Autor: Ricardo Gomez Coll

  • O guitarrista colombiano Jonathan Villa dá início à gravação de seu projeto “Ausências – música mexicana para guitarra”

    O guitarrista colombiano Jonathan Villa dá início à gravação de seu projeto “Ausências – música mexicana para guitarra”

    Com obras de Guillermo Flores Méndez, Juan Helguera e Mario Stern, Ausências será uma produção discográfica íntima e reflexiva para guitarra solo, que canalizará a dor, a memória e a contemplação. Inspirado nas estéticas mexicanas da segunda metade do século XX, o compositor e intérprete colombiano Jonathan Villa oferece sua sensibilidade para nos lembrar, por meio de três visões, que a ausência não é um silêncio vazio, mas um espaço repleto de ressonâncias: onde a perda se transforma em forma, a lembrança em som e o luto em arte; onde, em sua aparente fragilidade, a música se converte em um ato de resistência contra o esquecimento.

    Jonathan Villa é um músico colombiano que transita com naturalidade entre a guitarra e a criação contemporânea, com profundo interesse pela memória coletiva e pelas problemáticas ambientais. Articula técnicas como o acaso planejado, a paisagem sonora, a multi música e o criptograma sonoro para expandir a linguagem do instrumento sem se afastar da tradição. Tem sido contemplado por editais e incentivos internacionais e nacionais, publicado por entidades culturais e acadêmicas de destaque no país, e interpretado em palcos e festivais da América Latina por renomados solistas e conjuntos. Uma voz singular da música colombiana atual, comprometida com a experimentação e a circulação do pensamento musical contemporâneo.

    Esta proposta de Jonathan Villa foi vencedora da convocatória 2025 do Programa Ibermúsicas na linha de “Apoio à Promoção do Repertório Ibero-americano”.

    • Junho: Gravação nos Estúdios Guayacanes, Envigado, Colômbia
    • Dezembro: Lançamento do disco nas plataformas digitais

  • Itália e Colômbia se encontram em “O mar dos Desejos”, o projeto conjunto entre Cristina Zavalloni, Cristiano Arcelli e a Latin Music Band do Conservatório do Tolima

    Itália e Colômbia se encontram em “O mar dos Desejos”, o projeto conjunto entre Cristina Zavalloni, Cristiano Arcelli e a Latin Music Band do Conservatório do Tolima

    O mar dos desejos é um projeto que transforma a geografia do encontro entre a Itália —particularmente a região da Emília-Romanha— e a Colômbia em puro som. No centro desta vibrante navegação artística encontra-se a voz magnética e a sensibilidade autoral de Cristina Zavalloni, uma artista capaz de transitar com uma elegância sem fronteiras entre o jazz, a música acadêmica e as raízes populares. Sua escrita, carregada de textos e imagens que evocam imaginários oníricos e passionais, entrelaça-se magistralmente com a visão arquitetônica de Cristiano Arcelli. O saxofonista e arranjador úmbrio-emiliano é reconhecido por sua capacidade de reinterpretar os cânones da tradição por meio de lentes contemporâneas e estruturas harmônicas sofisticadas. Uma alquimia sonora que permite a dois mundos distantes falar um idioma comum.

    Este diálogo autoral encontra seu aliado ideal na Latin Music Band do Conservatório do Tolima, um ensemble que representa a excelência da formação musical colombiana. A banda não se limita a custodiar os códigos da música tradicional, mas os abre à investigação tímbrica e à improvisação, atuando como um organismo vivo que pulsa ao ritmo das raízes afrodescendentes.

    O resultado é a cocriação de um novo subgênero musical: um corpus de obras originais em estreia absoluta que investiga a história do encontro entre a Europa e a América do Sul. O processo de produção reflete essa complexidade, articulando-se em uma dupla série de residências artísticas entre a Colômbia e a Itália.

    O projeto viaja dos palcos do Conservatório do Tolima e da Universidade de Ibagué até o coração dos Apeninos bolonheses, com o Festival Crinali, o Zola Jazz and Wine e o Entroterre Festival, chegando finalmente a Roma, onde será acolhido pela Accademia Filarmonica Romana.

    O projeto assume um compromisso constante com os territórios do interior italiano menos favorecidos culturalmente. A música habitará povoados históricos e pequenos municípios da área metropolitana de Bolonha. Em espaços comunitários como Le Torri dell’Acqua, a residência foi enriquecida com oficinas de dança e ritmos colombianos abertas à comunidade.

    Este é um dos três projetos vencedores da convocatória especial Ibermúsicas – Emilia-Romagna, convocatória 2025. Ao mesmo tempo, conta com o apoio do Festival Spaesaggi, dos Conservatórios de Bolonha, Rimini e Cesena, da Universidade do Tolima, do Governo do Tolima, da Egea Records, do Auditorium di S. Cecilia Perugia e da Embaixada da Colômbia na Itália.

    A colaboração entre Itália e Colômbia se materializa em uma série de marcos-chave que incluem residências de criação, laboratórios comunitários e concertos em palcos de grande relevância.

    • 13 de junho: Concerto no Auditório do Centro Cultural da Universidade do Tolima, Ibagué, Colômbia
    • 13 de junho: Apresentação no âmbito do Festival Folclórico Colombiano, Teatro Tolima, Ibagué, Colômbia
    • 27 de junho: Concerto no Entroterre Festival, Borgo di Roncaglio, Reggio Emilia, Itália
    • 28 de junho: Concerto no Festival Zola Jazz & Wine, Zola Predosa, Bolonha, Itália
    • 29 de junho: Concerto no Festival Crinali, Vergato, Bolonha, Itália
    • 2 de julho: Grande encerramento na Accademia Filarmonica Romana, Roma, Itália

  • A Orquestra Argentina de Mulheres “Celia Torrá” apresenta a obra “El Barco”, da compositora mexicana Claudia Herrerías

    A Orquestra Argentina de Mulheres “Celia Torrá” apresenta a obra “El Barco”, da compositora mexicana Claudia Herrerías

    A Orquestra Argentina de Mulheres “Celia Torrá” escolheu a obra El Barco, da compositora mexicana Claudia Herrerías, para ser interpretada em duas sessões didáticas ao vivo, além de ser gravada em estúdio e disponibilizada em plataformas virtuais.

    A Orquestra Argentina de Mulheres “Celia Torrá” é formada por mulheres musicistas cujo objetivo é homenagear, valorizar e dar visibilidade a compositoras, autoras, musicistas e intérpretes argentinas e latino-americanas.

    Formada no início de 2019 por Valeria Tártara e Cecilia Laiseca, sob a direção de Clara Parodi e Flavia Guzmán, o grupo se apresentou na Fundação Mercedes Sosa e deu continuidade à sua atividade durante a pandemia com o projeto #8M, gravando “Canción sin Miedo”, de Vivir Quintana.

    A partir desse momento, passaram a se apresentar em diferentes palcos. Realizaram um trabalho conjunto com o Foro Argentino de Compositoras e com a UNACOM (União Argentina de Compositoras de Música).

    Gravaram seu primeiro disco em homenagem à Mestra Celia Torrá nos Estúdios CIAM, com composições inéditas da célebre violinista e regente, além de obras de várias compositoras integrantes do Foro Argentino de Compositoras, entre elas a Mestra Nelly Gomez, que criaram obras exclusivamente para a orquestra.

    Em breve, lançarão seu segundo disco, gravado nos Estúdios CIAM (Centro de Investigação em Áudio e Música), interpretando um repertório latino-americano variado e uma seleção de obras em línguas dos povos originários, com a participação da cantora Charo Bogaín.

    Este projeto de gravação da obra “El Barco”, de Claudia Herrerías, foi um dos vencedores da convocatória do Programa Ibermúsicas, na linha “Apoio à promoção do repertório ibero-americano”, convocatória 2025.

    • 13 de junho: Primeiro concerto didático e palestra com interpretação ao vivo da obra El Barco, de Claudia Herrerías, Sala Capilla, Centro Cultura Recoleta, Buenos Aires, Argentina
    • 29 de agosto: Segundo concerto didático e palestra com interpretação ao vivo da obra El Barco, de Claudia Herrerías
    • 17 de outubro: Evento híbrido de lançamento da gravação da obra

  • O artista brasileiro Adnon anuncia sua turnê “Inna Brazilian Tour 2026”

    O artista brasileiro Adnon anuncia sua turnê “Inna Brazilian Tour 2026”

    O artista e produtor maranhense Adnon prepara-se para um novo e ambicioso capítulo em sua trajetória internacional. Com o apoio do programa Ibermúsicas, o artista lança a “Inna Brazilian Tour”, uma circulação que levará a essência da Jamaica Brasileira para palcos estratégicos na Europa. O projeto é a materialização de duas décadas de pesquisa e experimentação, unindo o peso ancestral de São Luís à vanguarda do reggae e das batidas eletrônicas globais.

    O show “Inna Brazilian” é uma experiência imersiva que sintetiza a versatilidade de Adnon. No palco, o artista apresenta seu repertório autoral — consolidado no álbum Inna Brazilian Jamaica Deluxe —, entrelaçando-o com os hits do coletivo Criola Beat, toasting e parcerias com artistas locais.

    Mais do que uma série de shows, a circulação em 2026 tem um caráter de expansão e intercâmbio. Adnon participará de feiras de música e mercados culturais internacionais, focando no networking e na abertura de novos canais para a música independente maranhense. O artista também está articulando parcerias e colaborações em estúdio com produtores e músicos dos lugares visitados, reforçando sua faceta de produtor e diretor musical interessado em colaboração e criação de novas sonoridades da world music, com a identidade original do Maranhão.

    A “Inna Brazilian Tour” marca o amadurecimento de um artista que não apenas exporta ritmos, mas estabelece diálogos profundos entre o local e o universal. Adnon reafirma sua posição como um dos principais embaixadores da sonoridade contemporânea do Maranhão, provando que a cadência do Tambor de Crioula e o pulso do Reggae são linguagens capazes de conectar São Luís aos centros culturais mais efervescentes do mundo.

    Esta turnê europeia de Adnon é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas por meio de sua linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, convocatória 2025.

    • 7 de junho: Tambores Ancestrais, Le Baiser Salé – Jazz Club, Paris, França
    • 13 de junho: La Platine, Voirons, França
    • 14 de junho: Dub Pepite, Grenoble, França
    • 15 de junho: Roots Collective Sound System, Voiron, França
    • 21 de junho: Fête de la Musique, Grenoble, França
    • 10 de julho:  Inna Brazilian Jamaica, Lisboa, Portugal
    • 12 de julho: Arroz Studio com Mystic Fyah, Bartô, Lisboa, Portugal

  • O XXI Festival de Instrumentos de Arco será realizado em Bucaramanga, Colômbia

    O XXI Festival de Instrumentos de Arco será realizado em Bucaramanga, Colômbia

    O Festival de Instrumentos de Arco da UNAB, com mais de duas décadas de trajetória, consolida-se como um dos encontros pedagógicos e artísticos mais importantes do oriente colombiano. Ano após ano, reúne estudantes, docentes, solistas, regentes e coletivos musicais de diferentes regiões e países, tornando-se um espaço fundamental para o intercâmbio acadêmico, a atualização profissional e a projeção de novas gerações de instrumentistas de cordas friccionadas.

    Com foco em violino, viola, violoncelo e contrabaixo, já reuniu mais de 4.000 participantes ao longo de sua história: estudantes, docentes, solistas nacionais e internacionais. Oferece masterclasses, oficinas, concertos, rodas de conversa e formações orquestrais, entre outras atividades. Busca fortalecer os processos de formação da região e conectar o oriente colombiano a referências nacionais e internacionais.

    O Festival de Instrumentos de Arco 2026 tem como objetivo fortalecer o diálogo entre o legado clássico dos instrumentos de cordas friccionadas e as novas perspectivas pedagógicas e artísticas que hoje impulsionam seu desenvolvimento.

    Sob o lema “A tradição que evolui”, esta edição propõe reconhecer a riqueza histórica dos arcos, ao mesmo tempo em que promove práticas inovadoras, repertórios diversos e metodologias que respondam aos desafios contemporâneos da educação musical.

    A proposta é que estudantes, docentes e convidados internacionais explorem como a técnica, a interpretação e a criação se transformam sem perder sua essência, tornando o Festival em um espaço de atualização, inspiração e projeção para as novas gerações de instrumentistas.

    Graças ao suporte do Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à Programação Musical, o festival contará com a presença de quatro convidados internacionais: o maestro brasileiro Gustavo Laporte, a contrabaixista brasileira Ana Júlia Couto, o violoncelista chileno Pablo Alejandro Silva e a violinista chilena Tania Donoso.

    • 12, 13 e 14 de junho: Universidade Autónoma de Bucaramanga, Colômbia
  • O saxofonista espanhol Miguel Pacheco Maicas conclui a primeira etapa do seu Mestrado em Interpretação Musical no Conservatorium van Amsterdam.

    O saxofonista espanhol Miguel Pacheco Maicas conclui a primeira etapa do seu Mestrado em Interpretação Musical no Conservatorium van Amsterdam.

    O projeto consistiu na realização do primeiro ano de um curso de dois anos de formação artística avançada e aperfeiçoamento profissional na área da interpretação musical clássica e contemporânea, por meio do Mestrado em Interpretação Musical no Conservatorium van Amsterdam, uma das instituições de maior prestígio internacional no campo da música contemporânea e da criação interdisciplinar.

    O eixo central do projeto foi o desenvolvimento artístico do saxofone em contextos contemporâneos, com especial atenção ao repertório dos séculos XX e XXI, à música de nova criação, à interação com outras disciplinas artísticas e à projeção internacional do trabalho interpretativo.

    O programa do CvA caracteriza-se por uma abordagem flexível, altamente personalizada e multidisciplinar, que permite ao estudante desenhar seu próprio itinerário formativo, abrangendo áreas como pedagogia, experimentação sonora, desenvolvimento de projetos artísticos próprios, teatro e consciência corporal, entre outras. Esse marco resulta especialmente atrativo para um perfil artístico inquieto, orientado à pesquisa musical e à criação de propostas cênicas inovadoras.

    A formação está sendo ministrada sob a orientação direta de Arno Bornkamp, uma das figuras mais influentes do saxofone em nível mundial, cuja trajetória artística e pedagógica marcou várias gerações de intérpretes internacionais.

    O Conservatorium van Amsterdam, integrado à Amsterdam University of the Arts (AHK), é a maior e mais diversa instituição musical dos Países Baixos. Fundado em 1884, consolidou-se como um centro de referência europeu, situando-se recorrentemente entre os conservatórios mais prestigiosos da Europa.

    Miguel Pacheco (Valência, 2002) é saxofonista e criador interdisciplinar especializado em música contemporânea, eletrônica e novos formatos cênicos. Seu trabalho artístico centra-se na criação de projetos conceituais que combinam interpretação instrumental, eletrônica, multimídia e uma forte dimensão narrativa e crítica, abordando temas como identidade humana, tecnologia, inteligência artificial, raízes folclóricas e conflitos sociais contemporâneos. Sua formação artística inclui um estreito trabalho e formação com a intérprete Xelo Giner, pioneira e figura-chave da música contemporânea e experimental na Espanha. Atualmente, desenvolve sua nova proposta cênica Human / Non-Human, que reflete sobre a relação entre natureza, humanidade e tecnologia no século XXI.

  • Desde o Panamá, a Banda La Tribu apresenta Nativoamérica

    Desde o Panamá, a Banda La Tribu apresenta Nativoamérica

    A Banda La Tribu apresenta o álbum colaborativo Nativoamérica, que nasce como uma iniciativa de criação e colaboração musical com o coletivo colombiano La Tulpa Raymi. Trata-se de um álbum que resgata, preserva e projeta a riqueza sonora dos povos ancestrais de Abya Yala. Essa proposta busca construir pontes entre as tradições musicais indígenas e as expressões contemporâneas, gerando um diálogo intercultural que dá origem a uma produção artística de grande relevância cultural e social.

    A Banda La Tribu é um grupo musical que funde instrumentos indígenas com a linguagem universal do rock. Trata-se de uma proposta baseada na etnofusão, que utiliza diferentes vertentes indígenas com o objetivo de transmitir saberes ancestrais ao seu público. Em suas apresentações, o grupo incorpora danças tribais, instrumentos nativos, línguas indígenas e mensagens de consciência social. O ambiente se enche de boa energia e vibrações positivas, conquistando o público desde o primeiro momento. A banda já se apresentou em diversos festivais em seu país natal, o Panamá, e realizou turnês internacionais pela China, Japão, Brasil, México, Equador, Costa Rica, Colômbia, Canadá e Estados Unidos.

    A realização deste álbum entre o Panamá e o Colômbia é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio da linha “Apoio a projetos virtuais”, convocatória 2025.

    • Lançamento: 6 de junho em todas as plataformas

  • O colectivo uruguaio Fiesta Rara realizará sua turnê “Mudança Climática” 2026 com um grande número de apresentações na Espanha

    O colectivo uruguaio Fiesta Rara realizará sua turnê “Mudança Climática” 2026 com um grande número de apresentações na Espanha

    Fiesta RARA – Mudança Climática é uma turnê internacional e uma plataforma cultural que entende a festa, a música e a cultura club como espaços de encontro político, construção comunitária e transformação social.

    O projeto articula apresentações musicais, instâncias formativas e espaços de reflexão crítica junto a coletivos locais, colocando no centro a perspectiva de gênero e interseccional, o antirracismo e a visibilização de identidades dissidentes, a acessibilidade, o cuidado e o autocuidado comunitário, a sustentabilidade e o questionamento das lógicas hegemônicas da indústria cultural.

    A turnê se insere na continuidade de intercâmbios internacionais anteriores apoiados pelo Programa Ibermúsicas e busca fortalecer uma rede transnacional de colaboração cultural entre a América Latina e a Europa.

    Serão 25 apresentações em clubes e espaços culturais, acompanhadas de laboratórios sonoros, oficinas e rodas de conversa que aprofundam técnicas de produção, curadoria e mediação cultural. O projeto amplia a visibilidade de repertórios marginalizados, impulsiona a colaboração entre artistas e promotores transatlânticos e fortalece capacidades locais para a gestão de cenas musicais diversas.

    Artistas participantes:

    • Vector (Uruguai): DJ, produtor e gestor cultural queer. Co-fundador da Fiesta RARA e de plataformas como Jadeo, Rareo e Música de Trolxs. Seu trabalho cruza música, design e gestão cultural, com forte ênfase na autogestão, na criação de redes dissidentes e na circulação internacional de artistas latino-americanes.
    • Dramas Gratis (Uruguai): Artista interdisciplinar, DJ e ativista cultural. Sua prática integra música, performance e militância lésbica, gerando espaços culturais seguros para identidades dissidentes. É gestora do Tortas al Bar, coletivo de referência na visibilização das lesbianidades no Uruguai e na região.
    • DJ Fuega (Uruguai): DJ, produtora e ativista trans. Fundadora do Coletivo Diverso Las Piedras, pioneiro na visibilização de identidades trans na música e na cultura no Uruguai. Seus sets combinam música dos anos 90, techno e gêneros dissidentes, articulando arte, militância e formação comunitária.
    • Medusa (Uruguai): DJ, gestora cultural e ativista afro-punk cuir. Fundadora da La KULTO, coletivo interseccional que organiza festas, encontros e espaços de autocuidado comunitário. Sua proposta musical combina techno, electroclash e sonoridades latino-americanas a partir de uma perspectiva antirracista e dissidente.

    Esta turnê do coletivo Fiesta Rara conta com o apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música, convocatória 2025.

    • 6 de junho: Festa de rua em Poble Sec, Barcelona, Espanha, em parceria com o coletivo Tinta de Verano.

  • O duo português de música de câmara, formado por Isolda Crespi e Nuno Meira, apresentará o concerto “Entre Continentes” nos Países Baixos

    O duo português de música de câmara, formado por Isolda Crespi e Nuno Meira, apresentará o concerto “Entre Continentes” nos Países Baixos

    “Entre Continentes” é um recital de música de câmara que será realizado pelo Duo de violino e piano formado pelo violinista Nuno Meira e a pianista Isolda Crespi. O programa deste recital propõe um percurso pela música de câmara composta em Portugal e na América Latina, destacando a diversidade estética e a vitalidade criativa que caracterizam estes universos com compositores como Luiz Costa, Heitor Villa-Lobos, Fernando Lopes Graça, Alberto Ginastera, entre outros.

    As obras selecionadas evidenciam tanto a permanência de tradições formais de matriz europeia como a incorporação de elementos próprios das culturas locais, resultando em linguagens singulares e inovadoras. Ao aproximar compositores portugueses e latino-americanos (nomeadamente de Argentina, Chile e Brasil), estabelece-se um diálogo transatlântico que sublinha afinidades históricas e culturais, ao mesmo tempo em que ressalta a originalidade de cada contexto.

    Nuno Meira iniciou os seus estudos de Violino com os Professores Carlos Carneiro e Vitor Diamantino, prosseguindo na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE), na classe do Professor António Soares. Realizou a Licenciatura de Violino no Royal College of Music, em Londres, com a Professora Ani Schnarch e, em 2015, concluiu o Mestrado em Ciências da Educação, Música, na Universidade Católica Portuguesa. Como instrumentista fez parte de várias orquestras, Orquestra de Jovens da União Europeia, Orquestra da Extremadura, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e Orquestra do Algarve, entre outras. Tem-se apresentado regularmente a solo com várias orquestras como Orquestra do Algarve, Orquestra Artave ou Orquestra de Guimarães com variados programas e estreou em Outubro de 2023 o primeiro Concerto para violino e orquestra de cordas de Sérgio Azevedo e em Junho de 2024 o Concerto n.º 6 para violino do mesmo compositor. Actualmente é o concertino da Orquestra de Guimarães e lecciona Violino na Universidade do Minho e no Conservatório de Música de Barcelos.

    Isolda Crespi, natural de Barcelona, licenciou-se em Piano pelo Royal College of Music, em Londres, na classe do Professor John Barstow. É Mestre em Ciências da Educação, Música, pela Universidade Católica Portuguesa. Actuou em recitais em Espanha, Portugal, França, Suíça, Reino Unido, Dinamarca, Brasil e Coreia do Sul e apresentou-se a solo com a Orquestra ARTAVE e com a Orquestra de Guimarães. Tem tocado com artistas de renome internacional como Catalin Rotaru, Maté Szucs, Ian Bousfield, Stefan Schulz, Vincent Lucas, Alberto Bocini, Jean-Louis Capezzali, entre outros, e tem acompanhado numerosas Masterclasses, destacando as de Mischa Maisky, Nobuko Imai, Nathan Braude, Svetlin Roussev e Maté Szucs. Tem gravado CDs para as discográficas Numérica, Artway e NBB Records e orientou várias masterclasses de Piano em Portugal e no Brasil. Apresenta-se regularmente com a flautista Adriana Ferreira, com quem gravou três CDs, sendo o último de 2025, com o título “Prix sans Prix”, para a editora Codax. Atualmente é pianista colaboradora na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco (ESART), na Universidade do Minho e na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE).

    Esta apresentação de Isolda Crespi e Nuno Meira nos Países Baixos é possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas através da sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 6 de Junho na “De Engelse Kerk”. O recital será parte do “Q. Festival” organizado pela “Q Art Magazines + Events”, Amesterdão, Países Baixos

  • O compositor mexicano Javier Torres Maldonado realizará uma residência artística no GRM/Radio France e com o Ensemble vocal Les Métaboles

    O compositor mexicano Javier Torres Maldonado realizará uma residência artística no GRM/Radio France e com o Ensemble vocal Les Métaboles

    Javier Torres Maldonado realizará uma residência artística destinada à criação de uma nova obra, Spiramen, para quatro vozes e eletrônica, por encomenda da Radio France. O projeto desenvolverá uma pesquisa artística centrada na interação entre a voz e a eletrônica, explorando sua fusão e transformação por meio de processos compositivos que gerem influências recíprocas.

    Spiramen integrará o trabalho com unidades sintáticas sonoras, neologismos e sobreposições de textos em múltiplos idiomas, incluindo o maia e outras línguas autóctones ibero-americanas, bem como materiais provenientes do espanhol, francês, inglês, georgiano, alemão e japonês. A fusão desses materiais buscará transformar e expandir seus significados por meio de suas qualidades fonéticas e ressonantes.

    Essa abordagem dará lugar a um espaço sonoro intercultural onde tradição, experimentação tímbrica e exploração das múltiplas dimensões acústicas e semânticas da voz convergirão na construção de uma experiência musical multifacetada e imersiva.

    Inspirada no ritual maia das cinco direções —os quatro pontos cardeais e o centro—, a obra articula cada movimento a partir de associações simbólicas entre cor, energia, natureza e a orientação ritual do espaço. Por meio de neologismos, ressonâncias interculturais e referências a elementos naturais como o vento, a água, a luz ou o jaguar, a composição propõe uma reflexão poética sobre a relação entre diversidade cultural, ambiente natural e sustentabilidade.

    O GRM da Radio France, instituição histórica e referência mundial da pesquisa eletroacústica, e o Ensemble Les Métaboles oferecerão um marco de excelência artística e técnica.

    A obra será difundida por meio do programa radiofônico Création Mondiale, da Radio France, o que assegura seu impacto em audiências internacionais e uma acessibilidade muito ampla.

    A criação desta nova obra é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a Artistas e Pesquisadores para Residências, convocatória 2025, e da Radio France.

    • De 4 a 24 de junho, em Paris, França