Categoria: Notícias rotativas

  • Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Neste 2025, em um contexto internacional marcado por profundas crises humanitárias e conflitos, no qual o multilateralismo e a cooperação cultural enfrentam desafios crescentes, o Programa continuou demonstrando sua relevância como política pública de integração regional, fortalecendo os laços entre países e consolidando-se como um instrumento estratégico para o fomento, a circulação e a projeção global das músicas ibero-americanas. Em um mundo que exige a construção de pontes e a abertura de espaços de diálogo, nosso crescimento sustentado confirma que a cooperação cultural segue sendo uma ferramenta essencial para garantir diversidade, acesso e desenvolvimento no marco de uma cultura de paz.

    Neste ano celebramos a entrada de El Salvador em nossa comunidade, elevando para dezesseis o número de países membros: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

    O Ibermúsicas renovou e fortaleceu sua aliança estratégica com a Mid Atlantic Arts. Essa iniciativa, concebida para fomentar o intercâmbio cultural e promover o diálogo entre artistas da Ibero-América e dos Estados Unidos, apoia a circulação de músicas e músicos ibero-americanos em território norte-americano, com o objetivo de ampliar a diversidade musical e enriquecer o panorama cultural do país de destino. Os projetos selecionados abrangem uma ampla variedade de gêneros — de repertórios tradicionais a propostas contemporâneas e inovadoras — e recebem tanto apoio financeiro quanto acompanhamento em produção. Além de promover concertos em diferentes cidades da região do Mid Atlantic, a iniciativa incentiva atividades de vínculo comunitário: cursos, oficinas, masterclasses, debates e mesas-redondas que geram espaços de encontro entre artistas e comunidades locais, incluindo aquelas formadas por pessoas migrantes ibero-americanas. As propostas vencedoras refletem a diversidade cultural e a riqueza musical da Ibero-América, com alto potencial de impacto na cena estadunidense. Esse esforço não apenas impulsiona o desenvolvimento artístico de quem participa, como também fortalece os laços de colaboração entre ambas as regiões, consolidando a música como ferramenta de transformação cultural e social.

    Na mesma direção, a cooperação entre o Ibermúsicas e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deu seus primeiros passos no desenvolvimento de novas políticas públicas destinadas a ampliar as oportunidades para as musicistas e os músicos dos países de língua portuguesa. Com grande êxito, foram realizados os projetos selecionados em Viagens pela Música em Língua Portuguesa, a chamada que inaugurou formalmente a cooperação direta entre o Ibermúsicas e todos os Estados que integram a CPLP. Essa iniciativa construiu pontes de cultura e colaboração entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste, fortalecendo os vínculos entre essas nações e a Ibero-América. Impulsionada pela DGARTES (Direção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal), pela FUNARTE (Fundação Nacional de Artes do Brasil) e pela CPLP, Viagens pela Música em Língua Portuguesa consolidou-se como uma chamada estratégica na qual música, cultura, língua e cooperação se entrelaçam profundamente.

    Com esse mesmo espírito, em 2025 o Ibermúsicas inaugurou um novo capítulo de cooperação internacional com a região italiana da Emília-Romanha. Essa aliança abriu um horizonte compartilhado com o propósito de construir uma ponte criativa entre artistas da Ibero-América e da Itália, destinada a enriquecer as cenas musicais locais, ampliar a projeção internacional dos artistas participantes e fortalecer os tecidos criativos de ambas as margens. Junto à Fundação ATER, e em colaboração com a Emilia-Romagna Music Commission, foi lançada uma chamada especial de projetos binacionais, baseada em um modelo de intercâmbio recíproco entre artistas convidados e residentes, promovendo colaborações ao vivo, a interpretação de repertórios fusionados e a criação de novas obras que reflitam a riqueza e a diversidade cultural de ambas as regiões, fortalecendo vínculos artísticos de longo prazo.

    Ao longo deste 2025, o Ibermúsicas viveu um ano de enorme vitalidade criativa. Mais de 250 projetos premiados e mais de 1.500 artistas, pesquisadores, compositoras e compositores e profissionais da música marcaram o pulso de nossa cooperação: ofereceram concertos que cruzaram fronteiras, ministraram masterclasses que semearam novos aprendizados, criaram obras que ampliaram nosso repertório comum, desenvolveram pesquisas, formaram-se, especializaram-se e compartilharam, repetidas vezes, a riqueza de nossas músicas. Cada uma dessas ações fortaleceu os laços culturais entre as nações e reafirmou o valor da colaboração como motor de transformação. Nossos projetos ressoaram na Ibero-América e também em países como Alemanha, Áustria, Bulgária, Bélgica, Canadá, China, Escócia, Eslováquia, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça, entre muitos outros destinos. Novos palcos, novos públicos e novas alianças passaram a integrar um mapa musical que segue em expansão.

    Além disso, neste ano inauguramos uma nova e inovadora ferramenta, “Ibermúsicas Global – o mercado musical ibero-americano para o mundo”, que possibilita a aproximação entre o setor musical ibero-americano e o mercado profissional global por meio de uma ferramenta digital que favorece encontros online, conectando artistas, managers, produtores, festivais, teatros, casas de shows e outros espaços culturais para promover a programação da música ibero-americana em todo o mundo. O Ibermúsicas Global é um espaço de articulação, ampliação de agendas, novas oportunidades de programação e contratações artísticas, fortalecendo as redes criadas no circuito musical ibero-americano e impulsionando a abertura de novos territórios. Dessa forma, o Ibermúsicas segue demonstrando seu compromisso com a democratização da cultura e com o fortalecimento da música como motor de transformação social, reafirmando seu empenho em impulsionar políticas públicas que fortaleçam os laços dentro da região e além de suas fronteiras, ampliando o alcance da música ibero-americana e gerando oportunidades para o desenvolvimento profissional, o intercâmbio de conhecimentos e a expansão de mercados. Por meio do Ibermúsicas Global, programadores de festivais de todo o mundo podem se conectar com novos talentos, e artistas e grupos musicais que já possuem turnês programadas podem ampliar o número de apresentações.

    A estreia dessa plataforma foi marcada pelo Festival Internacional do Cajón Peruano, um encontro dedicado à percussão que tem o cajón peruano — instrumento de origem afro-peruana — como protagonista. Por meio do Prêmio Peru–Ibermúsicas “Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana”, foi lançado o primeiro chamado global para descobrir talentos ligados à percussão, obtendo um alto nível de participação internacional e recebendo propostas inovadoras de numerosos países. Segundo a diretora do festival, a plataforma tornou-se uma ferramenta fundamental para identificar artistas e projetos com abordagens criativas e contemporâneas sobre a percussão. Como resultado, foram selecionadas três propostas de grande qualidade — de grupos e pesquisadores — que participaram das rodadas de articulação, fortalecendo o intercâmbio e a projeção de novas cenas musicais.

    Outra grande ação realizada pelo Programa Ibermúsicas no âmbito dos Projetos Especiais País foi a primeira edição do Festival “As Realezas do Calipso”, apresentado pelo Ministério da Cultura do Panamá com o apoio dos Ministérios da Cultura da Colômbia e da Costa Rica. O festival celebrou e revitalizou o calipso, gênero emblemático do Caribe e da América Central, símbolo da identidade caribenha que combina ritmos africanos, caribenhos e elementos da cultura local. A proposta integrou música, dança, arte e gastronomia, oferecendo uma experiência cultural integral. A programação contou com os grupos Kawe Calypso (Costa Rica), Creole Group (Colômbia) e Diggers Descendant Calypso Band (Panamá), consolidando o festival como um espaço de inclusão social, intercâmbio artístico e promoção do calipso na cena cultural global.

    Outro marco significativo foi a realização do Primeiro Encontro Ibero-Americano de Orquestras integrantes da RIOS — Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas —, plataforma criada em 2022 no âmbito do Programa e que hoje reúne mais de 70 orquestras profissionais de 16 países. De 6 a 8 de novembro, Santiago do Chile tornou-se o epicentro dessa convocatória histórica, possível graças ao decidido apoio do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile e do Centro de Extensão Artística e Cultural da Universidade do Chile, marcando um passo decisivo no fortalecimento institucional da música sinfônica ibero-americana. Durante três dias, dirigentes, gestores, músicos e representantes do setor sinfônico de toda a região trabalharam conjuntamente para identificar desafios comuns e projetar estratégias de cooperação voltadas a fortalecer a presença, a sustentabilidade e a inovação das orquestras no panorama cultural ibero-americano. O encontro consolidou-se como um espaço estratégico para o intercâmbio de boas práticas, a colaboração artística e a criação de uma rede formal de trabalho que impulsiona o crescimento e a projeção internacional do setor. Por meio de oficinas e painéis especializados, foram abordados temas-chave como transformação digital, desenvolvimento de públicos, modelos de gestão, inovação programática e o papel social das orquestras, delineando uma agenda comum para os próximos anos. Esse feito de 2025 reafirma o compromisso do Ibermúsicas com a construção de políticas públicas sustentáveis, a integração regional e o fortalecimento de nossas instituições musicais.

    Ainda neste ano, a rede RIOS deu outro passo decisivo rumo à sua consolidação internacional ao se apresentar em diversas feiras dedicadas à música acadêmica e contemporânea. Por meio da conferência A Window into Ibero-American Classical Music, o Ibermúsicas apresentou suas linhas de ação e chamadas para o âmbito sinfônico, junto a dois de seus projetos estratégicos: a Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas (RIOS) e o Catálogo Ibero-Americano de Partituras. As sessões reuniram programadores, diretores de festivais, orquestras, editoras e centros musicais internacionais, gerando grande interesse pelas oportunidades de articulação com a Ibero-América e abrindo novas portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicos e luthiers da região. Essa presença representou uma conquista fundamental: posicionar a produção clássica ibero-americana nos principais fóruns profissionais do mundo e fortalecer os vínculos que impulsionam sua projeção global.

    No mesmo ano, a RIOS–Ibermúsicas também protagonizou uma contribuição fundamental no campo da cooperação setorial ao se envolver nas discussões internacionais da CoP20 da CITES, nas quais se avaliava aumentar o nível de proteção do pau-brasil (pernambuco). Uma medida desse tipo teria implicado a proibição total de seu comércio internacional, colocando em risco a fabricação, a circulação e o reparo dos arcos indispensáveis para centenas de milhares de músicos em todo o mundo. No âmbito do Encontro Ibero-Americano de Orquestras, e com o consenso de todas as orquestras da Rede, a RIOS apresentou uma declaração conjunta às autoridades competentes — em coordenação com a League of American Orchestras, a Federação Internacional de Músicos e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — em defesa simultânea de dois princípios inseparáveis: a conservação responsável da espécie e a proteção do exercício profissional dos artistas. O resultado foi favorável, e reconheceu-se expressamente a contribuição substantiva da RIOS nesse esforço coletivo, consolidando seu papel como ator-chave na articulação internacional do setor sinfônico.

    Outra ferramenta para o setor acadêmico é o Catálogo Ibero-Americano de Partituras, que neste ano se consolidou como um recurso estratégico para dar visibilidade e promover a música escrita da Ibero-América, impulsionado pela incorporação de numerosas obras por meio da chamada “Apoio à promoção do repertório ibero-americano”. O catálogo já conta com mais de 2.000 registros e segue se expandindo como uma ferramenta viva e acessível que conecta compositoras e compositores, programadores, orquestras, ensembles e salas de toda a região. Essa expansão facilita o acesso a partituras históricas e contemporâneas de todos os gêneros e formações, democratiza a difusão de nossa música, fortalece a cooperação entre instituições e artistas e promove o ensino, a pesquisa e a circulação de repertórios ibero-americanos no âmbito internacional.

    Ao longo deste ano, o Programa participou de numerosas feiras, mercados e espaços estratégicos do setor, fortalecendo seu posicionamento global e ampliando as oportunidades de articulação da música ibero-americana. A presença do Ibermúsicas nos principais fóruns profissionais do mundo consolida-se como um componente essencial de sua projeção internacional. Essas instâncias permitem dar visibilidade ao seu modelo único de cooperação multilateral, promover a diversidade e a qualidade da criação regional e gerar novos vínculos com programadores, instituições, agentes culturais e formuladores de políticas públicas. Ao mesmo tempo, abrem portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicas e saberes, consolidando a Ibero-América como uma região dinâmica e fundamental dentro da cena musical mundial. Cada participação contribui para expandir o alcance do Ibermúsicas, reforçar sua presença internacional e aprofundar o diálogo cultural que sustenta sua missão.

    O Ibermúsicas consolidou sua presença digital e reafirmou seu compromisso com a difusão da diversidade sonora da Ibero-América por meio de seus canais de comunicação. Ao longo do ano, colocou à disposição da comunidade um vasto acervo audiovisual que incluiu videoclipes, shows ao vivo, documentários, concertos em estúdio, oficinas, masterclasses, conferências, conversas e debates. Esse conteúdo, acessível por meio de seu Banco de Conteúdos no site e de seu canal no YouTube, permitiu que públicos de todo o mundo explorassem a riqueza cultural e musical da região a partir de múltiplas perspectivas. O material reflete a grande diversidade de propostas apoiadas pelo Ibermúsicas ao longo dos anos e consolida-se como um arquivo vivo, em constante crescimento, que oferece novos olhares e caminhos para compreender a música ibero-americana contemporânea. Destaca-se também o canal do Ibermúsicas no Spotify, onde se encontram duas iniciativas fundadoras. Por um lado, “Identidades Sonoras”, que reúne playlists curadas por convidadas e convidados especiais de cada um dos países integrantes do Programa, destacando as expressões musicais que compõem as paisagens sonoras da região; e, por outro, “Itinerário Canção”, que oferece um percurso pelas canções vencedoras de todas as edições dos concursos de criação de canção, entrelaçando histórias, estilos e vozes da Ibero-América. Com essas iniciativas, o Ibermúsicas abre um diálogo no universo do streaming e se envolve ativamente na conversa sonora global, criando um espaço dedicado a propostas não hegemônicas que convidam à descoberta de novos territórios sonoros.

    De modo especial, neste ano o Ibermúsicas desenvolveu uma série de ações voltadas ao fortalecimento do direito de todas as pessoas com deficiência de participar plenamente da vida cultural. Promover acessibilidade implicou questionar as próprias práticas e repensar criticamente as formas de criar e implementar políticas culturais, buscando que todas as pessoas pudessem adotar uma nova maneira de olhar e conceber a sociedade, valorizando todos os modos de existência e corporalidades, e fomentando a reflexão sobre como eram gerados projetos, produtos e serviços culturais. Entre as ferramentas implementadas, destacou-se a Acessibilidade Digital, por meio da qual as plataformas e ferramentas tecnológicas do Programa foram adaptadas para eliminar barreiras e garantir que qualquer usuário pudesse navegar, interagir e compreender as informações de forma eficaz, avançando rumo a uma inclusão digital real. Da mesma forma, foi fortalecida a profissionalização do setor cultural por meio de uma parceria com a Fundação Music for All, organização espanhola especializada em acessibilidade musical, que contribuiu com manuais e guias didáticos para tornar acessíveis festivais, salas de concerto e palcos, complementando a iniciativa com oficinas virtuais intensivas que ofereceram ferramentas para desenvolver Planos de Acessibilidade nos espaços culturais e possibilitar a implementação de medidas concretas que favoreçam a inclusão de todas as pessoas. Essas ações consolidaram o compromisso do Programa com a promoção da acessibilidade e da inclusão como meios essenciais para garantir o pleno exercício dos direitos culturais e fomentar a participação de todas as pessoas em igualdade de condições, avançando rumo a uma Ibero-América para o desfrute de todas e todos.

    Entre as iniciativas de destaque, sobressaem nossas chamadas e concursos de 2025, que receberam 1.907 inscrições e premiaram mais de 200 projetos que abrangem uma enorme variedade de iniciativas de todos os estilos, gêneros e tradições, promovendo a internacionalização, a criação, a formação, a acessibilidade e a inclusão, a profissionalização e a difusão da música ibero-americana em nível global. Os projetos apoiados pelo Ibermúsicas realizarão ações de cooperação com Alemanha, Angola, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Guatemala, Hungria, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, México, Moçambique, Panamá, Países Baixos, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Romênia, Sérvia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela, por meio de suas linhas de: Apoio à circulação de profissionais da música (financia a compra de passagens para facilitar a mobilidade de artistas e profissionais em âmbito global); Apoio à programação musical (financia a compra de passagens para enriquecer propostas culturais e educativas com iniciativas internacionais); Apoio a artistas e pesquisadores para residências (facilita a estadia de profissionais para desenvolver projetos criativos ou de pesquisa ao redor do mundo); Apoio a instituições para residências (apoia instituições, públicas ou privadas, que desejam convidar artistas ou pesquisadores internacionais para realizar trabalhos em suas instalações); Apoio à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico (destinado à realização de estudos avançados, tanto em âmbito institucional quanto por meio de formações com mestres da cultura popular); Apoio a projetos virtuais (apoio a projetos musicais por meio de plataformas digitais); Apoio à promoção do repertório ibero-americano (apoio à programação, estreia, gravação e filmagem de obras do repertório ibero-americano); chamadas especiais como o Prêmio Ibermúsicas de Canção para as Infâncias e o Prêmio Ibermúsicas de Composição para Banda Sinfônica, que fomenta a criação de novas obras que serão estreadas por bandas sinfônicas de alto nível de Cuba, Colômbia, Costa Rica, México e Venezuela. Além disso, a Chamada Ibermúsicas – Mid Atlantic Arts, que apoia a circulação de artistas ibero-americanos nos Estados Unidos; o Prêmio Brasil – Ibermúsicas, que reconhece iniciativas dedicadas à difusão da música brasileira; o Prêmio Peru – Ibermúsicas – Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana, juntamente com a segunda edição de “Viagens pela Música da Lusofonia”.

    Conclui-se um ano, mas inaugura-se um novo ciclo de apoio à música ibero-americana, fomentando a colaboração entre artistas e comunidades de todo o mundo. Além disso, 2026 no Ibermúsicas chegará com muitas novidades!

    Sentimo-nos orgulhosos de levar as músicas ibero-americanas a todo o mundo. Desejamos que nossas músicas sigam construindo novos caminhos, novos rumos, sempre como um símbolo de paz. A música nos une.

    Um Feliz 2026!

  • Chega o concerto de encerramento do 4º Ciclo Anual de Práticas de Choro em Buenos Aires, Argentina

    Chega o concerto de encerramento do 4º Ciclo Anual de Práticas de Choro em Buenos Aires, Argentina

    Será realizado o concerto de encerramento do ciclo de formação “Choro Parceiro Argentina”, que propôs encontros mensais de “Práticas de choro” com a coordenação de um grupo de músicos experientes no gênero, destinados a músicos que desejassem conhecer ou aprofundar seus conhecimentos neste belo gênero musical instrumental tipicamente carioca.

    Mistura & Manda é um grupo de músicos argentinos que se dedica exclusivamente ao choro há 20 anos. A partir de 2020, acrescentaram à sua atividade musical a tarefa de divulgar e ensinar o gênero musical por meio da iniciativa Choro Parceiro Argentina, um projeto que conta com o apoio institucional da Escola Portátil de Música – EPM Rio de Janeiro.

    Na convocatória 2024 do Programa Ibermúsicas, receberam o Prêmio Especial Brasil/Ibermúsicas concedido pela FUNARTE (Fundação Nacional de Arte) do Brasil, somando assim mais um merecido reconhecimento ao seu trabalho, desta vez concedido pela mais alta instituição governamental de cultura do país de origem do choro. Este prêmio especial do Programa Ibermúsicas, em colaboração direta com a FUNARTE, tem como objetivo mapear e ao mesmo tempo reconhecer as iniciativas dedicadas à divulgação, pesquisa e ensino da música brasileira, em qualquer parte do mundo e fora do território nacional.

    • Domingo 14 de dezembro 17h30 no “Bar de Fondo”, Julián Álvarez 1200, Palermo, Buenos Aires, Argentina

  • A cantora e compositora panamenha Yek Gamboa participará da residência “Cancioneras del Abya Yala”, que reunirá cantautoras da América Latina no México

    A cantora e compositora panamenha Yek Gamboa participará da residência “Cancioneras del Abya Yala”, que reunirá cantautoras da América Latina no México

    Yek Gamboa é uma talentosa cantautora, compositora e multi-instrumentista de origem panamenha e chinesa. Sua carreira musical começou em 2010, e em 2014 lançou seu primeiro álbum, intitulado “Nada es imposible”, que a consolidou como uma das mulheres mais destacadas na cena do rock de seu país. Sua trajetória musical a levou a compartilhar palcos com grandes artistas, como a cantautora espanhola Russian Red, além de ter participado de importantes festivais como o Panama Jazz Festival e o Festival MUPA.

    Além de sua carreira como intérprete, Yek Gamboa foi nomeada embaixadora da Fundación Danilo Pérez, refletindo seu compromisso com a música e com sua comunidade. Também compôs e produziu trilhas sonoras para o cinema, participando do Festival de Cannes em 2017 com a trilha do curta-metragem Aves de papel.

    Com dois discos de estúdio — Nada es imposible (2014) e Mística (2021) —, Gamboa demonstra sua versatilidade e profundidade como artista. Sua música transita entre o rock e sonoridades mais introspectivas, com influências do jazz e do folk. Yek segue dedicada ao ensino musical, contribuindo para o crescimento de novos talentos e realizando apresentações ao vivo em eventos culturais.

    Esse importante encontro reunirá destacadas cantoras de diversos países latino-americanos — entre eles Chile, Bolívia, Paraguai, Panamá, Brasil, Argentina, México, Peru e Cuba — para criar obras musicais originais a partir de uma perspectiva de gênero e territorial, destacando a diversidade linguística e musical das regiões, além da produção de uma canção acompanhada de seu respectivo videoclipe.

    “Cancioneras del Abya Yala” é um projeto que, por meio da música, busca preservar e difundir o patrimônio cultural, fomentar o desenvolvimento econômico local e sustentável, fortalecer as identidades culturais, promover a igualdade de gênero e democratizar o acesso à cultura.

    A participação de Yek Gamboa na residência “Cancioneras del Abya Yala” é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a artistas e pesquisadores para residências, convocatória 2024.

    • De 7 a 20 de dezembro: Residência na Cidade do México
    • De 12 a 14 de dezembro: Acampamento musical em Comachuén, estado de Michoacán, México
    • 18 de dezembro: Concerto no Foro del Tejedor, Cidade do México

  • O quarteto de saxofones espanhol SIGMA Project apresenta em São Paulo “Uma viagem Utópica: música de ontem e de hoje”

    O quarteto de saxofones espanhol SIGMA Project apresenta em São Paulo “Uma viagem Utópica: música de ontem e de hoje”

    O prestigiado quarteto SIGMA Project (Espanha) é o único quarteto internacional de saxofones que já se apresentou no famoso Teatro alla Scala de Milão e no Teatro Colón de Buenos Aires, além de se apresentar em outros importantes auditórios, como o Palácio de Belas Artes da Ciudad de México, o Teatro Mayor de Bogotá, o Auditório GAM de Santiago do Chile e inúmeros outros importantes auditórios europeus e espanhóis.

    Em agosto de 2024, eles realizaram sua primeira e bem-sucedida visita ao Brasil, atuando como solistas ao lado da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e se apresentando também no Rio de Janeiro.

    No próximo dia 1º de dezembro, eles voltam ao Brasil para sua primeira apresentação pública em São Paulo (Estação Motiva Cultural), onde divulgarão sua nova proposta musical “Uma viagem Utópica: música de ontem e de hoje”, uma emocionante viagem sonora pelo Ars Subtilior, o flamenco, a música minimalista e a música brasileira atual. Neste estimulante programa, o SIGMA Project apresentará a estreia no Brasil do famoso “Concerto” do internacional Philip Glass, bem como a estreia em São Paulo da obra “Tambor” do compositor brasileiro Rodrigo Lima, composta especialmente para o SIGMA Project.

    Esta apresentação do Sigma Project conta com o apoio do Programa Ibermúsicas por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2024.

    Programa:

    • Chases anónimas del Ars Nova (s.XIV) O Virgo splendens
    • Domenico Scarlatti (1685-1757) Sonata en Lam K532 (allegro)
    • Mauricio Sotelo (1961, Madrid), Cantes de viento y nieve-espirales de llanto primeira interpretação em Brasil
    • Carlos Gesualdo (1564-1619) Madrigal ‘Tu m ́uccidi, o crudele’
    • Rodrigo Lima (1976, Brasil) TAMBOR (2024) primeira interpretação em São Paulo
    • Domenico Scarlatti (1685-1757) Sonata en FaM K350 (Allegro)
    • Philip Glass (1937, USA) Concerto para quarteto de saxofones (1992), primeira interpretação no Brasil, versão original quarteto de saxofones
    • 1 de dezembro 20h30 na Estação Motiva Cultural, São Paulo, Brasil
  • Hoje recomendamos a playlist “Más allá de la linde” criada por Karmento da Espanha para Identidades Sonoras II

    Hoje recomendamos a playlist “Más allá de la linde” criada por Karmento da Espanha para Identidades Sonoras II

    Uma viagem pelo folclore da Espanha que ultrapassa as fronteiras geográficas e temporais.

    Artista folclórica de La Mancha que iniciou sua carreira em 2012, quando decidiu se mudar para a ilha de Malta. Lá ela começou a conhecer músicos internacionais e começou a escrever as músicas que comporiam seu primeiro álbum ‘Mudanzas’. A partir de 2020, com o lançamento de ‘Este devenir’, começou a se posicionar como um dos grandes nomes da música neofolclórica espanhola, sendo considerado um dos melhores álbuns de Música de raíz do ano. Sua apresentação ao vivo foi selecionada em diferentes circuitos, redes de teatro e catálogos, e a turnê terminou com mais de 130 shows. Karmento participou do Benidorm Fest 2023, com sua música ‘Quiero y duelo’, tornando-se um dos finalistas graças ao apoio unânime do público. Com esse single, ela também recebeu duas indicações para os MIN Awards. Ela também recebeu o título de Filha Favorita de Castilla-La Mancha. Em fevereiro de 2024, Karmento lançou seu novo álbum “La Serrana”, que recebeu excelentes críticas de toda a mídia especializada e outras duas indicações para os MIN Awards por seu primeiro single de avanço “Fangos”.

    Com Identidades Sonoras, o Programa Ibermúsicas abre um novo diálogo no mundo do streaming, envolvendo-se na conversa sonora mundial e criando um espaço com propostas de audições não hegemônicas que convidam a percorrer novos caminhos. As diferentes expressões musicais que compõem as paisagens sonoras da região encontram-se aqui, em Identidades Sonoras.

    Para esta segunda edição, foram convidadas e convidados músicas e músicos que receberam prêmios da Ibermúsicas em edições recentes de nossos concursos e linhas de apoio.

    O convite consistiu em que cada um propusesse uma lista de 50 canções de artistas musicais de seu próprio país em torno do conceito de “Fronteiras”, abordando essa noção a partir de uma multiplicidade de perspectivas (fronteiras geográficas, culturais, simbólicas, delimitações possíveis ou imaginárias ou invisibilizadas).

  • A primeira edição do Festival “Las Realezas del Calipso” será realizada em Colón, Panamá

    A primeira edição do Festival “Las Realezas del Calipso” será realizada em Colón, Panamá

    O Ministério da Cultura do Panamá, por meio do Programa Ibermúsicas e com o apoio dos Ministérios da Cultura da Colômbia e da Costa Rica, apresenta a primeira edição do Festival “Las Realezas del Calipso”.

    “Las Realezas del Calipso” será uma celebração musical destinada a resgatar e revitalizar um gênero essencial para a identidade cultural do Caribe e da América Central. Este festival não só celebrará o calipso, mas também promoverá sua rica herança cultural, fomentará a inclusão social e criará um espaço para a convivência e o intercâmbio artístico. Ao mesmo tempo, explorará a dança, a arte e a gastronomia da região, oferecendo uma experiência cultural integral.

    “Las Realezas del Calipso” é uma iniciativa dedicada à revitalização do gênero musical mais emblemático da América Central e do Caribe, que busca reposicionar o calipso no mercado cultural global, garantindo sua relevância e continuidade ao longo do tempo.

    Originário dos escravos africanos que trabalhavam nas plantações de cana-de-açúcar de Trinidad e Tobago e que foram posteriormente levados para o resto do Caribe e da América Central, este estilo alegre e cativante espalhou-se rapidamente por toda a região. Nascido no final do século XIX como música festiva de rua e de carnaval, espalhou-se posteriormente por quase todo o Caribe. O calipso se enraizou e se expandiu por diversas rotas até a América Central: Barbados, norte do Brasil (estado do Pará), arquipélago de San Andrés e Providencia na Colômbia, Costa Rica (província de Limón), costa caribenha de Honduras e Nicarágua, Guatemala, Jamaica, Panamá (Bocas del Toro e Colón), Porto Rico, Venezuela (estado de Bolívar) para chegar com força a Nova Iorque nos anos 50.

    O calipso, símbolo da identidade caribenha, tem sido fundamental na história musical da região, combinando ritmos africanos, caribenhos e elementos da cultura local. Uma prova disso é que as três principais línguas da região são utilizadas nas letras dos calipsos: inglês, francês, espanhol e sua fusão no crioulo. Ao longo de sua história, esse gênero serviu como meio de expressão social e política, refletindo as experiências e lutas das comunidades caribenhas. O humor, a mordacidade, a picaresca, a sátira social, o protesto, a metáfora, os jogos de palavras e o duplo sentido foram, desde o início, as marcas próprias das letras improvisadas com enorme habilidade pelos calypsonians.

    Farão parte da programação do festival os grupos “Kawe Calypso”, da Costa Rica, “Creole Group”, da ilha de San Andrés, Colômbia e Diggers Descendant Calypso Band do Panamá.

    “Las Realezas del Calipso” é um Projeto Especial País do Programa Ibermúsicas que conta com a participação de três países, Panamá, Costa Rica e Colômbia, por meio de seus Ministérios da Cultura.

    • 5 de dezembro, 14h: Conferência “A discografia no calipso panamenho” por Mario García Hudson
    • 5 de dezembro, 15h30: Conferência “Calipso nova geração” por Jermaine Vasquéz
    • 5 de dezembro, 16h30: Oficina Ritmos e instrumentos por Kawe Calypso (Costa Rica)
    • 5 de dezembro, 18h: Mesa-redonda “Calipso: Cultura, identidade e orgulho” com Facundo Clua (Fundación Pipo Navarro), Donald Williams Chirley (Kawe Calypso / Costa Rica) e Abel Aronategui (CACCO)
    • 5 de dezembro, 19h45: “Uma noite de calipso”, direção: Fernando Muñoz, produção: Enlace S.A.
    • 6 de dezembro, 10h30: Oficina de intercâmbio musical regional com Creole Group (Colômbia), Escuelita del Ritmo (Colón), Diggers Descendant Calypso Band (Panamá) e Kawe Calypso (Costa Rica)
    • 6 de dezembro, 14h: Oficina “Como criar Calipso sem perder sua identidade na atualidade?” com Creole Group (Colômbia)
    • 6 de dezembro, 17h: Vídeo e Curtas-metragens “Calipso hoje” por MiCultura; “Vitamina CH”, direção: Joab Huc, produção: Miguel Antonió; “Para recordar Lord Cobra”, direção: Gerardo Maloney
    • 6 de dezembro, 18h: Show com Kawe Calypso (Costa Rica), Diggers Descendant Calypso Band (Panamá) e Creole Group (Colômbia)

    Todas as atividades serão realizadas no Centro de Arte e Cultura de Colón, Panamá, com entrada gratuita.

  • Anunciam-se os projetos vencedores do Prémio Peru – Ibermúsicas – Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana

    Anunciam-se os projetos vencedores do Prémio Peru – Ibermúsicas – Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana

    O Ministério da Cultura do Peru, em conjunto com o Festival Internacional de Cajón e Percussão Rafael Santa Cruz, propôs este ano um concurso especial no âmbito da celebração do “Cajón Peruano”, a ser realizado em 2026, com o objetivo de ampliar o diálogo internacional em torno do cajón peruano e da percussão Afro-Peruana, incentivando uma reflexão sobre este instrumento que, desde as costas do Peru, estendeu-se para longe, tornando-se parte da sonoridade de muitas músicas do mundo.

    O Festival Internacional de Cajón e Percussão Rafael Santa Cruz é um festival de percussões do mundo que tem o cajón peruano como anfitrião. Em 2008, Rafael Santa Cruz fundou o primeiro festival de percussão do Peru para que se conhecesse e reconhecesse a origem afro-peruana do cajón, celebrando que o instrumento transcendeu as fronteiras geográficas e musicais. Através de uma programação integral, que inclui concertos, conferências, exibições de vídeo, workshops, masterclasses, feira e concerto de gala, o Festival é uma plataforma onde músicos de diversas escolas, estilos e nacionalidades se reúnem para divulgar seus instrumentos de percussão, sua música e sua cultura.

    Artistas e pesquisadores foram convidados a apresentar seus projetos por meio do “Ibermúsicas Global”, uma nova ferramenta do Programa Ibermúsicas que visa promover o encontro entre propostas artísticas e festivais de todo o mundo.

    Podes ver os projectos vencedores aqui.

  • Um júri constituído por maestras e maestros de renome levou a cabo o processo de qualificação e seleção das obras vencedoras do “Prémio Ibermúsicas para a composição de Obra para Banda Sinfônica” 2025

    Um júri constituído por maestras e maestros de renome levou a cabo o processo de qualificação e seleção das obras vencedoras do “Prémio Ibermúsicas para a composição de Obra para Banda Sinfônica” 2025

    Incentivando a criação musical, Ibermúsicas propôs uma nova edição de seus concursos de criação de obras acadêmicas, neste caso voltado especificamente para a criação de novas obras para formato de Banda Sinfônica, que serão estreadas por elencos de primeiro nível da Colômbia, Costa Rica, Cuba, México e Venezuela.

    Nesta edição, as compositoras e os compositores foram convidadas/os a se inspirar no universo sonoro Ibero-Americano, como um espaço diversificado e cheio de cor, variado e contrastante que, apesar de suas diferenças, tece fios, como as bandas sinfônicas de sopros, que atravessam nossos países e se misturam com suas diferentes culturas, para encontrar sonoridades muito particulares, que as tornam únicas em cada país ou região.

    Com o objetivo de promover o conhecimento mútuo dos povos e do subsetor específico das bandas de sopro entre nossos países, os compositores foram incentivados a explorar este universo sonoro a partir dos repertórios, gêneros, formas de soar das bandas dos diferentes países, escolas e seus compositores de referência, entre muitas outras possibilidades que unem os países que integram a cooperação ibero-americana.

    A premiação inclui, além de um reconhecimento financeiro para cada criador ou criadora, a estreia das obras vencedoras interpretadas pela Banda Sinfônica Departamental do Valle da Colômbia, uma das sete bandas da Direção Geral de Bandas da Costa Rica, a Banda Nacional de Concertos de Cuba, a Banda Sinfônica da Faculdade de Música da UNAM no México e a Banda Marcial Caracas da Venezuela.

    O júri, composto por Andrés Porras Alfaro, da Costa Rica, David Leonardo Guarin Ortiz, da Colômbia, Marcia Quesada, de Cuba, Luis Manuel Sánchez, do México, e Pedro Mauricio Gonzalez, da Venezuela, trabalhou intensamente na seleção das obras vencedoras, dentre as 62 que foram apresentadas ao concurso sob pseudônimo.

    Com orgulho e alegria o Programa Ibermúsicas convida-os a conhecer os nomes dos compositores vencedores e das compositoras vencedoras deste concurso aqui.

  • O Programa Ibermúsicas anuncia os projetos vencedores da convocatória “Viagens pela Música da Lusofonia”

    O Programa Ibermúsicas anuncia os projetos vencedores da convocatória “Viagens pela Música da Lusofonia”

    Música, cultura, língua e cooperação são conceitos que nos unem profundamente. O Programa Ibermúsicas, através do Projeto Especial conjunto entre a DGArtes (Direção Geral das Artes) do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal, a FUNARTE (Fundação Nacional de Artes) do Brasil e a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), propuseram esta convocatória com o objetivo de destacar os laços de união que emergem da diversidade musical dos países de língua oficial portuguesa.

    Tendo presente o acordo de cooperação assinado entre a CPLP e o Programa Ibermúsicas em 21 de maio do 2024, no Palácio do Conde de Penafiel, em Lisboa, o objetivo deste projeto é construir pontes de cultura e cooperação entre a América Latina, a Europa, a África e o Sudeste Asiático, conferindo-lhe um caráter multilateral e pluricontinental que aproxime e, ao mesmo tempo, funda as fronteiras e as distâncias físicas entre os países da CPLP e da Ibero-América.

    Artistas musicais, investigadores, compositores e outros agentes culturais ligados à música de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste foram convidados a participar com propostas de cooperação cultural.

    O júri foi composto por duas pessoas da FUNARTE do Brasil (Eulicia Esteves e Daniela Alvarenga de Meira) e por duas pessoas da DGArtes de Portugal (Costanza Ronchetti e Sérgio de Almeida).

    Foram selecionados nesta nova edição de “Viagens pela Música da Lusofonia”, chamada 2025, os seguintes projetos:

    Projetos selecionados

  • Gladys Conde, do Peru, apresenta seu “Concerto Santa Tierra para a saúde planetária” no Festival Sonamos Latinoamérica, em Santiago do Chile

    Gladys Conde, do Peru, apresenta seu “Concerto Santa Tierra para a saúde planetária” no Festival Sonamos Latinoamérica, em Santiago do Chile

    No âmbito do Festival Sonamos Latinoamérica, sede Chile, será apresentado o “Santa Tierra para a Saúde Planetária”, um projeto musical e cultural que busca promover a conservação ecológica e cultural por meio da música tradicional e contemporânea latino-americana.

    Gladys Conde oferecerá um concerto coletivo e atividades didáticas no âmbito deste prestigioso Festival, que conta com sedes em 15 países da América Latina e Europa. O Sonamos Latinoamérica é um festival que incentiva o intercâmbio, a circulação e a difusão da música e da cultura popular latino-americana, promovendo políticas inclusivas e o diálogo intercultural.

    Entre as atividades previstas estão um concerto coletivo na Casa da Cultura do Bosque, um concerto coletivo no Centro Cultural Paine e um workshop coletivo para alunos do ensino fundamental.

    Gladys Conde Camargo é uma gestora, compositora e cantora com vinte anos de carreira. Suas criações destacam a expressividade e a identidade cultural e ecológica, preservando a mística das memórias andinas e amazônicas. Iniciou sua carreira como intérprete e compiladora de música tradicional de Cusco, explorando sonoridades locais para criar propostas musicais com caráter incidental, curativo e ambiental. Seu trabalho busca conectar o público com as raízes culturais e ecológicas da região. Ela será acompanhada pela violoncelista Pamela Bardalez e pelo guitarrista Mariano Coronel.

    Esta proposta de Gladys Conde foi vencedora da convocatória 2024 do Programa Ibermúsicas na linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”.

    • 22 de novembro: Concerto em “Diálogos para novas narrativas”, ciclo de cinema sobre a folha de coca, organizado pela Fundação Lobeliana, Centro Cerimonial Indígena do Peñalolén, Santiago do Chile
    • 24 de novembro: Oficina de canto e respiração para o projeto Hécate, Puerto Varas
    • 25 de novembro: Concerto para famílias no Colégio Waldorf de Puerto Varas
    • 26 de novembro: Concerto para as crianças da Escola Comunal El Rosario de Calbuco.
    • 27 a 30 de novembro: Festival Sonamos Latinoamérica, Chile