Categoria: Notícias rotativas

  • A artista sonora mexicana Valeria Espinosa Galán apresentará seu projeto Azoteístas dentro da Mostra de Cinema Latino-Americano Independente, organizada pela Cineteca Veracruz

    A artista sonora mexicana Valeria Espinosa Galán apresentará seu projeto Azoteístas dentro da Mostra de Cinema Latino-Americano Independente, organizada pela Cineteca Veracruz

    Azoteístas, projeto musical da compositora e artista sonora Valeria Espinosa Galán, no qual convergem estilos musicais como synthwave, neoclássico, ambient e post-punk. Integra também recursos sonoros como poesia em voz alta e gravações experimentais para propor uma música que não pertence a um gênero específico, mas que pode dialogar com diferentes públicos.

    Valeria Espinosa Galán, compositora e artista sonora originária de Xalapa, Veracruz, transita por gêneros como música experimental, acusmática, de concerto e eletrônica; em formatos cênicos, sonoros e de instalação. Já apresentou obras em espaços emblemáticos do México como o Palacio de Bellas Artes, os Estudios Churubusco e a Cineteca Nacional, entre outros. Como instrumentista, apresentou-se como solista em festivais como o Foro Internacional de Música Nueva Manuel Enríquez.

    Atualmente cursa uma pós-graduação em Criação Sonora no Mestrado em Arte Sonora da Universidade de Barcelona. A realização desse curso é possível, em parte, graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico, convocatória 2025.

    • 8 de maio: Sala Luis García Berlanga da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Complutense de Madrid.

  • A artista equatoriana Adelhaid inicia uma turnê promocional por diferentes espaços da Cidade do México

    A artista equatoriana Adelhaid inicia uma turnê promocional por diferentes espaços da Cidade do México

    Adelhaid é um projeto musical liderado pela cantora e compositora equatoriana Denisse Lalama, que transita entre o rock alternativo e o pop alternativo, com uma narrativa profundamente emocional, honesta e contemporânea. Sua proposta se caracteriza por letras introspectivas, uma estética visual potente e uma conexão direta com públicos jovens e com a comunidade queer latino-americana. Seu trabalho combina música, narrativa visual e performance, posicionando-a como uma voz relevante dentro do circuito alternativo e queer latino-americano.

    Em outubro de 2024, lançou seu álbum homônimo Adelhaid, recebendo uma resposta positiva do público e da imprensa especializada internacional. Atualmente, está trabalhando em seu novo disco 3:33, uma obra conceitual que explora processos de reconstrução emocional, identidade, desejo e vínculos entre mulheres, estruturada em três atos narrativos.

    Adelhaid realizará uma turnê de apresentações e atividades promocionais na Cidade do México durante o mês de maio de 2026, como parte da circulação internacional de seu projeto, em articulação com a agência We Are The Point.

    As atividades previstas incluem concertos em espaços culturais, entrevistas em meios de comunicação, sessões acústicas, encontros com públicos locais e ações de networking com coletivos e agentes da cena musical independente mexicana.

    • 8 de maio, 20h: Museo del Pulque
    • 9 de maio, 14h: Tianguis Cultural del Chopo
    • 15 de maio, 22h: Capitán Gallo

  • Fenna Frei inicia sua residência na Finlândia com seu projeto SIGSEGV – Quando a falha se torna resistência

    Fenna Frei inicia sua residência na Finlândia com seu projeto SIGSEGV – Quando a falha se torna resistência

    SIGSEGV – Quando a falha se torna resistência é um projeto sonoro e performático desenvolvido pela artista Fenna Frei que explora a tensão entre o orgânico e o digital por meio da improvisação, da música eletrônica e da performance. Durante a residência, a artista desenvolverá duas peças predominantemente instrumentais, trabalhando com voz, síntese (granular e subtrativa), sequências e live looping.

    O processo inclui pesquisa artística sobre os impactos sociais, culturais e ambientais das novas tecnologias, colaboração a distância com uma artista visual para o desenvolvimento de elementos visuais que serão integrados à obra, e a realização de uma live session ou concerto como encerramento da residência. Como atividade educativa complementar, será oferecida uma oficina gratuita à comunidade local.

    Fenna Frei é o nome artístico de Candela Cibrián. É cantora, compositora, produtora musical, técnica em produção musical (UCA) e performer argentina radicada na Cidade do México. Seu trabalho transita entre o pop experimental, a eletrônica emocional, o IDM e a performance sonora. Possui mais de 10 anos de experiência em produção musical e live sets eletrônicos. Também tem formação em atuação e experiência cênica, com dois anos como atriz em musicais na Calle Corrientes, e provém de uma família de reconhecida trajetória no cinema e no teatro, Cibrián Campoy. Sua obra propõe narrativas sonoras imersivas nas quais a voz, os sintetizadores e o corpo funcionam como um único instrumento, com foco na visibilização das mulheres no campo do som e da produção musical.

    Este projeto de Fenna Frei foi contemplado na linha de “Ajuda a artistas e pesquisadores para residências” do Programa Ibermúsicas, convocatória 2025.

    • De 4 a 29 de maio, na Fish Factory – Creative Centre, Stöðvarfjörður, Islândia

  • Continua a turnê pelos Estados Unidos da Orquestra de Instrumentos Autóctones e Novas Tecnologias (OIANT) da Argentina

    Continua a turnê pelos Estados Unidos da Orquestra de Instrumentos Autóctones e Novas Tecnologias (OIANT) da Argentina

    Vencedora da Convocatória Especial Ibermúsicas – Mid Atlantic Arts 2024, a OIANT foi convidada pelas Reservas Indígenas para realizar seminários, concertos e dialogar com lideranças espirituais das Nações Nativas de Minnesota, Dakota do Sul e Dakota do Norte. A Orquestra de Instrumentos Autóctones e Novas Tecnologias (OIANT) da Universidade Nacional de Tres de Febrero, dirigida por Alejandro Iglesias Rossi, realizará também concertos sinfônicos e de câmara no Berklee College of Music (Boston), bem como em Nova York, Washington D.C., Minneapolis, Grand Forks, Virgínia e Baltimore.

    A turnê “Sons da América Oculta” é apresentada por destacadas instituições culturais como Indigenous Roots, American Composers Forum, North Dakota Museum of Art, Grand Forks Symphony Orchestra e Artworking Productions, junto com Ibermúsicas e Mid Atlantic Arts.

    A turnê culminará com um concerto sinfônico junto à Grand Forks Symphony Orchestra, bem como concertos solo da OIANT no North Dakota Museum of Art, no Indigenous Roots Cultural Center e na University of Minnesota.

    Ao mesmo tempo, realizarão pesquisa sobre instrumentos autóctones na Library of Congress (Washington D.C.), assim como no Walters Museum (Baltimore).

    Fundada em 2004 por Alejandro Iglesias Rossi e Susana Ferreres, a OIANT confere aos instrumentos nativos da América a mesma “dignidade ontológica” que aos instrumentos herdados da tradição europeia e desenvolve um trabalho interdisciplinar que abrange as áreas de composição, interpretação, luteria, tecnologia, coreografia, cenografia, criação de máscaras e docência, buscando assim reunir as diferentes áreas do conhecimento relacionadas à música.

    Seus integrantes são, ao mesmo tempo, criadores e intérpretes de suas próprias obras, construtores dos instrumentos que executam, assim como das máscaras utilizadas em concerto, e apresentam seu trabalho interdisciplinar realizando um percurso pela geografia sonora do continente, tanto com música tradicional quanto com composições contemporâneas, fundindo instrumentos milenares (Maias, Astecas, Incas, Mochicas, Nazcas) com tecnologias digitais.

    • 3 de maio: Concerto no North Dakota Museum of Art, Grand Forks (ND)
    • 5 de maio: Turtle Mountain Reservation / Intercâmbio Cultural e Festival de Música de Câmara “Sounds of the Prairie” (Reservas e escolas de Dakota do Norte e Dakota do Sul)
    • 6 de maio: Intercâmbio Cultural e Festival de Música de Câmara, Cankdeska Cikana College
    • 7 de maio: concerto na Waubay Reservation
    • 8 de maio: Concerto na Thief River Falls Reservation
    • 8 de maio: Concerto em Crookston
    • 10 de maio: Concerto OIANT + Grand Forks Symphony Orchestra, Grand Forks (ND)
    • 13 de maio: Intercâmbio Cultural e Concerto no projeto “Recomposing America” / American Composers Forum & Indigenous Roots, Minneapolis (MN)
    • 14 de maio: Conferência e workshop na University of Minnesota
  • A compositora peruana Claudia Sofía Álvarez realizará uma residência criativa junto ao ensemble Hanatsu Miroir na França

    A compositora peruana Claudia Sofía Álvarez realizará uma residência criativa junto ao ensemble Hanatsu Miroir na França

    Claudia Sofía Alvarez é uma compositora peruana cuja música aprofunda o poder do som na experiência humana por meio de meios vocais, instrumentais e eletroacústicos. Com o apoio do Ibermúsicas, realizará uma residência artística para a criação e finalização da obra Cúume, para ensemble misto e meios eletrônicos.

    Participou de diversos festivais e residências na Europa, Estados Unidos e América Latina, entre os quais se destacam o Festival d’Aix en Provence Composition Residency 2025 (França), o IRCAM Manifeste Festival 2023 (França), o .abeceda Contemporary Music Festival 2023, 2024 e 2025 (Eslovênia), o Heroines of Sound Festival 2022 (Alemanha), entre outros.

    Colaborou com renomados ensembles como Intercontemporain (FR), Multilatérale (FR), KNM Berlin (DEU), Tana Quatour (FR), Ictus (BE), .abeceda [new music ensemble] (SI), Hartford Independent Chamber Orchestra (EUA), Fresh Squeezed Opera (EUA), Filarmonica Banatul Timișoara Choir (RO), Brno Philharmonic (CZ), Orquesta de Cámara Municipal de Santiago (CL), Orquesta Filarmónica de Medellín (CO), Coro Nacional del Perú (PE), entre outros.

    É bacharel em Composição Musical pela Universidad Nacional de Música do Peru, onde participou de residências e produções fonográficas do Laboratório de Acusmática e Música Mista da instituição. Também realizou colaborações interdisciplinares, compondo música para obras de dança, teatro, exposições de arte e produções audiovisuais. É cofundadora do Retama: coletivo de compositoras.

    O Hanatsu Miroir foi fundado em 2010 pela flautista Ayako Okubo e pelo percussionista Olivier Maurel. O ensemble transita entre a exploração sonora e a criação de novas obras. Sua prática centra-se na hibridização de gestos musicais, espaços acústicos e estéticos, e nas formas de pensar, escrever e transmitir a música.

    O Hanatsu Miroir também busca promover a diversidade de enfoques e crenças artísticas, defender a singularidade de cada uma e celebrar a beleza que se encontra nas fronteiras porosas e nas interseções entre inúmeras perspectivas do mundo.

    Desde sua fundação em 2010, o Hanatsu Miroir encomendou numerosas obras a compositores de diversas origens estéticas. O ensemble realizou turnês pela Europa, Ásia, América do Norte e América do Sul, e criou espetáculos para públicos de todas as idades.

    No concerto de encerramento que terá lugar no âmbito do Oto LABo #3, produzido por Hanatsu Miroir, serão programadas duas obras da compositora: Raíces al infinito V para contrabaixo solo e Collective Distortion, para ensemble misto, na qual ela própria fará a voz e a eletrônica junto ao ensamble.

    Esta residência de Claudia Sofía Alvarez na França é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a artistas e pesquisadores para residências.

    • De 27 de abril a 25 de maio no Espace K: 10 rue du Hohwald, 67000 Estrasburgo, França
    • 22 de maio: Concerto de encerramento no âmbito do Oto LABo #3 no Espace K: 10 rue du Hohwald, 67000 Estrasburgo, França

  • Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Neste 2025, em um contexto internacional marcado por profundas crises humanitárias e conflitos, no qual o multilateralismo e a cooperação cultural enfrentam desafios crescentes, o Programa continuou demonstrando sua relevância como política pública de integração regional, fortalecendo os laços entre países e consolidando-se como um instrumento estratégico para o fomento, a circulação e a projeção global das músicas ibero-americanas. Em um mundo que exige a construção de pontes e a abertura de espaços de diálogo, nosso crescimento sustentado confirma que a cooperação cultural segue sendo uma ferramenta essencial para garantir diversidade, acesso e desenvolvimento no marco de uma cultura de paz.

    Neste ano celebramos a entrada de El Salvador em nossa comunidade, elevando para dezesseis o número de países membros: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

    O Ibermúsicas renovou e fortaleceu sua aliança estratégica com a Mid Atlantic Arts. Essa iniciativa, concebida para fomentar o intercâmbio cultural e promover o diálogo entre artistas da Ibero-América e dos Estados Unidos, apoia a circulação de músicas e músicos ibero-americanos em território norte-americano, com o objetivo de ampliar a diversidade musical e enriquecer o panorama cultural do país de destino. Os projetos selecionados abrangem uma ampla variedade de gêneros — de repertórios tradicionais a propostas contemporâneas e inovadoras — e recebem tanto apoio financeiro quanto acompanhamento em produção. Além de promover concertos em diferentes cidades da região do Mid Atlantic, a iniciativa incentiva atividades de vínculo comunitário: cursos, oficinas, masterclasses, debates e mesas-redondas que geram espaços de encontro entre artistas e comunidades locais, incluindo aquelas formadas por pessoas migrantes ibero-americanas. As propostas vencedoras refletem a diversidade cultural e a riqueza musical da Ibero-América, com alto potencial de impacto na cena estadunidense. Esse esforço não apenas impulsiona o desenvolvimento artístico de quem participa, como também fortalece os laços de colaboração entre ambas as regiões, consolidando a música como ferramenta de transformação cultural e social.

    Na mesma direção, a cooperação entre o Ibermúsicas e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deu seus primeiros passos no desenvolvimento de novas políticas públicas destinadas a ampliar as oportunidades para as musicistas e os músicos dos países de língua portuguesa. Com grande êxito, foram realizados os projetos selecionados em Viagens pela Música em Língua Portuguesa, a chamada que inaugurou formalmente a cooperação direta entre o Ibermúsicas e todos os Estados que integram a CPLP. Essa iniciativa construiu pontes de cultura e colaboração entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste, fortalecendo os vínculos entre essas nações e a Ibero-América. Impulsionada pela DGARTES (Direção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal), pela FUNARTE (Fundação Nacional de Artes do Brasil) e pela CPLP, Viagens pela Música em Língua Portuguesa consolidou-se como uma chamada estratégica na qual música, cultura, língua e cooperação se entrelaçam profundamente.

    Com esse mesmo espírito, em 2025 o Ibermúsicas inaugurou um novo capítulo de cooperação internacional com a região italiana da Emília-Romanha. Essa aliança abriu um horizonte compartilhado com o propósito de construir uma ponte criativa entre artistas da Ibero-América e da Itália, destinada a enriquecer as cenas musicais locais, ampliar a projeção internacional dos artistas participantes e fortalecer os tecidos criativos de ambas as margens. Junto à Fundação ATER, e em colaboração com a Emilia-Romagna Music Commission, foi lançada uma chamada especial de projetos binacionais, baseada em um modelo de intercâmbio recíproco entre artistas convidados e residentes, promovendo colaborações ao vivo, a interpretação de repertórios fusionados e a criação de novas obras que reflitam a riqueza e a diversidade cultural de ambas as regiões, fortalecendo vínculos artísticos de longo prazo.

    Ao longo deste 2025, o Ibermúsicas viveu um ano de enorme vitalidade criativa. Mais de 250 projetos premiados e mais de 1.500 artistas, pesquisadores, compositoras e compositores e profissionais da música marcaram o pulso de nossa cooperação: ofereceram concertos que cruzaram fronteiras, ministraram masterclasses que semearam novos aprendizados, criaram obras que ampliaram nosso repertório comum, desenvolveram pesquisas, formaram-se, especializaram-se e compartilharam, repetidas vezes, a riqueza de nossas músicas. Cada uma dessas ações fortaleceu os laços culturais entre as nações e reafirmou o valor da colaboração como motor de transformação. Nossos projetos ressoaram na Ibero-América e também em países como Alemanha, Áustria, Bulgária, Bélgica, Canadá, China, Escócia, Eslováquia, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça, entre muitos outros destinos. Novos palcos, novos públicos e novas alianças passaram a integrar um mapa musical que segue em expansão.

    Além disso, neste ano inauguramos uma nova e inovadora ferramenta, “Ibermúsicas Global – o mercado musical ibero-americano para o mundo”, que possibilita a aproximação entre o setor musical ibero-americano e o mercado profissional global por meio de uma ferramenta digital que favorece encontros online, conectando artistas, managers, produtores, festivais, teatros, casas de shows e outros espaços culturais para promover a programação da música ibero-americana em todo o mundo. O Ibermúsicas Global é um espaço de articulação, ampliação de agendas, novas oportunidades de programação e contratações artísticas, fortalecendo as redes criadas no circuito musical ibero-americano e impulsionando a abertura de novos territórios. Dessa forma, o Ibermúsicas segue demonstrando seu compromisso com a democratização da cultura e com o fortalecimento da música como motor de transformação social, reafirmando seu empenho em impulsionar políticas públicas que fortaleçam os laços dentro da região e além de suas fronteiras, ampliando o alcance da música ibero-americana e gerando oportunidades para o desenvolvimento profissional, o intercâmbio de conhecimentos e a expansão de mercados. Por meio do Ibermúsicas Global, programadores de festivais de todo o mundo podem se conectar com novos talentos, e artistas e grupos musicais que já possuem turnês programadas podem ampliar o número de apresentações.

    A estreia dessa plataforma foi marcada pelo Festival Internacional do Cajón Peruano, um encontro dedicado à percussão que tem o cajón peruano — instrumento de origem afro-peruana — como protagonista. Por meio do Prêmio Peru–Ibermúsicas “Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana”, foi lançado o primeiro chamado global para descobrir talentos ligados à percussão, obtendo um alto nível de participação internacional e recebendo propostas inovadoras de numerosos países. Segundo a diretora do festival, a plataforma tornou-se uma ferramenta fundamental para identificar artistas e projetos com abordagens criativas e contemporâneas sobre a percussão. Como resultado, foram selecionadas três propostas de grande qualidade — de grupos e pesquisadores — que participaram das rodadas de articulação, fortalecendo o intercâmbio e a projeção de novas cenas musicais.

    Outra grande ação realizada pelo Programa Ibermúsicas no âmbito dos Projetos Especiais País foi a primeira edição do Festival “As Realezas do Calipso”, apresentado pelo Ministério da Cultura do Panamá com o apoio dos Ministérios da Cultura da Colômbia e da Costa Rica. O festival celebrou e revitalizou o calipso, gênero emblemático do Caribe e da América Central, símbolo da identidade caribenha que combina ritmos africanos, caribenhos e elementos da cultura local. A proposta integrou música, dança, arte e gastronomia, oferecendo uma experiência cultural integral. A programação contou com os grupos Kawe Calypso (Costa Rica), Creole Group (Colômbia) e Diggers Descendant Calypso Band (Panamá), consolidando o festival como um espaço de inclusão social, intercâmbio artístico e promoção do calipso na cena cultural global.

    Outro marco significativo foi a realização do Primeiro Encontro Ibero-Americano de Orquestras integrantes da RIOS — Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas —, plataforma criada em 2022 no âmbito do Programa e que hoje reúne mais de 70 orquestras profissionais de 16 países. De 6 a 8 de novembro, Santiago do Chile tornou-se o epicentro dessa convocatória histórica, possível graças ao decidido apoio do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile e do Centro de Extensão Artística e Cultural da Universidade do Chile, marcando um passo decisivo no fortalecimento institucional da música sinfônica ibero-americana. Durante três dias, dirigentes, gestores, músicos e representantes do setor sinfônico de toda a região trabalharam conjuntamente para identificar desafios comuns e projetar estratégias de cooperação voltadas a fortalecer a presença, a sustentabilidade e a inovação das orquestras no panorama cultural ibero-americano. O encontro consolidou-se como um espaço estratégico para o intercâmbio de boas práticas, a colaboração artística e a criação de uma rede formal de trabalho que impulsiona o crescimento e a projeção internacional do setor. Por meio de oficinas e painéis especializados, foram abordados temas-chave como transformação digital, desenvolvimento de públicos, modelos de gestão, inovação programática e o papel social das orquestras, delineando uma agenda comum para os próximos anos. Esse feito de 2025 reafirma o compromisso do Ibermúsicas com a construção de políticas públicas sustentáveis, a integração regional e o fortalecimento de nossas instituições musicais.

    Ainda neste ano, a rede RIOS deu outro passo decisivo rumo à sua consolidação internacional ao se apresentar em diversas feiras dedicadas à música acadêmica e contemporânea. Por meio da conferência A Window into Ibero-American Classical Music, o Ibermúsicas apresentou suas linhas de ação e chamadas para o âmbito sinfônico, junto a dois de seus projetos estratégicos: a Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas (RIOS) e o Catálogo Ibero-Americano de Partituras. As sessões reuniram programadores, diretores de festivais, orquestras, editoras e centros musicais internacionais, gerando grande interesse pelas oportunidades de articulação com a Ibero-América e abrindo novas portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicos e luthiers da região. Essa presença representou uma conquista fundamental: posicionar a produção clássica ibero-americana nos principais fóruns profissionais do mundo e fortalecer os vínculos que impulsionam sua projeção global.

    No mesmo ano, a RIOS–Ibermúsicas também protagonizou uma contribuição fundamental no campo da cooperação setorial ao se envolver nas discussões internacionais da CoP20 da CITES, nas quais se avaliava aumentar o nível de proteção do pau-brasil (pernambuco). Uma medida desse tipo teria implicado a proibição total de seu comércio internacional, colocando em risco a fabricação, a circulação e o reparo dos arcos indispensáveis para centenas de milhares de músicos em todo o mundo. No âmbito do Encontro Ibero-Americano de Orquestras, e com o consenso de todas as orquestras da Rede, a RIOS apresentou uma declaração conjunta às autoridades competentes — em coordenação com a League of American Orchestras, a Federação Internacional de Músicos e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — em defesa simultânea de dois princípios inseparáveis: a conservação responsável da espécie e a proteção do exercício profissional dos artistas. O resultado foi favorável, e reconheceu-se expressamente a contribuição substantiva da RIOS nesse esforço coletivo, consolidando seu papel como ator-chave na articulação internacional do setor sinfônico.

    Outra ferramenta para o setor acadêmico é o Catálogo Ibero-Americano de Partituras, que neste ano se consolidou como um recurso estratégico para dar visibilidade e promover a música escrita da Ibero-América, impulsionado pela incorporação de numerosas obras por meio da chamada “Apoio à promoção do repertório ibero-americano”. O catálogo já conta com mais de 2.000 registros e segue se expandindo como uma ferramenta viva e acessível que conecta compositoras e compositores, programadores, orquestras, ensembles e salas de toda a região. Essa expansão facilita o acesso a partituras históricas e contemporâneas de todos os gêneros e formações, democratiza a difusão de nossa música, fortalece a cooperação entre instituições e artistas e promove o ensino, a pesquisa e a circulação de repertórios ibero-americanos no âmbito internacional.

    Ao longo deste ano, o Programa participou de numerosas feiras, mercados e espaços estratégicos do setor, fortalecendo seu posicionamento global e ampliando as oportunidades de articulação da música ibero-americana. A presença do Ibermúsicas nos principais fóruns profissionais do mundo consolida-se como um componente essencial de sua projeção internacional. Essas instâncias permitem dar visibilidade ao seu modelo único de cooperação multilateral, promover a diversidade e a qualidade da criação regional e gerar novos vínculos com programadores, instituições, agentes culturais e formuladores de políticas públicas. Ao mesmo tempo, abrem portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicas e saberes, consolidando a Ibero-América como uma região dinâmica e fundamental dentro da cena musical mundial. Cada participação contribui para expandir o alcance do Ibermúsicas, reforçar sua presença internacional e aprofundar o diálogo cultural que sustenta sua missão.

    O Ibermúsicas consolidou sua presença digital e reafirmou seu compromisso com a difusão da diversidade sonora da Ibero-América por meio de seus canais de comunicação. Ao longo do ano, colocou à disposição da comunidade um vasto acervo audiovisual que incluiu videoclipes, shows ao vivo, documentários, concertos em estúdio, oficinas, masterclasses, conferências, conversas e debates. Esse conteúdo, acessível por meio de seu Banco de Conteúdos no site e de seu canal no YouTube, permitiu que públicos de todo o mundo explorassem a riqueza cultural e musical da região a partir de múltiplas perspectivas. O material reflete a grande diversidade de propostas apoiadas pelo Ibermúsicas ao longo dos anos e consolida-se como um arquivo vivo, em constante crescimento, que oferece novos olhares e caminhos para compreender a música ibero-americana contemporânea. Destaca-se também o canal do Ibermúsicas no Spotify, onde se encontram duas iniciativas fundadoras. Por um lado, “Identidades Sonoras”, que reúne playlists curadas por convidadas e convidados especiais de cada um dos países integrantes do Programa, destacando as expressões musicais que compõem as paisagens sonoras da região; e, por outro, “Itinerário Canção”, que oferece um percurso pelas canções vencedoras de todas as edições dos concursos de criação de canção, entrelaçando histórias, estilos e vozes da Ibero-América. Com essas iniciativas, o Ibermúsicas abre um diálogo no universo do streaming e se envolve ativamente na conversa sonora global, criando um espaço dedicado a propostas não hegemônicas que convidam à descoberta de novos territórios sonoros.

    De modo especial, neste ano o Ibermúsicas desenvolveu uma série de ações voltadas ao fortalecimento do direito de todas as pessoas com deficiência de participar plenamente da vida cultural. Promover acessibilidade implicou questionar as próprias práticas e repensar criticamente as formas de criar e implementar políticas culturais, buscando que todas as pessoas pudessem adotar uma nova maneira de olhar e conceber a sociedade, valorizando todos os modos de existência e corporalidades, e fomentando a reflexão sobre como eram gerados projetos, produtos e serviços culturais. Entre as ferramentas implementadas, destacou-se a Acessibilidade Digital, por meio da qual as plataformas e ferramentas tecnológicas do Programa foram adaptadas para eliminar barreiras e garantir que qualquer usuário pudesse navegar, interagir e compreender as informações de forma eficaz, avançando rumo a uma inclusão digital real. Da mesma forma, foi fortalecida a profissionalização do setor cultural por meio de uma parceria com a Fundação Music for All, organização espanhola especializada em acessibilidade musical, que contribuiu com manuais e guias didáticos para tornar acessíveis festivais, salas de concerto e palcos, complementando a iniciativa com oficinas virtuais intensivas que ofereceram ferramentas para desenvolver Planos de Acessibilidade nos espaços culturais e possibilitar a implementação de medidas concretas que favoreçam a inclusão de todas as pessoas. Essas ações consolidaram o compromisso do Programa com a promoção da acessibilidade e da inclusão como meios essenciais para garantir o pleno exercício dos direitos culturais e fomentar a participação de todas as pessoas em igualdade de condições, avançando rumo a uma Ibero-América para o desfrute de todas e todos.

    Entre as iniciativas de destaque, sobressaem nossas chamadas e concursos de 2025, que receberam 1.907 inscrições e premiaram mais de 200 projetos que abrangem uma enorme variedade de iniciativas de todos os estilos, gêneros e tradições, promovendo a internacionalização, a criação, a formação, a acessibilidade e a inclusão, a profissionalização e a difusão da música ibero-americana em nível global. Os projetos apoiados pelo Ibermúsicas realizarão ações de cooperação com Alemanha, Angola, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Guatemala, Hungria, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, México, Moçambique, Panamá, Países Baixos, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Romênia, Sérvia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela, por meio de suas linhas de: Apoio à circulação de profissionais da música (financia a compra de passagens para facilitar a mobilidade de artistas e profissionais em âmbito global); Apoio à programação musical (financia a compra de passagens para enriquecer propostas culturais e educativas com iniciativas internacionais); Apoio a artistas e pesquisadores para residências (facilita a estadia de profissionais para desenvolver projetos criativos ou de pesquisa ao redor do mundo); Apoio a instituições para residências (apoia instituições, públicas ou privadas, que desejam convidar artistas ou pesquisadores internacionais para realizar trabalhos em suas instalações); Apoio à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico (destinado à realização de estudos avançados, tanto em âmbito institucional quanto por meio de formações com mestres da cultura popular); Apoio a projetos virtuais (apoio a projetos musicais por meio de plataformas digitais); Apoio à promoção do repertório ibero-americano (apoio à programação, estreia, gravação e filmagem de obras do repertório ibero-americano); chamadas especiais como o Prêmio Ibermúsicas de Canção para as Infâncias e o Prêmio Ibermúsicas de Composição para Banda Sinfônica, que fomenta a criação de novas obras que serão estreadas por bandas sinfônicas de alto nível de Cuba, Colômbia, Costa Rica, México e Venezuela. Além disso, a Chamada Ibermúsicas – Mid Atlantic Arts, que apoia a circulação de artistas ibero-americanos nos Estados Unidos; o Prêmio Brasil – Ibermúsicas, que reconhece iniciativas dedicadas à difusão da música brasileira; o Prêmio Peru – Ibermúsicas – Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana, juntamente com a segunda edição de “Viagens pela Música da Lusofonia”.

    Conclui-se um ano, mas inaugura-se um novo ciclo de apoio à música ibero-americana, fomentando a colaboração entre artistas e comunidades de todo o mundo. Além disso, 2026 no Ibermúsicas chegará com muitas novidades!

    Sentimo-nos orgulhosos de levar as músicas ibero-americanas a todo o mundo. Desejamos que nossas músicas sigam construindo novos caminhos, novos rumos, sempre como um símbolo de paz. A música nos une.

    Um Feliz 2026!