cha Jazz Club, Hangzhou, China

    17 de março: 1701 Open Space, Cidade de Nanjing, Jiangsu, China

  • O artista brasileiro Morcego inicia sua residência artística na Universidade de Cape Town

    O artista brasileiro Morcego inicia sua residência artística na Universidade de Cape Town

    O artista brasileiro Morcego realizará uma residência artística na Universidade de Cape Town, África do Sul, em parceria com o professor Dr Richard Deja. Durante o período, criará uma música coletiva com estudantes e será o primeiro brasileiro a gravar um audiovisual no histórico Six District Museum, símbolo da luta contra o apartheid.

    O projeto inclui um vlog, doze vídeos curtos e uma roda de conversa com a comunidade local. A proposta visa conectar a ancestralidade africana à música brasileira, promovendo o intercâmbio cultural e o fortalecimento da cena local. O projeto conecta música, ancestralidade africana, hip-hop e intercâmbio cultural entre Brasil e África do Sul.

    A universidade de Cape Town é a universidade mais antiga da África do Sul e é considerada a melhor universidade do país. Fundada em 1829, o seu departamento de Música, conhecido internacionalmente como The South African College Of Music (SACM), é um dos maiores ativos de credibilidade acadêmica, com seus programas de ponta que dão status igualitário aos estudos de Música Clássica, Ópera, Estudos de Jazz e, crucialmente, Música Africana e Mundial (African and World Music).

    As atividades planejadas são as seguintes:

    • Pesquisa e imersão musical com estudantes da Universidade de Cape Town (UCT)
    • Criação e gravação de uma música coletiva no Milestones Studios
    • Gravação de um videoclipe no Six District Museum
    • Produção de um vlog documental
    • Produção de 12 vídeos curtos para redes sociais
    • Condução de uma roda de conversa com estudantes e comunidade local

    Morcego é artista, pesquisador e coordenador geral do projeto. Artista independente negro, com mais de 400 milhões de plays, indicado ao MTV MIAW, colaborou com nomes como Edi Rock, Lourena, Delacruz, Maria, Turma do Pagode e Barbara Labres. Já realizou campanhas para grandes marcas (Amarula, Voar Maricá, Azul Linhas Aéreas). Certificado em Music Business e Music Marketing pela PUC-Rio. CEO da ROCKA, produtora de audiovisual e projetos culturais.

    O Dr. Richard Deja (Professor | Universidade de Cape Town) é etnomusicólogo, professor sênior do South African College of Music (UCT). Doutor em Musicologia (University of Illinois), multi-instrumentista e líder do Pan-African Jazz and Popular World Music Ensemble. Especialista em música africana, afro-jazz e estudos de música do mundo.

    Esta residência de Morcego na África do Sul é possível graças ao patrocínio do Programa Ibermúsicas através da sua linha de Apoio a artistas e pesquisadores para residências, convocatória 2025.

    • A partir de 5 de março e até 7 de abril na Universidade de Cape Town, no Six District Museum e no Milestones Studios

  • A artista sonora mexicana Valeria Espinosa Galán inicia a pós-graduação em Criação Sonora do Mestrado em Arte Sonora da Universidade de Barcelona

    A artista sonora mexicana Valeria Espinosa Galán inicia a pós-graduação em Criação Sonora do Mestrado em Arte Sonora da Universidade de Barcelona

    Projeto musical da compositora e artista sonora Valeria Espinosa Galán, no qual convergem estilos como synthwave, neoclássico, ambient e postpunk. Integra também recursos sonoros como poesia falada e gravações experimentais para propor uma música que não pertence a um nicho específico, mas que pode dialogar com diversos públicos.

    Valeria Espinosa Galán é compositora e artista sonora. Transita por gêneros como música experimental, acusmática, de concerto e eletrônica; em formatos cênicos, sonoros e de instalação. Apresentou obras acústicas, eletroacústicas e cênicas em espaços emblemáticos do México, como o Palácio de Bellas Artes, os Estúdios Churubusco e a Cineteca Nacional, entre outros. Como instrumentista, apresentou-se como solista em festivais como o Foro Internacional de Música Nueva Manuel Enríquez.

    É autora do projeto musical Azoteistas, com o qual foi contemplada com bolsas nacionais do México, como Jóvenes Creadores do Sistema de Creación, e bolsas internacionais de desenvolvimento artístico, como Ibermúsicas.

    Natural de Xalapa, Veracruz, é licenciada em Música pela UNAM, possui estudos de Literatura na Universidad Veracruzana e realizou intercâmbio acadêmico no Departamento de Arte da Pontificia Universidad Javeriana, na Colômbia.

    Para aprofundar a profissionalização de Azoteistas, realizará uma pós-graduação em Criação Sonora no Mestrado em Arte Sonora da Universidade de Barcelona. A realização desta pós-graduação é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio da linha de Ajuda à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico, convocatória 2025.

    • 3 de março a 30 de junho: estudos de pós-graduação em criação sonora na Universitat de Barcelona, Espanha
    • 23 de março: concerto de Azoteistas no Oasys, Barcelona, Espanha

  • Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Neste 2025, em um contexto internacional marcado por profundas crises humanitárias e conflitos, no qual o multilateralismo e a cooperação cultural enfrentam desafios crescentes, o Programa continuou demonstrando sua relevância como política pública de integração regional, fortalecendo os laços entre países e consolidando-se como um instrumento estratégico para o fomento, a circulação e a projeção global das músicas ibero-americanas. Em um mundo que exige a construção de pontes e a abertura de espaços de diálogo, nosso crescimento sustentado confirma que a cooperação cultural segue sendo uma ferramenta essencial para garantir diversidade, acesso e desenvolvimento no marco de uma cultura de paz.

    Neste ano celebramos a entrada de El Salvador em nossa comunidade, elevando para dezesseis o número de países membros: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

    O Ibermúsicas renovou e fortaleceu sua aliança estratégica com a Mid Atlantic Arts. Essa iniciativa, concebida para fomentar o intercâmbio cultural e promover o diálogo entre artistas da Ibero-América e dos Estados Unidos, apoia a circulação de músicas e músicos ibero-americanos em território norte-americano, com o objetivo de ampliar a diversidade musical e enriquecer o panorama cultural do país de destino. Os projetos selecionados abrangem uma ampla variedade de gêneros — de repertórios tradicionais a propostas contemporâneas e inovadoras — e recebem tanto apoio financeiro quanto acompanhamento em produção. Além de promover concertos em diferentes cidades da região do Mid Atlantic, a iniciativa incentiva atividades de vínculo comunitário: cursos, oficinas, masterclasses, debates e mesas-redondas que geram espaços de encontro entre artistas e comunidades locais, incluindo aquelas formadas por pessoas migrantes ibero-americanas. As propostas vencedoras refletem a diversidade cultural e a riqueza musical da Ibero-América, com alto potencial de impacto na cena estadunidense. Esse esforço não apenas impulsiona o desenvolvimento artístico de quem participa, como também fortalece os laços de colaboração entre ambas as regiões, consolidando a música como ferramenta de transformação cultural e social.

    Na mesma direção, a cooperação entre o Ibermúsicas e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deu seus primeiros passos no desenvolvimento de novas políticas públicas destinadas a ampliar as oportunidades para as musicistas e os músicos dos países de língua portuguesa. Com grande êxito, foram realizados os projetos selecionados em Viagens pela Música em Língua Portuguesa, a chamada que inaugurou formalmente a cooperação direta entre o Ibermúsicas e todos os Estados que integram a CPLP. Essa iniciativa construiu pontes de cultura e colaboração entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste, fortalecendo os vínculos entre essas nações e a Ibero-América. Impulsionada pela DGARTES (Direção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal), pela FUNARTE (Fundação Nacional de Artes do Brasil) e pela CPLP, Viagens pela Música em Língua Portuguesa consolidou-se como uma chamada estratégica na qual música, cultura, língua e cooperação se entrelaçam profundamente.

    Com esse mesmo espírito, em 2025 o Ibermúsicas inaugurou um novo capítulo de cooperação internacional com a região italiana da Emília-Romanha. Essa aliança abriu um horizonte compartilhado com o propósito de construir uma ponte criativa entre artistas da Ibero-América e da Itália, destinada a enriquecer as cenas musicais locais, ampliar a projeção internacional dos artistas participantes e fortalecer os tecidos criativos de ambas as margens. Junto à Fundação ATER, e em colaboração com a Emilia-Romagna Music Commission, foi lançada uma chamada especial de projetos binacionais, baseada em um modelo de intercâmbio recíproco entre artistas convidados e residentes, promovendo colaborações ao vivo, a interpretação de repertórios fusionados e a criação de novas obras que reflitam a riqueza e a diversidade cultural de ambas as regiões, fortalecendo vínculos artísticos de longo prazo.

    Ao longo deste 2025, o Ibermúsicas viveu um ano de enorme vitalidade criativa. Mais de 250 projetos premiados e mais de 1.500 artistas, pesquisadores, compositoras e compositores e profissionais da música marcaram o pulso de nossa cooperação: ofereceram concertos que cruzaram fronteiras, ministraram masterclasses que semearam novos aprendizados, criaram obras que ampliaram nosso repertório comum, desenvolveram pesquisas, formaram-se, especializaram-se e compartilharam, repetidas vezes, a riqueza de nossas músicas. Cada uma dessas ações fortaleceu os laços culturais entre as nações e reafirmou o valor da colaboração como motor de transformação. Nossos projetos ressoaram na Ibero-América e também em países como Alemanha, Áustria, Bulgária, Bélgica, Canadá, China, Escócia, Eslováquia, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça, entre muitos outros destinos. Novos palcos, novos públicos e novas alianças passaram a integrar um mapa musical que segue em expansão.

    Além disso, neste ano inauguramos uma nova e inovadora ferramenta, “Ibermúsicas Global – o mercado musical ibero-americano para o mundo”, que possibilita a aproximação entre o setor musical ibero-americano e o mercado profissional global por meio de uma ferramenta digital que favorece encontros online, conectando artistas, managers, produtores, festivais, teatros, casas de shows e outros espaços culturais para promover a programação da música ibero-americana em todo o mundo. O Ibermúsicas Global é um espaço de articulação, ampliação de agendas, novas oportunidades de programação e contratações artísticas, fortalecendo as redes criadas no circuito musical ibero-americano e impulsionando a abertura de novos territórios. Dessa forma, o Ibermúsicas segue demonstrando seu compromisso com a democratização da cultura e com o fortalecimento da música como motor de transformação social, reafirmando seu empenho em impulsionar políticas públicas que fortaleçam os laços dentro da região e além de suas fronteiras, ampliando o alcance da música ibero-americana e gerando oportunidades para o desenvolvimento profissional, o intercâmbio de conhecimentos e a expansão de mercados. Por meio do Ibermúsicas Global, programadores de festivais de todo o mundo podem se conectar com novos talentos, e artistas e grupos musicais que já possuem turnês programadas podem ampliar o número de apresentações.

    A estreia dessa plataforma foi marcada pelo Festival Internacional do Cajón Peruano, um encontro dedicado à percussão que tem o cajón peruano — instrumento de origem afro-peruana — como protagonista. Por meio do Prêmio Peru–Ibermúsicas “Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana”, foi lançado o primeiro chamado global para descobrir talentos ligados à percussão, obtendo um alto nível de participação internacional e recebendo propostas inovadoras de numerosos países. Segundo a diretora do festival, a plataforma tornou-se uma ferramenta fundamental para identificar artistas e projetos com abordagens criativas e contemporâneas sobre a percussão. Como resultado, foram selecionadas três propostas de grande qualidade — de grupos e pesquisadores — que participaram das rodadas de articulação, fortalecendo o intercâmbio e a projeção de novas cenas musicais.

    Outra grande ação realizada pelo Programa Ibermúsicas no âmbito dos Projetos Especiais País foi a primeira edição do Festival “As Realezas do Calipso”, apresentado pelo Ministério da Cultura do Panamá com o apoio dos Ministérios da Cultura da Colômbia e da Costa Rica. O festival celebrou e revitalizou o calipso, gênero emblemático do Caribe e da América Central, símbolo da identidade caribenha que combina ritmos africanos, caribenhos e elementos da cultura local. A proposta integrou música, dança, arte e gastronomia, oferecendo uma experiência cultural integral. A programação contou com os grupos Kawe Calypso (Costa Rica), Creole Group (Colômbia) e Diggers Descendant Calypso Band (Panamá), consolidando o festival como um espaço de inclusão social, intercâmbio artístico e promoção do calipso na cena cultural global.

    Outro marco significativo foi a realização do Primeiro Encontro Ibero-Americano de Orquestras integrantes da RIOS — Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas —, plataforma criada em 2022 no âmbito do Programa e que hoje reúne mais de 70 orquestras profissionais de 16 países. De 6 a 8 de novembro, Santiago do Chile tornou-se o epicentro dessa convocatória histórica, possível graças ao decidido apoio do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile e do Centro de Extensão Artística e Cultural da Universidade do Chile, marcando um passo decisivo no fortalecimento institucional da música sinfônica ibero-americana. Durante três dias, dirigentes, gestores, músicos e representantes do setor sinfônico de toda a região trabalharam conjuntamente para identificar desafios comuns e projetar estratégias de cooperação voltadas a fortalecer a presença, a sustentabilidade e a inovação das orquestras no panorama cultural ibero-americano. O encontro consolidou-se como um espaço estratégico para o intercâmbio de boas práticas, a colaboração artística e a criação de uma rede formal de trabalho que impulsiona o crescimento e a projeção internacional do setor. Por meio de oficinas e painéis especializados, foram abordados temas-chave como transformação digital, desenvolvimento de públicos, modelos de gestão, inovação programática e o papel social das orquestras, delineando uma agenda comum para os próximos anos. Esse feito de 2025 reafirma o compromisso do Ibermúsicas com a construção de políticas públicas sustentáveis, a integração regional e o fortalecimento de nossas instituições musicais.

    Ainda neste ano, a rede RIOS deu outro passo decisivo rumo à sua consolidação internacional ao se apresentar em diversas feiras dedicadas à música acadêmica e contemporânea. Por meio da conferência A Window into Ibero-American Classical Music, o Ibermúsicas apresentou suas linhas de ação e chamadas para o âmbito sinfônico, junto a dois de seus projetos estratégicos: a Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas (RIOS) e o Catálogo Ibero-Americano de Partituras. As sessões reuniram programadores, diretores de festivais, orquestras, editoras e centros musicais internacionais, gerando grande interesse pelas oportunidades de articulação com a Ibero-América e abrindo novas portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicos e luthiers da região. Essa presença representou uma conquista fundamental: posicionar a produção clássica ibero-americana nos principais fóruns profissionais do mundo e fortalecer os vínculos que impulsionam sua projeção global.

    No mesmo ano, a RIOS–Ibermúsicas também protagonizou uma contribuição fundamental no campo da cooperação setorial ao se envolver nas discussões internacionais da CoP20 da CITES, nas quais se avaliava aumentar o nível de proteção do pau-brasil (pernambuco). Uma medida desse tipo teria implicado a proibição total de seu comércio internacional, colocando em risco a fabricação, a circulação e o reparo dos arcos indispensáveis para centenas de milhares de músicos em todo o mundo. No âmbito do Encontro Ibero-Americano de Orquestras, e com o consenso de todas as orquestras da Rede, a RIOS apresentou uma declaração conjunta às autoridades competentes — em coordenação com a League of American Orchestras, a Federação Internacional de Músicos e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — em defesa simultânea de dois princípios inseparáveis: a conservação responsável da espécie e a proteção do exercício profissional dos artistas. O resultado foi favorável, e reconheceu-se expressamente a contribuição substantiva da RIOS nesse esforço coletivo, consolidando seu papel como ator-chave na articulação internacional do setor sinfônico.

    Outra ferramenta para o setor acadêmico é o Catálogo Ibero-Americano de Partituras, que neste ano se consolidou como um recurso estratégico para dar visibilidade e promover a música escrita da Ibero-América, impulsionado pela incorporação de numerosas obras por meio da chamada “Apoio à promoção do repertório ibero-americano”. O catálogo já conta com mais de 2.000 registros e segue se expandindo como uma ferramenta viva e acessível que conecta compositoras e compositores, programadores, orquestras, ensembles e salas de toda a região. Essa expansão facilita o acesso a partituras históricas e contemporâneas de todos os gêneros e formações, democratiza a difusão de nossa música, fortalece a cooperação entre instituições e artistas e promove o ensino, a pesquisa e a circulação de repertórios ibero-americanos no âmbito internacional.

    Ao longo deste ano, o Programa participou de numerosas feiras, mercados e espaços estratégicos do setor, fortalecendo seu posicionamento global e ampliando as oportunidades de articulação da música ibero-americana. A presença do Ibermúsicas nos principais fóruns profissionais do mundo consolida-se como um componente essencial de sua projeção internacional. Essas instâncias permitem dar visibilidade ao seu modelo único de cooperação multilateral, promover a diversidade e a qualidade da criação regional e gerar novos vínculos com programadores, instituições, agentes culturais e formuladores de políticas públicas. Ao mesmo tempo, abrem portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicas e saberes, consolidando a Ibero-América como uma região dinâmica e fundamental dentro da cena musical mundial. Cada participação contribui para expandir o alcance do Ibermúsicas, reforçar sua presença internacional e aprofundar o diálogo cultural que sustenta sua missão.

    O Ibermúsicas consolidou sua presença digital e reafirmou seu compromisso com a difusão da diversidade sonora da Ibero-América por meio de seus canais de comunicação. Ao longo do ano, colocou à disposição da comunidade um vasto acervo audiovisual que incluiu videoclipes, shows ao vivo, documentários, concertos em estúdio, oficinas, masterclasses, conferências, conversas e debates. Esse conteúdo, acessível por meio de seu Banco de Conteúdos no site e de seu canal no YouTube, permitiu que públicos de todo o mundo explorassem a riqueza cultural e musical da região a partir de múltiplas perspectivas. O material reflete a grande diversidade de propostas apoiadas pelo Ibermúsicas ao longo dos anos e consolida-se como um arquivo vivo, em constante crescimento, que oferece novos olhares e caminhos para compreender a música ibero-americana contemporânea. Destaca-se também o canal do Ibermúsicas no Spotify, onde se encontram duas iniciativas fundadoras. Por um lado, “Identidades Sonoras”, que reúne playlists curadas por convidadas e convidados especiais de cada um dos países integrantes do Programa, destacando as expressões musicais que compõem as paisagens sonoras da região; e, por outro, “Itinerário Canção”, que oferece um percurso pelas canções vencedoras de todas as edições dos concursos de criação de canção, entrelaçando histórias, estilos e vozes da Ibero-América. Com essas iniciativas, o Ibermúsicas abre um diálogo no universo do streaming e se envolve ativamente na conversa sonora global, criando um espaço dedicado a propostas não hegemônicas que convidam à descoberta de novos territórios sonoros.

    De modo especial, neste ano o Ibermúsicas desenvolveu uma série de ações voltadas ao fortalecimento do direito de todas as pessoas com deficiência de participar plenamente da vida cultural. Promover acessibilidade implicou questionar as próprias práticas e repensar criticamente as formas de criar e implementar políticas culturais, buscando que todas as pessoas pudessem adotar uma nova maneira de olhar e conceber a sociedade, valorizando todos os modos de existência e corporalidades, e fomentando a reflexão sobre como eram gerados projetos, produtos e serviços culturais. Entre as ferramentas implementadas, destacou-se a Acessibilidade Digital, por meio da qual as plataformas e ferramentas tecnológicas do Programa foram adaptadas para eliminar barreiras e garantir que qualquer usuário pudesse navegar, interagir e compreender as informações de forma eficaz, avançando rumo a uma inclusão digital real. Da mesma forma, foi fortalecida a profissionalização do setor cultural por meio de uma parceria com a Fundação Music for All, organização espanhola especializada em acessibilidade musical, que contribuiu com manuais e guias didáticos para tornar acessíveis festivais, salas de concerto e palcos, complementando a iniciativa com oficinas virtuais intensivas que ofereceram ferramentas para desenvolver Planos de Acessibilidade nos espaços culturais e possibilitar a implementação de medidas concretas que favoreçam a inclusão de todas as pessoas. Essas ações consolidaram o compromisso do Programa com a promoção da acessibilidade e da inclusão como meios essenciais para garantir o pleno exercício dos direitos culturais e fomentar a participação de todas as pessoas em igualdade de condições, avançando rumo a uma Ibero-América para o desfrute de todas e todos.

    Entre as iniciativas de destaque, sobressaem nossas chamadas e concursos de 2025, que receberam 1.907 inscrições e premiaram mais de 200 projetos que abrangem uma enorme variedade de iniciativas de todos os estilos, gêneros e tradições, promovendo a internacionalização, a criação, a formação, a acessibilidade e a inclusão, a profissionalização e a difusão da música ibero-americana em nível global. Os projetos apoiados pelo Ibermúsicas realizarão ações de cooperação com Alemanha, Angola, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Guatemala, Hungria, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, México, Moçambique, Panamá, Países Baixos, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Romênia, Sérvia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela, por meio de suas linhas de: Apoio à circulação de profissionais da música (financia a compra de passagens para facilitar a mobilidade de artistas e profissionais em âmbito global); Apoio à programação musical (financia a compra de passagens para enriquecer propostas culturais e educativas com iniciativas internacionais); Apoio a artistas e pesquisadores para residências (facilita a estadia de profissionais para desenvolver projetos criativos ou de pesquisa ao redor do mundo); Apoio a instituições para residências (apoia instituições, públicas ou privadas, que desejam convidar artistas ou pesquisadores internacionais para realizar trabalhos em suas instalações); Apoio à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico (destinado à realização de estudos avançados, tanto em âmbito institucional quanto por meio de formações com mestres da cultura popular); Apoio a projetos virtuais (apoio a projetos musicais por meio de plataformas digitais); Apoio à promoção do repertório ibero-americano (apoio à programação, estreia, gravação e filmagem de obras do repertório ibero-americano); chamadas especiais como o Prêmio Ibermúsicas de Canção para as Infâncias e o Prêmio Ibermúsicas de Composição para Banda Sinfônica, que fomenta a criação de novas obras que serão estreadas por bandas sinfônicas de alto nível de Cuba, Colômbia, Costa Rica, México e Venezuela. Além disso, a Chamada Ibermúsicas – Mid Atlantic Arts, que apoia a circulação de artistas ibero-americanos nos Estados Unidos; o Prêmio Brasil – Ibermúsicas, que reconhece iniciativas dedicadas à difusão da música brasileira; o Prêmio Peru – Ibermúsicas – Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana, juntamente com a segunda edição de “Viagens pela Música da Lusofonia”.

    Conclui-se um ano, mas inaugura-se um novo ciclo de apoio à música ibero-americana, fomentando a colaboração entre artistas e comunidades de todo o mundo. Além disso, 2026 no Ibermúsicas chegará com muitas novidades!

    Sentimo-nos orgulhosos de levar as músicas ibero-americanas a todo o mundo. Desejamos que nossas músicas sigam construindo novos caminhos, novos rumos, sempre como um símbolo de paz. A música nos une.

    Um Feliz 2026!