Autor: Ricardo Gomez Coll

  • Inicia-se “Raíces”, o projeto em colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    Inicia-se “Raíces”, o projeto em colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    O Icarus Ensemble, da Emilia-Romagna, Itália, e a Sinfonietta MIQ, ensemble residente do Museu Iconográfico do Quixote, do México, iniciam a turnê internacional do projeto Raíces, uma colaboração artística entre Itália e México.

    O projeto Raíces inclui compositoras e compositores de ambos os países em um diálogo criativo que entrelaça espiritualidade, memória e contemporaneidade por meio de três novas obras encomendadas e uma já escrita, inspiradas tanto na tradição italiana da Virgem de Ghiara quanto na poesia náuatle dos séculos XV e XIV.

    O programa inclui duas novas obras de jovens compositores: Canti di Cavalieri, do italiano Marco Elia Righi (1998), obra inspirada nos sinos da Basílica da Virgem de Ghiara; e Sei Bagatelle sul Salve Regina, do guanajuatense Aldair Porras (1997), que retoma a iconografia da mesma Virgem a partir de um olhar mexicano. Também integram o programa duas obras de autores já em plena carreira: La guerra de las mujeres de Chalco, do italiano Luca Cori (1964), uma nova composição para soprano e ensemble, baseada em um poema de Aquiauhtzin de Ayapanco, do século XV; e Tlaltecatzin Icuic, do mexicano Juan Trigos (1965), para soprano e ensemble, sobre um poema atribuído a Tlaltecatzin, do século XIV.

    O programa será interpretado por Daniela D’Ingiullo como soprano solista e por integrantes de ambas as agrupações: pelo Icarus Ensemble, Lavinia Guillari (flauta), Giulia Soli (violino) e Camille Bergsman (violoncelo); e pela Sinfonietta MIQ, Heather Millette (clarinete), Iván Manzanilla (percussão I), Gael Castillo Jiménez (percussão II) e Luis Herman (piano). Todos sob a regência de Juan Trigos.

    Fundado em 1994 em Reggio Emilia, o Icarus Ensemble é uma referência internacional na interpretação de música contemporânea. Estreou obras de compositoras e compositores de renome mundial e apresentou-se em festivais como o Huddersfield Contemporary Music Festival, o Festival Internacional Cervantino, o Teatro Colón e a Cairo Opera House, entre outros. Seu trabalho distingue-se pela colaboração interdisciplinar, pela pesquisa sonora e pela difusão de novas estéticas musicais, além de projetos com jovens músicos, como Icarus Junior e Icarus vs Muzak.

    Por sua vez, a Sinfonietta MIQ, agrupação residente do Museu Iconográfico do Quixote, em Guanajuato, distingue-se por seu compromisso com a música dos séculos XX e XXI, bem como por seu impulso à promoção do repertório nacional e da figura do compositor residente em cada temporada. Realizou numerosas estreias mundiais e colabora ativamente com compositoras e compositores emergentes e consolidados, afirmando-se como uma referência na cena musical do Bajío e como uma ponte entre tradição, modernidade e experimentação sonora.

    O projeto Raíces representa um encontro artístico que une territórios, linguagens e visões, fortalecendo os vínculos culturais entre Itália e México por meio da criação contemporânea e do intercâmbio entre instituições, intérpretes e comunidades. A iniciativa foi um dos três projetos selecionados na primeira edição da Convocatória Especial Ibermúsicas – Emilia-Romagna “Conectando artistas e cenas musicais” de 2025, instância de cooperação que impulsiona projetos de alto impacto entre a região italiana da Emilia-Romagna e a Ibero-América.

    • 9 de julho: Sala delle Carrozze, Conservatorio di reggio Emilia e Castelnuovo ne’ Monti, Emilia-Romagna, Itália
    • 10 de julho: Sala Bossi do Conservatório de Bolonha, Emilia-Romagna, Itália
    • 3 e 4 e setembro: Museu Iconográfico do Quixote, Guanajuato, México

  • Oriol Marès & Talal Fayad participarão do ClarinetFest 2026, na Coreia, como atrações principais e também realizarão uma turnê por diversos palcos da China

    Oriol Marès & Talal Fayad participarão do ClarinetFest 2026, na Coreia, como atrações principais e também realizarão uma turnê por diversos palcos da China

    Em 2026, Oriol Marès & Talal Fayad apresentarão seu projeto como atrações principais no prestigioso ClarinetFest 2026, em Incheon, Coreia do Sul, organizado pela International Clarinet Association. Este festival é um dos eventos mais importantes dedicados ao clarinete. O conjunto apresentará seu projeto Estuarium em colaboração com o clarinetista japonês Eiji Taniguchi, fortalecendo as conexões com a Ásia.

    Além deste convite, o duo realizará uma turnê pela China, apresentando seu projeto no Blue Note Beijing, no JZ Club Shanghai e em outras cidades, como Suzhou, Baoding e Hangzhou. A turnê, que conta com o apoio da Música Máxima e do Ibermúsicas, abre uma nova etapa artística e profissional para o projeto, explorando novos públicos e ampliando, assim, a apresentação do primeiro álbum para um total de sete países.

    Oriol Marès (1998) é um clarinetista e compositor de Girona, atualmente radicado nos Países Baixos. Sua carreira se concentra na música latina e no jazz, explorando novos territórios artísticos por meio de colaborações em diversos gêneros.

    Talal Fayad (2000) é um intérprete de oud e compositor sírio radicado em Utrecht, Países Baixos. Os últimos dois anos foram os mais produtivos de sua carreira; colaborou com vários artistas e tocou em diferentes grupos.

    Esta turnê de Oriol Marès e Talal Fayad conta com o suporte do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Apoio à Circulação de Profissionais da Música”, chamada 2025.

    • 8 de julho: ClarinetFest, Coreia do Sul.

  • AVANTE – A música brasileira do futuro celebra sua terceira edição com Anelis Assumpção como grande atração

    AVANTE – A música brasileira do futuro celebra sua terceira edição com Anelis Assumpção como grande atração

    A terceira edição de AVANTE – A música brasileira do futuro reafirma seu compromisso com a difusão das vozes mais inovadoras da música brasileira contemporânea e anuncia a participação de Anelis Assumpção, uma das artistas mais influentes e singulares da cena independente do Brasil.

    Cantora, compositora, percussionista, produtora e gestora cultural, Anelis Assumpção nasceu em São Paulo em 1980 e cresceu imersa em um ambiente criativo marcado pela figura de seu pai, o lendário músico Itamar Assumpção, um dos nomes fundamentais da Vanguarda Paulista. Iniciou sua trajetória artística como backing vocal na banda de seu pai e, posteriormente, integrou o grupo DonaZica, referência da nova música paulistana.

    Desde o início de sua carreira solo, Anelis construiu uma obra própria caracterizada pela liberdade estética e pela mistura de gêneros como reggae, dub, afrobeat, MPB, rap, samba e bossa nova.

    Reconhecida por sua independência artística e por uma escrita profundamente conectada às experiências das mulheres negras brasileiras, Anelis recebeu importantes reconhecimentos ao longo de sua carreira. Seu álbum Taurina foi distinguido pelo Superjúri do Prêmio Multishow como melhor álbum e melhor capa de 2018, consolidando sua posição como uma das criadoras mais relevantes de sua geração.

    Após 13 anos, Anelis Assumpção retorna à Europa com uma nova turnê que explora a memória, a reinvenção e a permanência. Em formato trio, a artista retoma temas de seus quatro álbuns autoproduzidos ao lado de músicos fundamentais em sua trajetória: Bruno Buarque na bateria, Saulo Duarte na guitarra e Klaus Sena no baixo.

    Esta turnê conta com a Bolsa de Mobilidade Artística Internacional Funarte. Avante é um dos seis projetos reconhecidos pelo Ibermúsicas por meio do Prêmio Brasil, edição 2025, consolidando sua aposta na circulação e na visibilidade da música brasileira no exterior.

    • 8 de julho, 20h30: Latroupe Prado, Paseo de las Delicias, Madri, Espanha

  • O selo discográfico chileno Trigal e a Marejada participarão, com uma delegação, da sexta edição do Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território, no Panamá

    O selo discográfico chileno Trigal e a Marejada participarão, com uma delegação, da sexta edição do Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território, no Panamá

    Como parte da programação oficial, a destacada artista chilena Gatajazz e o duo ROCAMADOUR foram selecionados para se apresentar nos aguardados MIM Showcases. Este espaço é estrategicamente concebido para que os projetos musicais da Ibero-América ressoem com força diante de programadores, selos e meios de comunicação internacionais, promovendo a descoberta de novos talentos e a exportação da música chilena.

    Contribuindo diretamente para essa visão estrutural e para o desenvolvimento de ambientes de trabalho dignos, Tania Meza, diretora do Selo Trigal e da Marejada, integrará o painel-chave: Conversatório: Espaços Seguros para Todos os Sentires: Gênero, Neurodivergência e Diversidade LGBTIQIA+. Sua participação busca fortalecer a implementação de protocolos integrais de segurança, assegurando que todas as identidades possam criar, trabalhar e se desenvolver com total liberdade e com plenas garantias de respeito à sua integridade.

    O Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território está consolidado como um espaço-chave de articulação e formação para a cadeia de valor da música. Destaca-se por ser uma plataforma que visibiliza mulheres e dissidências na música, ao mesmo tempo em que aposta firmemente na criação de espaços seguros para o desenvolvimento de um ecossistema mais diverso, igualitário e humano.

    A presença desta comitiva neste importante espaço de intercâmbio ibero-americano é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas e do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile.

    • De 7 a 10 de outubro, na Cidade do Panamá

  • Apresenta-se a obra Llamado para fagote e tambores batá, no âmbito de um projeto audiovisual realizado entre a Costa Rica e Cuba

    Apresenta-se a obra Llamado para fagote e tambores batá, no âmbito de um projeto audiovisual realizado entre a Costa Rica e Cuba

    O projeto busca resgatar, reimaginar e difundir o folclore latino-americano e caribenho por meio da criação e produção de repertório contemporâneo criado por mulheres. A partir da obra Llamado, da compositora cubana Paula Piñeiro, inspirada nos tambores batá e na espiritualidade yoruba, foi realizada uma produção audiovisual que une o trabalho de artistas de Cuba e da Costa Rica.

    Piñeiro inspira-se na tradição yoruba de Cuba, particularmente nos cantos dedicados a Elegguá, orixá guardião dos caminhos e mediador entre o humano e o divino. Dentro dessa cosmovisão, Elegguá é invocado no início dos rituais, pois abre os canais de comunicação entre o mundo humano e o espiritual. Esses cantos afrocubanos caracterizam-se por estruturas de chamado e resposta e por uma complexa polirritmia articulada pelos tambores batá: iyá, itótele e okónkolo.

    A partir desse entramado sonoro, o fagote assume o papel de voz guia, evocando o canto dedicado a Elegguá, enquanto os tambores batá sustentam os interlúdios dançantes que ativam o movimento e a energia ritual.

    Participam deste projeto: Paula Piñeiro (Cuba), compositora; Natasha Pizarro (Costa Rica), fagotista e diretora do projeto; José María Piedra (Costa Rica), percussionista; Iván Horton (Costa Rica), diretor e realizador audiovisual; e Jorge Molina (Cuba), diretor e produtor audiovisual.

    Este projeto foi selecionado na convocatória de 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Apoio a Projetos Virtuais.

    • 6 de julio: estreia oficial nas plataformas

  • O grupo “Elena y la Orquesta Lunar”, da Costa Rica, celebra seus 10 anos de trajetória com a turnê “Menguante Tour” por diferentes cidades argentinas

    O grupo “Elena y la Orquesta Lunar”, da Costa Rica, celebra seus 10 anos de trajetória com a turnê “Menguante Tour” por diferentes cidades argentinas

    Após dez anos de música e caminhos compartilhados, “Menguante” é uma turnê que, mais do que um percurso geográfico, representa uma viagem interior. A lua minguante simboliza a passagem do tempo, o encerramento de um ciclo que nos prepara para o nascimento de outro.

    O espetáculo “Menguante”, de Elena y la Orquesta Lunar, reúne material recente junto com algumas canções de seu primeiro disco, que há vários anos não eram interpretadas ao vivo. A série de concertos terá início em San José, Costa Rica, e continuará em julho com uma turnê pelo norte da Argentina, com concertos e atividades em Córdoba, Santiago del Estero e Tucumán.

    Elena y La Orquesta Lunar é uma agrupação costarriquenha fundada e dirigida em 2016 pela compositora, cantora e violoncelista Elena Zúñiga Escobar. A música desta orquestra propõe uma fusão com uma identidade sonora única dentro da música latino-americana contemporânea. Sua proposta transita pelo gênero world fusion, integrando sons do folclore latino-americano e costarriquenho com influências do jazz e ritmos de matriz africana em suas percussões. Tudo isso se entrelaça por meio de uma instrumentação variada, composta por violoncelo, violino, piano, percussões, harpa, baixo, vozes e quatro venezuelano.

    Esta turnê argentina de “Elena y la Orquesta Lunar” é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Auxílio à Circulação de Profissionais da Música”, chamada 2025.

    • 3 de julho, 14h: Oficina de música afro-caribenha – Casa de Cultura de Villa Allende, Córdoba, Argentina
    • 4 de julho: Concerto no Teatro Comedia, Córdoba, Argentina
    • 5 de julho: Encontro com o Indio Froylán, Santiago del Estero, Argentina
    • 8 de julho: Gravação de podcast para Cultura Caníbal, Santiago del Estero, Argentina
    • 10 de julho, 17h: Intercâmbio de gestão cultural – Citá Abasto
    • 11 de julho, 20h: Concerto no Centro Cultural Virla (Julio Cultural), Tucumán, Argentina

  • O músico português Afonso Cabral inicia uma digressão pela China e pelo Japão

    O músico português Afonso Cabral inicia uma digressão pela China e pelo Japão

    Afonso Cabral (Lisboa, 1986) tem sido uma presença constante, na cena musical lisboeta nos últimos 15 anos – quer seja com os seus You Can’t Win, Charlie Brown, como parte integrante das bandas de Bruno Pernadas, Minta & The Brook Trout ou Mais Alto! ou como escritor de canções para outros intérpretes. Nesse último campo, destacam-se “Perto”, interpretada pela fadista Cristina Branco, e ainda “Anda Estragar-me os Planos”, escrita em parceria com Francisca Cortesão, para o Festival da Canção 2018, para a voz de Joana Barra Vaz, e reinterpretada mais tarde por vários cantores, tais como Salvador Sobral e Tim Bernardes.

    Depois de “Morada”, em 2019, lançou, no final de 2024, o seu segundo álbum a solo, “Demorar” —  um disco de novas canções com a voz de Cabral no centro e que conta com participações do japonês Shugo Tokumaru e de Manuela Azevedo, dos Clã. “Demorar” foi muito bem recebido pela crítica, fazendo frequentemente parte das listas de melhores do ano.

    Nos últimos anos, teve o privilegio de poder actuar algumas vezes no Japão, principalmente com Bruno Pernadas, no Festival de Frue e no WWW X, em Shibuya, em 2018 e no Fruezinho em 2022. Em 2023 também actuou em Tokyo, no Kong Tong, num concerto de Afonso Cabral + Minta & The Brook Trout a solo.

    Embalado por essas experiências, em “Demorar”, a cultura japonesa também tem um lugar de destaque. O tema “Paraíso” é uma clara referência e homenagem ao ícone japonês, Haruomi Hosono, e a música “Confusão / ざわめき” é um dueto com o conceituado músico Shugo Tokumaru, escrito e gravado por Cabral, em Lisboa, e por Tokumaru, em Tokyo.

    Agora, Afonso Cabral tem a oportunidade de reforçar os laços com o Japão, com uma digressão que passará por Osaka, Kyoto, Nagoya e Tokyo. Adicionalmente, surgiu a hipótese única do músico português apresentar-se na China, Macau e em Hong Kong.

    Afonso Cabral será acompanhado, em palco, por Pedro Branco, um dos mais brilhantes guitarristas de jazz em Portugal e companheiro musical de Cabral há vários anos.

    Branco é, também ele, membro da banda You Can’t Win, Charlie Brown e fundador do projecto Old Mountain. Participa ou participou nos mais variados projetos com nomes tão díspares como Tiago Bettencourt, Fausto Bordalo Dias (concerto 40 anos Por Este Rio Acima), Mazgani, Lavoisier, Afonso Cabral ou Tipo. Na sua recente discografia note-se o seu primeiro disco a solo “A Narrativa Épica do Quotidiano”, o disco a meias com Tape Junk “Bolero” ou o seu projecto iconoclasta “Branco toca Marco Paulo” que espera a edição do seu primeiro disco já este ano.

    Esta digressão de Afonso Cabral pela China e Japão é possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas, através da sua linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, convocatória de 2025.

    • 2 de julho: Old Heaven, Shenzhen, China
    • 3 de julho: Casa Garden, Macau
    • 4 de julho: Antique 3000, Zhuhai, China
    • 5 de julho: Chez Trente
    • 8 de julho: Elevaty, Osaka, Japão
    • 9 de julho: Submarine, Kyoto, Japão
    • 10 de julho: Stiff Slack, Nagoya, Japão
    • 11 de julho: Wall&Wall, Tokyo, Japão

  • O guitarrista português Samuel Rived apresenta no México seu programa “Águila o Sol”

    O guitarrista português Samuel Rived apresenta no México seu programa “Águila o Sol”

    A proposta do programa deste concerto é a exploração da dualidade tanto na música quanto em seus autores, de maneira multifacetada. Este percurso aborda períodos extremamente diversos e os conecta por meio dessas dualidades. Assim como uma moeda lançada ao ar, tudo pode ter duas faces: “Águila” ou “Sol”.

    Dessa forma, criam-se vínculos que vão se entrelaçando por meio da escuta e da memória. Ainda que nem sempre de maneira plenamente consciente, a intenção do intérprete é guiar e criar essas conexões no público. A curadoria do programa, a manipulação do silêncio e do som, assim como breves explicações, contribuem para essa experiência.

    A primeira peça do concerto está conectada com a última. “Les Barricades mystérieuses” é uma obra em forma de rondó do compositor francês François Couperin; uma peça curta e de aparente simplicidade, cuja genialidade e beleza inspiraram o compositor sérvio Dušan Bogdanović a escrever “Mysterious Habitats”, com a qual o concerto se encerra. Dessa forma, e com um intervalo de cerca de 300 anos, uma obra do século XVIII e outra do século XX servem para abrir e fechar o programa.

    O compositor mexicano Manuel M. Ponce consolidou-se no mundo da guitarra clássica como um dos compositores mais queridos, cujas obras ressoam em salas de concerto de todo o mundo, interpretadas pelos mais proeminentes guitarristas da atualidade. A outra face de Ponce é a de um dos autores do folclore no México, com diversas composições como Valentina, Estrellita, Por ti mi corazón, entre outras.

    Os compositores italianos Giulio Regondi e Nuccio D’Angelo não têm nada a ver um com o outro, estritamente falando. No entanto, tanto o “Rondo e Caprice” quanto “Due Canzoni Lidie” apresentam um temperamento que se desenvolve de maneiras semelhantes. Ambas as obras, estruturadas em dois grandes blocos, têm em sua primeira metade um caráter improvisatório e livre, dando grande protagonismo à beleza e à doçura que caracterizam a guitarra, bem como à exploração do som e à manipulação do tempo. Em contrapartida, a segunda metade caracteriza-se, em ambas as peças, por sua grande explosividade, dinamismo e virtuosismo.

    Samuel Rived estudou na Inglaterra no prestigioso Royal Northern College of Music, onde trabalhou com Craig Ogden. Ao longo de sua formação, participou de masterclasses com Thomas Viloteau, Jason Vieaux, Zoran Dukic, Steven Goss, entre outros.

    Em 2022, cofundou a “Casa Catrín”, um projeto sediado em Bruxelas cujo objetivo é criar uma comunidade que impulsione jovens intérpretes, oferecendo educação musical de alta qualidade e concertos para todos aqueles que amam ou estão por descobrir a guitarra clássica. Em 2025 concluiu um mestrado no Conservatório Real de Bruxelas sob a tutela de Antigoni Goni. Apresentou-se como solista, em música de câmara e em diversos ensembles em diferentes palcos da Itália, Finlândia, México, Estados Unidos, Portugal, Bélgica e Reino Unido.

    Esta turnê mexicana de Samuel Rived é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Ajuda à Circulação de Profissionais da Música, convocatória 2025.

    • 1 e 2 de julho: Masterclass e concerto no Museu do Vice-Reinado (San Luis Potosí)
    • 10 de julho: Concerto (Zitácuaro, Michoacán)
    • 14 de julho: Concerto na Casa del Tiempo (Cidade do México)
    • 25 de julho: Concerto na Casa Gemela (Mérida, Yucatán)
    • 30 e 31 de julho: Masterclass e concerto na Universidade das Artes de Yucatán (Mérida, Yucatán)
    • 6 e 7 de agosto: Concerto e conferência na Escola de Música do Estado de Hidalgo (Pachuca, Hidalgo)

  • Celebrando 40 anos de trajetória fonográfica, a artista brasileira Alzira E fará uma turnê por Portugal e Espanha

    Celebrando 40 anos de trajetória fonográfica, a artista brasileira Alzira E fará uma turnê por Portugal e Espanha

    A turnê de Alzira E em Portugal e Espanha marca um momento histórico na carreira da artista, celebrando seus 40 anos de trajetória fonográfica e o lançamento do show Senhora do Tempo, concebido a partir do resgate de mais de 40 composições inéditas digitalizadas durante a produção do documentário Aquilo que Eu Nunca Perdi, vencedor do Festival InEdit Brasil em 2021.

    Com 16 discos lançados, mais de 160 canções gravadas e parcerias com nomes centrais da música brasileira — como Itamar Assumpção, Alice Ruiz, Zélia Duncan, Juçara Marçal e Tiganá Santana —, Alzira construiu um repertório singular que articula influências do pop, do rock, da música regional do Pantanal e das tradições latino-americanas. Sua presença na Europa representa a oportunidade de apresentar ao público ibérico uma artista cuja obra alia inovação estética, profundidade poética e um compromisso histórico com a criação coletiva, inspirando gerações mais jovens como Anelis Assumpção, Tulipa Ruiz, Iara Rennó e Luiza Brina.

    Além dos concertos, a turnê prevê ações de mediação cultural e formativa, como palestras e workshops. Um dos destaques será sua participação no Festival MIMO, em Amarante (Portugal), onde Alzira compartilhará com o público seu processo artístico de composição. Em todas as cidades contempladas pela turnê haverá ainda exibições do documentário Aquilo que Eu Nunca Perdi, que aprofunda a compreensão de sua obra e de sua contribuição à música brasileira contemporânea.

    Alzira E é o nome que Alzira Espíndola adotou desde 2007. É compositora, instrumentista, intérprete de sua obra, diretora artística e produtora musical da sua carreira. Brasileira, Alzira Maria Miranda Espíndola nasceu em 1957 em Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul e veio de uma família de artistas. Participou da icônica banda Tetê e os Lírios Selvagens em meados dos anos 70. Alzira é uma das maiores referências da composição feminina brasileira contemporânea. Suas músicas são gravadas por grandes artistas como Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Virginia Rodrigues, Zélia Duncan, Fabiana Cozza, Maria Alcina, Simone, André Abujamra, Tiganá Santana, Peri Pane, Gustavo Galo, Carlos Navas entre outros.

    Suas composições carregam influências do pop, do rock, da música regional do centro-oeste, presente nos ritmos tercinados, pela influência da cultura de fronteira e de suas raízes latinas (Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina).

    Gravou 16 discos que registram sua presença na música brasileira contemporânea, mantendo posições marcantes de vanguarda e de inovação.

    Esta turnê europeia de Alzira E é possível graças ao suporte da Ibermúsicas por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 1 de julho: Bota, gravação de duas músicas para o projeto Esquina Nua – Madrid Instagram, Lisboa, Portugal
    • 2 de julho: Bota, exibição do filme “Aquilo Que Eu Nunca Perdi” + apresentação musical, Lisboa, Portugal
    • 4 de julho: apresentação musical no Festival Mimo, Guimarães, Portugal
    • 5 de julho: workshop sobre composição, Festival Mimo, Guimarães, Portugal

  • O rapper brasileiro Morcego lança “Khanyisa”, primeiro amapiano multilíngue a conectar Brasil e África do Sul em quatro idiomas

    O rapper brasileiro Morcego lança “Khanyisa”, primeiro amapiano multilíngue a conectar Brasil e África do Sul em quatro idiomas

    O rapper e artista multidisciplinar Morcego lança Khanyisa, uma obra musical que propõe um encontro inédito entre culturas, idiomas e territórios. Misturando português, inglês, zulu e xhosa em uma única faixa, o projeto constrói uma ponte sonora entre Brasil e África do Sul dentro do universo global do Amapiano.

    O Amapiano é um subgênero musical da house music originário da África do Sul, que se tornou um fenômeno global. O termo, derivado da língua zulu, significa literalmente “os pianos”. O som mistura deep house, kwaito, jazz e melodias suaves de piano com linhas de baixo profundas e muita percussão.

    Mais do que uma experimentação musical, Khanyisa nasce como resultado de uma experiência de intercâmbio artístico e reconexão afro-diaspórica. A música foi desenvolvida durante a residência artística de Morcego na Universidade da Cidade do Cabo (University of Cape Town), em colaboração com artistas sul-africanos Likho Yonto e Nkolo Mabhani.

    A palavra Khanyisa, que significa “iluminar” ou “brilho do sol”, traduz a essência da música: uma mensagem sobre fé, perseverança e esperança. A letra fala sobre permanecer acreditando mesmo diante das dificuldades, pedindo que a luz continue acesa nos momentos de tristeza, medo e escuridão.

    Com uma sonoridade que une a energia contemporânea do Amapiano a elementos de espiritualidade e ancestralidade, a faixa cria uma experiência sensorial que atravessa fronteiras geográficas, linguísticas e emocionais.

    “Khanyisa fala sobre continuar caminhando mesmo quando a luz parece distante. É sobre fé, ancestralidade e lembrar que existe força dentro da gente mesmo nos momentos mais difíceis.”Morcego

    Morcego é artista, pesquisador e coordenador geral do projeto. Artista independente negro, com mais de 400 milhões de plays, indicado ao MTV MIAW, colaborou com nomes como Edi Rock, Lourena, Delacruz, Maria, Turma do Pagode e Barbara Labres. Já realizou campanhas para grandes marcas (Amarula, Voar Maricá, Azul Linhas Aéreas). Certificado em Music Business e Music Marketing pela PUC-Rio. CEO da ROCKA, produtora de audiovisual e projetos culturais. Além de ser o fundador da incubadora Afrosons, que acelera jovens artistas negros, em São Paulo foi contemplada via emenda parlamentar para ser executada em 2027 e, no Rio de Janeiro, está sendo acelerada pelo Instituto Futuros e a Secretaria de Cultura do Estado.

    Esta residência de Morcego na África do Sul foi possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a artistas e pesquisadores para residências, convocatória 2025.