Autor: Ricardo Gomez Coll

  • Cantos de violines caucanos: repertório para a educação musical da segunda infância (Brasil/Colômbia)

    Cantos de violines caucanos: repertório para a educação musical da segunda infância (Brasil/Colômbia)

    Título do projeto: Cantos de violines caucanos: repertório para a educação musical da segunda infância
    Nome do artista/agrupamento: Paloma Palau Valderrama
    País: Brasil / Colômbia
    Linha da convocatória: Ajuda a Projetos Virtuais
    Ano da convocatória: 2024

    A partir do Brasil, Paloma Palau Valderrama e coautores lançaram o livro “Cantos de violines caucanos: repertório para a educação musical da segunda infância”, uma obra destinada a professoras e professores de música, que divulga a música afro-colombiana de violines caucanos.

    A música de Violines Caucanos do sudoeste da Colômbia é um símbolo da ancestralidade do povo negro que se tornou conhecida além da sua região na última década e meia. Isso impulsionou processos de formação musical que ainda se restringem ao âmbito regional. Esta proposta consiste em um livro digital de acesso livre que compila canções tradicionais e originais da música de Violines Caucanos em partitura com indicação de harmonia, a fim de que possa ser adaptado a diferentes instrumentações na educação musical para a segunda infância.

    Paloma Palau Valderrama é etnomusicóloga e flautista. Doutora em Etnomusicologia e Musicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná, universidades brasileiras nas quais foi bolsista da CAPES e do CNPq. É especialista em Educação Musical e Mestre em Música pela Universidade do Valle (Colômbia), onde também foi docente. No Brasil, foi professora na Licenciatura em Música do Centro Universitário Metodista e no projeto social Clave de Sol. Pesquisou sobre epistemologias e ontologias sonoras e musicais, arquivo sonoro, territorialidades e patrimônio cultural. Em 2024, dirigiu e produziu o documentário “Matizes do choro em Porto Alegre”, vencedor da convocatória internacional do Ibermúsicas.

    José Walter Lasso, da Colômbia, é coparticipante neste projeto. É compositor, violinista, cantor e líder comunitário afro-colombiano. Destaca-se por sua trajetória na música tradicional de Violines Caucanos. É fundador e diretor do grupo Aires de Dominguillo, criado em 2002, com o qual obteve diversos reconhecimentos e se apresentou em vários festivais e palcos importantes da Colômbia, como o Festival de Músicas del Pacífico Petronio Álvarez, o Festival Mono Núñez, o Festival Noches del Pacífico, no Teatro Pablo Tobón Uribe, e foi convidado para a Universidade do Valle, Universidade Distrital Francisco José de Caldas e o Instituto Popular de Cultura, entre outros espaços educativos. Algumas de suas composições gravadas são Nuestro legado, Con qué voy a pagar e Que viva la libertad.

    “Este trabalho permite-me dar a conhecer a minha pesquisa de longa data sobre o tema e produzir um conteúdo aplicado de relevância prática para o nicho dos professores de música, bem como divulgar as criações de colaboradores da minha pesquisa, pessoas vinculadas à tradição musical dos violines caucanos. O Ibermúsicas é uma excelente oportunidade para dar visibilidade ao trabalho artístico, criar redes e potencializar os projetos presentes e futuros.” — Paloma Palau Valderrama

    Link para o vídeo: https://youtu.be/1-6W-2tDRB8

    Link para o livro: https://www.ibermusicas.org/index.php/paloma-palau-valderrama-cantos-de-violines-caucanos/

  • Recuperação do patrimônio sonoro Maia: recriação interativa de suas sonoridades (México)

    Recuperação do patrimônio sonoro Maia: recriação interativa de suas sonoridades (México)

    Título do projeto: Recuperação do patrimônio sonoro Maia: recriação interativa de suas sonoridades
    Nome do artista/agrupamento: Museu Nacional de Antropologia do México – Subdireção de Arqueologia convida María Emilia Sosa Cacace e Alejandro Iglesias Rossi
    País: México
    Linha da convocatória: Ajuda a Instituições para Residências
    Ano da convocatória: 2024

    No âmbito do seu 60.º aniversário, o Museu Nacional de Antropologia do México recebeu o diretor da OIANT, Alejandro Iglesias Rossi, e a solista da orquestra e pesquisadora do Instituto de Etnomusicologia e Criação em Artes Tradicionais e de Vanguarda (IDECREA), Emilia Sosa Cacace, para desenvolver um projeto de inovação tecnológica que inclui a criação de uma experiência imersiva com realidade virtual, baseada nas sonoridades do mundo maia. O projeto é liderado pela UNTREF – Universidade de Tres de Febrero (Argentina), pelo Polo de Pesquisa, Interpretação e Arqueologia Experimental (França) e pelo próprio museu mexicano.

    Desde o seu início em 2024, o projeto Recuperação do Patrimônio Sonoro Maia conseguiu consolidar uma rede internacional de colaboração entre músicos, arqueólogos e etnomusicólogos com o objetivo de ressignificar o universo sonoro do mundo maia pré-hispânico por meio de um olhar transdisciplinar. Entre as realizações mais relevantes, destacam-se a digitalização tridimensional de instrumentos musicais do período Maia Clássico, a reconstrução acústica de seus sons originais e a sua experimentação em espaços arqueológicos. Estes avanços permitiram lançar as bases para uma série de desenvolvimentos artísticos, audiovisuais e educativos, incluindo uma obra imersiva em realidade virtual, pílulas documentais e um longa-metragem em desenvolvimento.

    A abordagem arqueológica do projeto foi possível graças ao trabalho prévio do curador da Coleção Maia do MNA, Dr. Daniel Juárez Cossío, que lidera uma pesquisa centrada nas estatuetas de cerâmica procedentes de Jaina e de outras regiões da área Maia. O seu estudo propõe uma releitura das peças a partir de uma perspetiva transdisciplinar que combina análise formal, iconográfica, cosmovisional, etnohistórica e arqueométrica. Esta abordagem gerou um terreno fértil para a articulação com a proposta etnomusicológica impulsionada pela equipe argentina. A partir de sua participação no Segundo Congresso Internacional de Etno e Arqueomusicologia na Cidade do México (2023), estabeleceram-se vínculos com o MNA e a Subdireção de Arqueologia do INAH, o que levou à integração de uma linha sonora ao projeto arqueológico. Foram traçados dois objetivos concretos: a digitalização e reconstrução acústica de instrumentos musicais e a sua execução em sítios sagrados maias para analisar a sua interação com a arquitetura ritual.

    A equipe francesa digitalizou em 3D instrumentos musicais do período clássico maia (600–800 d.C.). A partir desses modelos, os pesquisadores da UNTREF realizaram réplicas, o que permitiu comparar o som dos originais conservados no museu com os novos instrumentos construídos na Argentina.

    Como parte do projeto, as três equipes viajaram ao sítio arqueológico de Kohunlich, no coração da selva de Quintana Roo, onde realizaram medições acústicas dos instrumentos replicados e registraram material audiovisual. O objetivo é difundir esta experiência por meio de pílulas documentais e aplicativos virtuais que permitam ao público reconectar-se com sons ancestrais que estiveram silenciados durante séculos.

    Durante a sua estadia no México, os acadêmicos da UNTREF ofereceram conferências e oficinas em instituições como a UNAM, o Colégio Nacional, o Centro Nacional das Artes, o programa PILARES do Governo da Cidade do México e o Museu Sférik de Tulum.

    https://youtu.be/Dv2iigQPJ58
    https://youtu.be/Aj_DVZLbqD4

  • Mariachi Antiguo de Acatic / Tecuexe Band (México)

    Mariachi Antiguo de Acatic / Tecuexe Band (México)

    Título do projeto: Mariachi Antiguo de Acatic
    Nome do artista/agrupamento: Javier López López
    País: México
    Linha da convocatória: Ajuda a Projetos Virtuais
    Ano da convocatória: 2022

    Música Tradicional de los Altos de Jalisco en el contexto contemporáneo – Neo-tradiciones en el Mariachi Antiguo de Acatic y la Tecuexe Band envolveu o desenvolvimento de um documentário sobre o mariachi da região de Los Altos e suas tradições musicais e de dança, sob a direção do diretor e fotógrafo Pascual Aldana e do produtor Daniel Aldana, da Documentalia MX. O documentário foi iniciado com o objetivo de apresentar os resultados do Programa de Ações Multilingues e Comunitárias (PACMyC) da Secretaria de Cultura do Governo do México, cuja finalidade é desenvolver a cultura de comunidades e municípios, estimulando a participação local.

    O documentário mostra as origens da tradição musical de Acatic a partir da pesquisa do Professor Javier López. Criado pelo Mariachi Antiguo de Acatic, com produção da Documentalia MX, gestão e difusão pela Suplex e Boreal Productora Artística.

    O Mariachi Antiguo de Acatic dedica-se há 30 anos ao resgate do repertório da música tradicional de Los Altos de Jalisco, que pouco tem a ver com os repertórios do mariachi mais comercial. Como resultado desse esforço, Javier López, líder do Mariachi Antiguo de Acatic, recuperou mais de 100 canções nativas da região. Este projeto soma-se aos esforços de preservação e difusão das notáveis descobertas contidas neste arquivo.

    Por sua vez, a Tecuexe Band surge da colaboração entre o Mariachi Antiguo de Acatic e o produtor, artista e designer sonoro Lumen Lab, criando uma sonoridade acusmática resultante da hibridização do uso de instrumentos pré-hispânicos e tradicionais, das sonoridades próprias do mariachi antigo, além de eletrônica de vanguarda, paisagens sonoras e processos contemporâneos. Define-se a si mesmo como um conjunto de mariachi acusmático. Em conjunto, o veterano professor e resgatador de música Javier López, a mente de Diego Martínez (Lumen Lab) e os jovens integrantes do Mariachi Antiguo de Acatic geram timbres, atmosferas e ritmos envolventes. Uma história sonora de Jalisco, desconhecida até então.

    Este projeto foi possível graças ao apoio do Ibermúsicas por meio de suas “Ajudas ao Setor Musical na Modalidade Virtual”, convocatória 2022, somado ao apoio de Tejer Puentes, PACMyC, Suplex e Boreal Productora Artística.

  • Palөpa luspa: Música e ciclo de vida Misak (Brasil/Colômbia)

    Palөpa luspa: Música e ciclo de vida Misak (Brasil/Colômbia)

    Título do projeto: Palөpa luspa: Música e ciclo de vida Misak
    Nome do artista/agrupamento: Oscar Giovanni Martinez Peña (Brasil) – Samuel Morales Cuchillo (Colômbia)
    País: Brasil / Colômbia
    Linha da convocatória: Ajuda a Projetos Virtuais
    Ano da convocatória: 2023

    O antropólogo Oscar Giovanni Martínez Peña e o músico e pesquisador Misak Taita Samuel Morales realizaram a série de podcasts Palөpa luspa: Música e ciclo de vida Misak, que reflete a importância da Música Própria para o Povo Ancestral Misak, localizado no sudoeste da Colômbia. Os podcasts abordam a centralidade da música no ciclo de vida para o povo Misak: as relações entre som, território e corpo, e sua importância nas dinâmicas vitais e sociopolíticas atuais. Difundem, na língua própria e em espanhol, dados históricos e atuais relevantes sobre uma das práticas musicais do povo ancestral Misak em Guambia, no sudoeste da Colômbia.

    Oscar Giovanni Martínez Peña é doutor e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador associado ao Grupo de Estudos Musicais (GEM/PPGMUS/UFRGS). Sua atuação abrange as linhas de: imagem, arte, música e performance; relações étnico-raciais e questões indígenas; tecnologias digitais e cibercultura. Pesquisou sobre Patrimônio Cultural Imaterial, práticas sonoro-musicais tradicionais e contemporâneas, territorialidades, política indígena e mobilidade humana. É músico e multi-percusionista, com mais de 20 anos de experiência na interpretação de músicas populares e tradicionais da Colômbia.

    Taita Samuel Morales é músico e pesquisador pertencente ao Povo Ancestral Misak. Agricultor, construtor e designer de habitações em Guambia, Cauca, Colômbia. É intérprete e construtor de instrumentos usados na música própria Misak: Namuy Paløpa luspa. Por nomeação do Cabildo, autoridade do Povo Misak, atuou como Coordenador do Programa de Música e Dança e é docente na Universidade Misak. Tem sido assessor, colaborador e interlocutor de estudantes e pesquisadores de universidades nacionais e internacionais.

    Os roteiros foram elaborados de forma coletiva, estabelecendo diálogos multiculturalistas e apresentando um conteúdo na língua própria, o Nantrik.

    No capítulo um, os taitas Samuel Morales Cuchillo e seu filho Andrés Felipe Morales, ambos músicos da vereda El Cacique, contam sobre o território de Guambia e sobre o povo que ali vive. Explicam o que é o ciclo de vida misak e a sua relação com a música de flauta e tambor.

    No capítulo dois, os taitas e mamas misak destacam os saberes e conhecimentos sobre a construção dos instrumentos usados na música própria e suas relações cosmossônicas: som, corpo e território, bem como a origem do tambor e da flauta misak.

    No capítulo três, aborda-se a importância dos músicos no povo Misak: O que significa ser um músico no povo misak? E como se aprende a música própria Misak?

    O capítulo quatro trata dos sons das flautas e dos tambores Misak e de seus significados na música própria. Como a música chamada Mama Dominga, que contém a história dos misak na Guerra dos Mil Dias.

    Como parte dos resultados, além da realização dos podcasts, foram entregues 8 pen drives (memorias USB) com o conteúdo a 8 instituições educativas, a fim de socializar entre os estudantes este material de apoio para aulas de música e história. Foram promovidos encontros entre músicos mais velhos e jovens, possibilitando o intercâmbio de saberes. Outras reservas indígenas (resguardos) do povo misak, localizadas em outras regiões da Colômbia, interessaram-se em socializar estes materiais em outros locais onde a comunidade misak se encontra.

    Este projeto foi muito importante para os envolvidos, visto que a série de podcasts surge como um capital criativo e formativo que lhes abriu portas para mostrar um trabalho colaborativo que reivindica os saberes de pessoas pertencentes a povos originários. O taita Samuel Morales, após este projeto, foi convidado novamente pela Universidade Misak e por outras instituições para formar aprendizes em música própria.

    Este projeto foi premiado pelo Ibermúsicas em sua linha de ação de Ajudas ao Setor Musical na Modalidade Virtual, convocatória 2023.

    https://youtu.be/FpW58U_zOhw
    https://youtu.be/szLPDwXqELk
    https://youtu.be/gx5hmWY_EX4
    https://youtu.be/WlNdntlSrrM

  • O Grupo Serelepe leva música e brincadeiras brasileiras à Feria de las Calacas, no México

    O Grupo Serelepe leva música e brincadeiras brasileiras à Feria de las Calacas, no México

    O Grupo Serelepe, de Belo Horizonte, apresenta o espetáculo Brinquedorias na Feria de las Calacas, realizada pelo programa mexicano Alas y Raíces.

    A Feria de las Calacas é um festival artístico dedicado a crianças, adolescentes e famílias, realizado no contexto das celebrações do Dia dos Mortos. Sua programação reúne espetáculos, oficinas e diferentes manifestações culturais, promovendo o encontro entre arte, tradição e brincadeira.

    Em Brinquedorias, o Serelepe combina música, teatro e jogos tradicionais em uma experiência cênica e lúdica. Em cena, três personagens se envolvem em brincadeiras tradicionais, criando uma mistura afetiva de desafios, pequenas e divertidas competições e parcerias — elementos presentes nas diversas infâncias ao redor do mundo. O espetáculo convida crianças e adultos a soltarem a imaginação e a redescobrirem um repertório de brincadeiras populares.

    Além da apresentação, o grupo realizará uma oficina de jogos e brincadeiras para a infância. A atividade é destinada a cuidadores, docentes e artistas que trabalham com crianças pequenas ou desenvolvem ações voltadas à primeira infância.

    A participação do Grupo Serelepe no México conta com o apoio do Programa Ibermúsicas, através da linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2024.

    • 30 de outubro: oficina de jogos e brincadeiras no Colegio de San Ildefonso
    • 1º de novembro, 13h: Concerto no Teatro de las Artes, Cidade do México

  • A investigadora portuguesa Magdalena Chambel apresenta “Silenciosas e silenciadas: percursos de cantoras de São Tomé e Príncipe” na Universidade de Cabo Verde (UniCV)

    A investigadora portuguesa Magdalena Chambel apresenta “Silenciosas e silenciadas: percursos de cantoras de São Tomé e Príncipe” na Universidade de Cabo Verde (UniCV)

    Magdalena Chambel, investigadora do Centro de História da Universidade de Lisboa, participará no VIII Encontro Internacional Desporto e Lazer em África – “Sonoridades, performances e dinâmicas de poder”, na Universidade de Cabo Verde (UniCV), apresentando o seu trabalho “Silenciosas e silenciadas: percursos de cantoras de São Tomé e Príncipe”.

    Em 2025, com o apoio do programa Ibermúsicas, a investigadora  portuguesa Magdalena Chambel realizou um estudo dedicado às cantoras atualmente ou recentemente ativas e a viver nas ilhas de São Tomé e Príncipe. Partindo dos resultados desta pesquisa, apresentará uma reflexão sobre os principais motivos da parca presença das mulheres no atual universo musical do arquipélago santomense.

    À análise das vozes das artistas acrescentarei uma discussão em torno de questões metodológicas e éticas, que, ao longo da investigação, se tornaram centrais. A necessidade de alterar o ângulo e alguns dos métodos de pesquisa tornou-se evidente logo nas primeiras semanas de trabalho e foi acompanhada por inquietações éticas, particularmente em relação aos resultados a apresentar.

    Perante a situação encontrada, a autora recorreu, por um lado, às ferramentas que utiliza como produtora na área da música e, por outro, apostou em alargar o debate sobre os silêncios constatados junto de diferentes públicos.

    Tudo isto pode ser entendido como antropologia-ação ou investigação-ação e, no caso desta pesquisa, foi o caminho que considerou mais adequado para a sua conclusão e, futuramente, para a divulgação dos resultados, de acordo com os seus princípios, tanto enquanto investigadora como — e sobretudo — enquanto pessoa.

    • De 28 a 30 de outubro, Universidade de Cabo Verde (UniCV), Praia, Cabo Verde

  • Celebrando 40 anos de vida e 15 de carreira, a cantora brasileira Lorena Nunes continua com sua turnê “Embarcação” pelos palcos de Portugal e da Espanha

    Celebrando 40 anos de vida e 15 de carreira, a cantora brasileira Lorena Nunes continua com sua turnê “Embarcação” pelos palcos de Portugal e da Espanha

    A Cantora cearense Lorena Nunes leva o show “Embarcação” a Portugal, Espanha e Grécia, com repertório dos álbuns “La Mar” e “Ouvi Dizer Que Lá Faz Sol”, celebrando 40 anos de vida e 15 de carreira iniciada em 2011 com o coletivo Comparsas da Vivenda, em Fortaleza.

    O show “Embarcação” reúne o repertório do álbum mais recente da artista, “La Mar” (2020), e os sucessos do disco de estreia “Ouvi Dizer Que Lá Faz Sol” (2014), que projetou Lorena nacionalmente com o hit “Alegria Amarela”. A proposta amplia a presença da música brasileira e nordestina em palcos de destaque na Europa, fortalecendo o processo de internacionalização da artista — iniciado em 2014, e agora abrindo caminhos para o lançamento de seu próximo álbum, previsto para 2026.

    Com influências que transitam pelo soul, reggae, afrobeat, jazz e MPB, Lorena Nunes constrói uma sonoridade autêntica que define como “Afropop Tropical”. A cantora já acumula passagens por países como Cabo Verde, França, Itália e Bélgica, e agora retoma a rota europeia com a força de sua trajetória consolidada.

    Esta turnê de Lorena Nunes é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas por meio da sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 25 a 28 de outubro: MATE Festival, Coimbra, Portugal
    • 30 de outubro: AVANTE, Madrid, Espanha
    • 05 de novembro: Casa da Música, Porto, Portugal

  • O MATE Festival, distinguido com o Prêmio Brasil Ibermúsicas, apresenta uma nova edição em Coimbra, celebrando dez anos de trajetória

    O MATE Festival, distinguido com o Prêmio Brasil Ibermúsicas, apresenta uma nova edição em Coimbra, celebrando dez anos de trajetória

    O MATE Festival | Música, Arte, Tecnologia e Educação celebra 10 anos de conexões que transformam com quatro dias de showcases, performances, concertos, conferências, workshops e mercado criativo.

    Nascido em Porto Alegre, Brasil, em 2016, o MATE parte da integração entre música, artes, tecnologia e educação para criar um ecossistema onde criação artística, economia criativa e formação profissional acontecem de forma articulada, aproximando artistas, profissionais, instituições e público.

    Ao longo de uma década, o MATE esteve presente em cinco cidades de dois continentes — Porto Alegre, São Paulo, Coimbra, Santiago de Compostela e Salónica — reunindo mais de 500 artistas de 25 países, 2.500 profissionais e 500 horas de formação. Dessa trajetória nasceram milhares de conexões, traduzidas em colaborações, coproduções, intercâmbios e novos negócios.

    Desde 2023, o MATE consolidou-se como uma plataforma internacional de cooperação cultural, promovendo processos de criação, aprendizagem e intercâmbio entre artistas, pensadores e profissionais das indústrias criativas. Mais do que um festival, atua como uma rede colaborativa que conecta instituições culturais, universidades, coletivos artísticos e agentes criativos da Europa e da América Latina.

    Sediado em Portugal desde 2022, o MATE encontrou em Coimbra um território fértil para a experimentação e o diálogo cultural ibero-americano. Nas três edições realizadas no país, entre 2023 e 2025, apresentou artistas consagrados e novas vozes da música brasileira contemporânea, além de desenvolver residências, programas formativos e projetos que aproximam arte e tecnologia.

    Com presença também em Espanha e na Grécia, o MATE afirma-se como uma rede criativa transnacional que promove a circulação de artistas, ideias e públicos e fortalece a cooperação cultural entre a América Latina e a Europa.

    O MATE Festival foi distinguido com o Prêmio Brasil Ibermúsicas 2025, distinção que reconhece o impacto e a consistência de iniciativas internacionais que contribuem para a circulação e valorização da música ibero-americana no contexto global.

    O Prêmio Brasil Ibermúsicas distingue festivais e plataformas culturais fora do Brasil que, pela sua trajetória e impacto, promovem a mobilidade, a visibilidade e o diálogo entre artistas ibero-americanos, reforçando o papel da cultura como instrumento de cooperação e integração entre países.

    Para o MATE Festival, esta distinção reflete o reconhecimento de uma visão que transcende fronteiras e geografias, um projeto que se consolidou como plataforma europeia de criação e intercâmbio, onde a música, a arte, a tecnologia e a educação se cruzam para repensar o lugar da cultura contemporânea no espaço ibero-americano.

    • 24 a 27 de outubro em Coimbra, Portugal

  • O músico peruano Miguel Ganggini inicia a residência “Territórios Sonoros – Jazzfolk Tacneño” em Waka Kuyuy, Argentina

    O músico peruano Miguel Ganggini inicia a residência “Territórios Sonoros – Jazzfolk Tacneño” em Waka Kuyuy, Argentina

    O músico, compositor e educador peruano Miguel Ganggini inicia na Argentina a residência artística “Territórios Sonoros – Jazzfolk Tacneño”, um processo de investigação, criação e intercâmbio que procura explorar os vínculos entre a música andina, as músicas afro e crioulas do Pacífico e do Caribe, e o jazz.

    A partir de Tacna, território fronteiriço entre o Peru, o Chile e a Bolívia, Ganggini desenvolve uma proposta que denomina “Jazzfolk Tacneño”, uma linguagem musical em constante construção que integra elementos do folclore latino-americano, do jazz e do pop, dando forma a paisagens sonoras quentes, íntimas e envolventes.

    A sua música transita pela nostalgia, pela introspeção, pela identidade cultural e pela memória. Através de letras carregadas de poesia, aborda temas como o amor, as raízes, as experiências pessoais e a saúde mental, transformando a canção num espaço de reflexão e encontro.

    A residência Waka Kuyuy 2026, localizada na Quebrada de Humahuaca, na província de Jujuy, Argentina, propõe um laboratório de aprendizagem, investigação e intercâmbio artístico. Neste contexto, “Territórios Sonoros – Jazzfolk Tacneño” procura gerar um diálogo entre distintas tradições musicais e territórios, tomando como ponto de partida a experiência de Ganggini em Tacna e os seus vínculos com o Brasil e outros espaços da América Latina.

    O projeto propõe uma investigação sobre as possibilidades de construir uma linguagem musical híbrida, regional e interterritorial, pondo em diálogo as sonoridades do jazz com as tradições andinas e as músicas afro e crioulas do Pacífico e do Caribe. O processo contempla o intercâmbio com músicos, artistas e comunidades do território, bem como a exploração de novas formas de criação e circulação.

    A Residência Waka Kuyuy consolidou-se como um espaço de referência no intercâmbio intercultural em artes cénicas e musicais na região andina do norte argentino. O seu trabalho com comunidades originárias, a sua curadoria inclusiva e o seu ênfase no acompanhamento de processos criativos tornam-na no espaço ideal para desenvolver esta investigação. Do mesmo modo, o desenvolvimento de linguagens que se conectam com espaços alternativos e com a comunidade que vive e defende o território permite gerar propostas em consonância com as legítimas exigências e necessidades da população de Humahuaca.

    A residência representa também uma oportunidade para ampliar a investigação do Jazzfolk Tacneño para além das suas fronteiras de origem, estabelecendo ligações entre territórios andinos e fortalecendo redes de colaboração artística na América do Sul.

    Miguel Ganggini, nascido em Tacna, conta com uma trajetória como cantautor, compositor, instrumentista e educador. O seu percurso artístico e formativo levou-o a desenvolver experiências de criação e ensino no Peru, Brasil, Costa Rica e outros países da América Latina.

    Esta residência de Miguel Ganggini no norte argentino torna-se possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas através da sua linha de “Apoio a artistas e investigadores para residências”, convocatória de 2025.

    • 23 de outubro: Jujuy, Argentina
    • 10 de dezembro: Rosário, Argentina
    • 12 de dezembro: La Plata, Argentina
    • 17 de dezembro: Buenos Aires, Argentina
    • 14 de janeiro: Montevideu, Uruguai

  • A cantora costarriquenha Elsa Castro e seu trio levam ao Chile e à Argentina o espetáculo “Bolero Costarriquenho, da alma à modernidade”

    A cantora costarriquenha Elsa Castro e seu trio levam ao Chile e à Argentina o espetáculo “Bolero Costarriquenho, da alma à modernidade”

    “Bolero costarriquenho: da alma à modernidade” é uma proposta da cantora Elsa Castro, ao lado de Fabricio Barquero (violão), Ricardo Alvarado (percussão) e Pedro García (contrabaixo).

    O projeto resgata e atualiza o legado dos compositores costarriquenhos de bolero, cujas obras marcaram gerações por seu lirismo e emotividade. O bolero costarriquenho constitui um acervo musical de enorme valor histórico e sentimental, com compositores que criaram obras de grande qualidade, muitas vezes ofuscadas por repertórios internacionais mais difundidos. Ao colocar esses autores no centro do palco, o projeto contribui para dar a eles a visibilidade que merecem e para inseri-los no diálogo com o restante da Ibero-América.

    A voz lírica de Elsa, combinada com arranjos modernos e um formato intimista de trio, cria pontes entre gerações e regiões, convidando a um diálogo cultural entre a Costa Rica e o Chile.

    A soprano costarriquenha Elsa Castro construiu uma carreira na qual convergem o bolero e a ópera. Formada pela Universidad Nacional de Costa Rica, representou a Costa Rica em palcos nacionais e internacionais. Sua proposta artística une a disciplina lírica à sensibilidade do bolero costarriquenho e latino-americano.

    Esta turnê sul-americana de Elsa Castro é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 23 de outubro: Puerto Montt
    • 24 de outubro: Puerto Varas
    • 25 de outubro: Puerto Varas
    • 26 de outubro: Castro
    • 28 de outubro: Pudahuel
    • 29 de outubro: Santiago do Chile
    • 30 de outubro: Santiago do Chile
    • 31 de outubro: Viña del Mar
    • 1º de novembro: Santiago do Chile