Autor: Ricardo Gomez Coll

  • Divulgamos a convocatória “Del Mar a la Montaña”, da Unireformada e da UNAD, no âmbito da Rede de Pesquisa Diálogos Criativos da Colômbia

    Divulgamos a convocatória “Del Mar a la Montaña”, da Unireformada e da UNAD, no âmbito da Rede de Pesquisa Diálogos Criativos da Colômbia

    Del Mar a la Montaña é um evento acadêmico que, ao longo de três edições consecutivas, consolidou-se como um espaço de diálogo crítico em torno das práticas musicais na Colômbia, compreendidas a partir de uma perspectiva ampliada que articula território, criação, pesquisa e circulação musical.

    O evento surge como uma iniciativa conjunta da Unireformada e da UNAD, no âmbito da Rede de Pesquisa Diálogos Criativos, com o propósito de visibilizar experiências investigativas, processos criativos reflexivos e análises críticas da produção e da indústria musical, especialmente aqueles situados em contextos rurais, urbanos, comunitários e acadêmicos da Colômbia e do Sul Global.

    A quarta edição de Del Mar a la Montaña propõe um espaço de reflexão crítica sobre o impacto da inteligência artificial na música, a partir de três dimensões inter-relacionadas: a pesquisa, a criação e produção musical, e a indústria musical.

    Esta convocatória convida pesquisadores/as, docentes, estudantes, artistas pesquisadores/as e profissionais do setor musical a apresentar comunicações acadêmicas em torno da pesquisa, da criação-produção musical e da indústria musical, partindo da premissa de que a tecnologia — e particularmente a Inteligência Artificial (IA) — não constitui apenas uma ferramenta de apoio, mas também um agente capaz de transformar as formas como pensamos, criamos, produzimos e consumimos música. Nesse sentido, o evento busca promover espaços de reflexão, conversa e debate crítico que permitam explorar as novas inter-relações que emergem entre humanidade, tecnologia e práticas musicais contemporâneas.

    • Encerramento da recepção de candidaturas: 26 de julho
    • Processo de avaliação: julho
    • Notificação dos resultados: agosto
    • Realização do evento: 21 e 22 de outubro
    https://sites.google.com/unad.edu.co/del-mar-a-la-montana-3/inicio

    Contatos: atrujillo@unireformada.edu.co e sebastian.garciar@unad.edu.co

  • Compartilhamos a chamada do V Prêmio Internacional de Composição «Portus Apostoli» para harpa solista e orquestra de cordas

    Compartilhamos a chamada do V Prêmio Internacional de Composição «Portus Apostoli» para harpa solista e orquestra de cordas

    A Associação Noia Harp Fest, da Espanha, abre sua chamada para o V Prêmio Internacional de Composição “Portus Apostoli” para harpa solista e orquestra de cordas. O prêmio convida compositoras e compositores de todo o mundo a apresentar uma obra nova para harpa solista e orquestra de cordas.

    Poderá ser apresentada uma única obra, que deverá ser original, inédita e não ter sido objeto de uma encomenda remunerada nem ter sido premiada em outro concurso. Além disso, não poderá ter sido apresentada publicamente.

    A composição será de temática livre e deverá estar escrita para harpa solista e orquestra de cordas, sem a utilização de meios eletroacústicos.

    O prazo de apresentação terminará em 23 de dezembro de 2026, às 23h59 (CET).

    Será concedido um único prêmio de 4.000 €, sujeito às retenções fiscais legalmente aplicáveis. O júri poderá conceder, ainda, uma Menção Honrosa, sem dotação econômica, à obra classificada em segundo lugar.

    As obras premiadas serão estreadas em um concerto especial do Noia Harp Fest 2027, interpretadas por artistas de reconhecido prestígio internacional.

    O júri avaliará especialmente:

    a) a originalidade artística e a personalidade da linguagem composicional;

    b) a qualidade da escrita para harpa e cordas e da instrumentação;

    c) a coerência formal e o equilíbrio do discurso musical;

    d) o equilíbrio entre a dificuldade técnica e o resultado artístico;

    e) as referências à música ou à cultura galegas, sem caráter obrigatório.

    A decisão do júri será comunicada por e-mail antes de 15 de fevereiro de 2027 e será publicada no site e nas redes sociais do Noia Harp Fest.

  • O Grupo Pedagógico Virtual do Brasil apresenta o  seu trabalho com repertório camerístico

    O Grupo Pedagógico Virtual do Brasil apresenta o  seu trabalho com repertório camerístico

    O Grupo Pedagógico Virtual é extensão do trabalho da professora Iracema Simon, que se consolida como referência internacional no ensino de música de câmara a partir de Brasília. Apresentam seu trabalho documentando o repertório camerístico brasileiro e internacional que ela utiliza para educar os jovens talentos, incluindo-se comentários e explicações do coparticipante do projeto, o violonista português Eliseu Silva, como forma de aula complementar.

    Com participação do violinista Dr. Zoltan Paulinyi e de jovens talentos internacionais em Brasília, o repertório exibe obras contemporâneas e históricas de professores que contribuíram ao desenvolvimento artístico mundial em todas as etapas da criação musical. Este projeto distingue-se com a honrosa coprodução da Associação AMASING de Porto, Portugal, dirigida pelo violinista e professor Dr. Eliseu Silva. A divulgação e distribuição do álbum serão feitas gratuitamente pelas redes sociais dos participantes.

    A Professora Iracema Simon (fagote, canto) natural de Brasília, é licenciada em Música pela Universidade de Brasília (2008), onde foi pesquisadora e professora do programa “Música para Crianças” coordenando o núcleo de flauta-doce em 2006 e 2007. Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica da CNPq (PIBIC) com o tema “Solfejo na Performance Musical” (2005-2007). Iniciou seus estudos musicais aos 7 anos de idade na Escola de Música de Brasília (EMB), tendo frequentado classes dos fagotistas: Flávio Lopes (EMB-OSTNCS), Gustavo Koberstein (EMB-OSTNCS) e Cristina Porto (EMB). Fez estágio supervisionado no “I Festival Internacional de Inverno de Brasília” (Julho/2005) tendo aulas com o fagotista Alexandre Silvério (OSESP). Desde 2008, apresenta-se internacionalmente com o Grupo SPES. Utiliza fagote Bell 2011. Leciona na Escola de Música de Brasília desde 2012, onde canta no Madrigal desde 2022, e no Lycée Français François Mitterrand desde 2020. Fundadora da Orquestra KOPA em 2022, solista da Orquestra portuguesa AMASING em 2025.

    Zoltan Paulinyi (viola pomposa, diretor artístico) é doutor em Música pela Universidade de Évora (Portugal 2013), mestre em música pela Universidade de Brasília (Brasil, 2010), bacharel pela Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil, 1999) professor de violino e composição, violinista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro OSTNCS, fundador da Escola de Música Paulinyi EMP, único de Brasília a adotar o currículo do Conservatório de Paris. Recebeu prêmios e distinções no Brasil e na Europa. Autor do Método Paulinyi de Pré-alfabetização Musical, publicou mais de uma centena de obras no mundo inteiro, incluindo vinte livros, duas óperas e dezenas de gravações. É fundador e diretor do Coral SCB, e da Orquestra KOPA, com inscrições abertas continuamente. Paulinyi leciona violino, composição e canto gregoriano para todas as idades na sua própria Escola Paulinyi em Brasília Asa Norte e online.

    A produção do trabalho foi possível graças ao patrocínio do Programa Ibermúsicas através de sua linha de “Apoio a projetos virtuais”.

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  • Chega uma nova edição do Festival Internacional de Cajón e Percussão 2026, com convidados do Brasil, Chile e Paraguai

    Chega uma nova edição do Festival Internacional de Cajón e Percussão 2026, com convidados do Brasil, Chile e Paraguai

    No âmbito das atividades comemorativas pelo Dia do Cajón Peruano, celebrado a cada 2 de agosto, o Ministério da Cultura do Peru anuncia a realização do Festival Internacional de Cajón e Percussão 2026, evento que tem como anfitrião o cajón, instrumento de origem afroperuana que viaja pelo mundo.

    A iniciativa busca fortalecer o reconhecimento e a valorização do cajón como patrimônio cultural e símbolo de identidade nacional, além de se posicionar como uma plataforma onde músicos e pesquisadores de diversas escolas, estilos e nacionalidades convergem para apresentar seus instrumentos de percussão, sua música e sua cultura, por meio de uma programação artística, acadêmica e formativa.

    O Festival Internacional de Cajón e Percussão 2026 apresentará uma agenda intensa de atividades abertas à cidadania. Incluirá concertos, masterclasses, conversas, lançamento de livro, feira de empreendimentos culturais, ativações artísticas e muito mais, a cargo de reconhecidos artistas e agrupações nacionais e internacionais, como Fiesta Negra, Juan “Cotito” Medrano e La Voz del Cajón, Zafradú e o Punto de Cultura Ambiente Criollo.

    Entre os momentos mais esperados destaca-se a Grande Cajoneada, programada para domingo, 2 de agosto, na esplanada do Ministério da Cultura, que convocará cidadãos, músicos e visitantes convidados a se somarem a uma grande interpretação coletiva do cajón peruano. Esta iniciativa busca prestar homenagem a um dos instrumentos mais representativos do país e, ao mesmo tempo, fortalecer os vínculos de identidade e pertencimento por meio de uma experiência participativa e aberta a todas as idades. A Cajoneada será seguida por uma série de concertos principais e ativações musicais.

    Nesta ocasião, a esplanada do Ministério da Cultura também será palco de uma feira que reunirá fabricantes de cajón, artesãos e diversas propostas gastronômicas. Este espaço contribuirá para visibilizar e promover a produção cultural associada ao cajón peruano, impulsionando também o encontro entre criadores, empreendedores e participantes.

    Um dos principais marcos desta edição será a participação de artistas e especialistas provenientes do Brasil, Paraguai e Chile, cuja presença foi articulada por meio do Programa Ibermúsicas, através de sua ferramenta Ibermúsicas Global, fortalecendo o intercâmbio cultural e acadêmico entre países. Esta articulação internacional contribui para consolidar o festival como uma plataforma de cooperação artística e de circulação de conhecimentos, posicionando o Peru como referência regional no âmbito da percussão e das músicas tradicionais latino-americanas.

    As convidadas e o convidado internacional serão: Beatriz Schmidt, do Brasil; Natalia Quintana, do Chile; e Sebastián Ramírez, do Paraguai.

    A edição 2026 conta ainda com o apoio de aliados estratégicos nacionais e internacionais, entre eles o Punto de Cultura “Repercuté: entretenimiento afrocultural” e o Centro Cultural da Espanha em Lima, instituição que contribui para o fortalecimento da programação artística e acadêmica do evento, além do Ibermúsicas.

    O Festival Internacional de Cajón e Percussão 2026 se projeta como um espaço para fortalecer a presença do cajón nas indústrias culturais e ampliar seu alcance como ferramenta educativa, artística e comunitária.

    • De 31 de julho a 2 de agosto, em Lima, Peru

  • Começam as atividades do Laboratório de Composição Virtual 2026 entre Argentina e Brasil

    Começam as atividades do Laboratório de Composição Virtual 2026 entre Argentina e Brasil

    No âmbito desta proposta, durante o primeiro semestre do ano, estudantes de Composição III da Faculdade de Artes da Universidade Nacional de La Plata, Argentina; do Instituto Villa-Lobos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil; e do Instituto Patagônico das Artes, Argentina, trabalharão de forma colaborativa junto a docentes de composição das três instituições, ao duo Salles-Barrenechea (UNIRIO, Brasil), ao Ensamble Neo (La Plata, Argentina) e a dois grupos de percussão do IUPA (Rio Negro, Argentina), com o objetivo de criar novas obras.

    O resultado final será um concerto virtual, que será difundido por meio da plataforma YouTube em setembro de 2026. Além disso, as partituras produzidas farão parte do Catálogo Ibero-Americano de Partituras do Ibermúsicas.

    Esta proposta foi vencedora dos editais 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de “Auxílio a projetos virtuais”.

  • A banda de reggae costarriqueha Ojo de Buey realizará sua turnê Recetando – Argentina Tour 2026

    A banda de reggae costarriqueha Ojo de Buey realizará sua turnê Recetando – Argentina Tour 2026

    Ojo de Buey retorna à Argentina para receitar sua Pura Vida. A banda costarriquenha voltará a se apresentar em terras argentinas e, pela primeira vez, com sua formação completa, levando ao público um show repleto de energia. Além disso, acompanhará a consagrada banda peruana Laguna Pai em duas de suas apresentações na cidade de Buenos Aires.

    Ojo de Buey é uma das bandas de reggae com maior trajetória da América Central. São doze anos de carreira internacional, três álbuns de estúdio, diversos singles e colaborações de destaque.

    A música da banda tem raízes no reggae e incorpora ritmos latinos e influências afro-caribenhas, abordando com frequência temas sociais. O grupo cita Bob Marley e Gregory Isaacs como influências marcantes em seu som. Sua instrumentação costuma incluir sopros, percussão, teclados e guitarra, refletindo uma fusão entre o reggae e padrões rítmicos afro-latinos.

    As letras da banda concentram-se em temas relacionados à vida cotidiana, às relações interpessoais e à identidade cultural. Entre os temas recorrentes estão o amor, o otimismo e a coesão social.

    Esta turnê do Ojo de Buey é possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas por meio de sua linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, convocatória 2025.

    • Sexta-feira, 24 de julho, na La Trastienda, Cidade de Buenos Aires, Argentina
    • Sábado, 25 de julho, no Bendito Reggae Fest, San Justo, Província de Buenos Aires, Argentina

  • Apresentação de Monarch: A Mexican-American Musical em Nova York

    Apresentação de Monarch: A Mexican-American Musical em Nova York

    Todos os anos, milhões de borboletas-monarca empreendem uma viagem de mais de três mil quilômetros desde os bosques de oyamel, no centro do México, em busca de condições mais favoráveis nos Estados Unidos. Da mesma forma, inúmeras pessoas percorrem essa rota em direção ao Norte, levando consigo nada além da esperança de uma vida melhor.

    Monarch: A Mexican-American Musical conta a história de Luis, um homem de bom coração que trabalhava como guia turístico no santuário da borboleta-monarca no México, até que as condições de sua vida se tornam insustentáveis. Luis e sua esposa decidem ir para o Norte para oferecer melhores oportunidades à filha recém-nascida. No entanto, ao chegar aos Estados Unidos, descobrem que, para os imigrantes indocumentados, o Sonho Americano tem um preço muito alto.

    Monarch entrelaça os fios do amor, da família, da resiliência e da busca pelos sonhos contra todas as adversidades. É uma celebração do espírito humano, que transcende fronteiras e ressoa com nossa humanidade compartilhada.

    Depois de apresentações memoráveis em Los Angeles, Washington, D.C., e na Universidade de Harvard, *Monarch* foi convidado a fazer parte do New York City Midtown International Theatre Festival, que será realizado em Manhattan em julho de 2026.

    Este projeto foi contemplado nas convocatórias 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música.

    • 23, 24 e 26 de julho, no New York City Midtown International Theatre Festival, Manhattan, Nova York, Estados Unidos.

  • La investigadora colombiana María Alejandra De Ávila López inicia sua pesquisa “Da cumbia sabanera ao merequetengue na Costa Chica”, no México

    La investigadora colombiana María Alejandra De Ávila López inicia sua pesquisa “Da cumbia sabanera ao merequetengue na Costa Chica”, no México

    “Da cumbia sabanera ao merequetengue na Costa Chica: circulação, ressignificação e a afrodiáspora da Colômbia e do México (1970-1990)” é o título da pesquisa que será desenvolvida pela pesquisadora colombiana María Alejandra De Ávila López no Centro de Pesquisas e Estudos Superiores em Antropologia Social (CIESAS), sede Pacífico Sul, e no Centro de Pesquisas sobre a América Latina e o Caribe (CIALC) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    A pesquisa se concentrará na realização de uma primeira fase, baseada em uma abordagem histórico-documental voltada a rastrear os primeiros indícios de circulação e apropriação da cumbia sabanera colombiana na região da Costa Chica de Oaxaca e de Guerrero, a partir da identificação e sistematização de diversas fontes primárias, complementada por entrevistas com músicos, colecionadores e produtores locais.

    O objetivo é iniciar uma compreensão dos vínculos transnacionais que articulam a Colômbia e o México por meio de suas práticas musicais. Este trabalho, enquadrado em uma colaboração entre o Centro de Pesquisas e Estudos Superiores em Antropologia Social (CIESAS), sede Pacífico Sul, e o Centro de Pesquisas sobre a América Latina e o Caribe (CIALC) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), busca contribuir com elementos analíticos e empíricos para repensar criticamente as epistemologias musicais do Sul Global, levantando questões em torno da circulação de comunidades afrodescendentes e camponesas em contextos de globalização desigual.

    Esta residência de pesquisa é viabilizada graças ao suporte do Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Apoio a artistas e pesquisadores para residências”, edital de 2025.

    • De 20 de julho a 4 de setembro, na Cidade do México e em Oaxaca

  • O ensamble de sopros brasileiro Quinteto Parambuco fará a estreia mundial da Suite Colombiana No 1 de Edwin S. Cruz

    O ensamble de sopros brasileiro Quinteto Parambuco fará a estreia mundial da Suite Colombiana No 1 de Edwin S. Cruz

    O quinteto Parambuco do Brasil apresenta a primeira gravação da obra Suite Colombiana No. 1 para quinteto de sopros, escrita pelo jovem compositor colômbiano Edwin Sebastián Soto Cruz. A obra reflete a pluralidade e diversidade cultural da música instrumental e folclórica da Colômbia.

    A gravação desta obra, dedicada pelo compositor ao Quinteto Parambuco, constituirá sua estreia mundial. A obra explora diferentes ritmos de forte presença na cultura colombiana ao longo dos seus quatro movimentos. No primeiro, o “bambuco” apresenta a fusão entre as influências indígenas, africanas e europeias na construção da sociedade da Colômbia, enquanto o “aguabajo” do segundo movimento simboliza a presença das tradições diaspóricas africanas nos ritos religiosos do país. Para completar a obra, são apresentados ainda o “pasillo” e o “fandango”, que têm origem em danças europeias mas se adaptaram ao contexto colombiano durante o processo de colonização, adquirindo características próprias junto aos ritmos latinos.

    O quinteto de sopros “Parambuco” foi criado em 2016, e rapidamente ganhou destaque ao ter sido um dos grupos vencedores do Concurso BNDES 2017/2018 e premiado na Série Jovens Talentos do VII Festival Internacional de Música de Campina Grande. O quinteto é formado por músicos da Paraíba e Pernambuco, atuantes nas principais orquestras e universidades dos dois estados. Já se apresentaram em várias cidades brasileiras, assim como no exterior. O principal objetivo do grupo é pesquisar, desenvolver e divulgar a música de câmara brasileira em seus variados gêneros, com especial atenção para a música do Nordeste.

    Edwin Sebastián Soto Cruz é músico clarinetista, arranjador e compositor, nascido na cidade de Ibagué. Iniciou seus estudos musicais e de clarinete no Bacharelado Musical do Conservatório de Ibagué e, posteriormente, na Escola de Música do Conservatório do Tolima. Deu continuidade à sua formação superior em Bogotá, primeiro na Academia Superior de Artes de Bogotá (ASAB) e depois na graduação da Universidade Nacional da Colômbia. Compôs obras para formações de música de câmara. Atualmente, atua como clarinetista da Banda Sinfônica Nacional da Colômbia, na cidade de Itagüí, Antioquia.

    Esta proposta foi vencedora do concurso 2025 do Programa Ibermúsicas na linha de Apoio à promoção do repertório ibero-americano.

  • O músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos inicia sua residência “Alma atlântica – conexões ancestrais entre Angola e o Brasil” com o conceituado balé angolano Bismas das Acácias

    O músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos inicia sua residência “Alma atlântica – conexões ancestrais entre Angola e o Brasil” com o conceituado balé angolano Bismas das Acácias

    O Projeto Alma Atlântica tem por finalidade aprofundar os laços culturais e históricos entre Angola e o Brasil. O projeto tenciona proporcionar o encontro entre pesquisa etnomusicológica e a performance contemporânea através da interação entre o músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos e o conceituado balé angolano Bismas das Acácias.

    Para o espetáculo estão previstos 5 principais pontos de partida que exploram a relação direta entre gêneros musicais ou instrumentos musicais de cada uma das margens do Atlântico. O projeto Alma Atlântica irá, portanto, explorar artisticamente as conotações próprias das semelhanças e das particularidades culturais angolanas e brasileiras, de modo a criar um repertório musical inédito através de residência artística, favorecido pela colaboração criativa do músico/pesquisador e dos componentes do grupo, bailarinos/as cantores/as e percussionistas.

    A ideia de diálogo entre as margens está presente de maneira concreta, portanto, através da interpolação entre questões específicas (como a embulumbumba e o berimbau, a pwita e a cuíca, o kendjengo e o atabaque), com vistas à celebração da “Alma Atlântica”, em seu passado e na contemporaneidade.

    Fundado em 1984, e atualmente dirigido pela mestra Deolinda Trindade, a Organização Bismas das Acácias desenvolve sólido trabalho de pesquisa e divulgação da cultura tradicional angolana. Com sede na cidade de Benguela, o Bismas das Acácias tornou-se referência no âmbito da música e da dança tradicional.

    O músico e pesquisador brasileiro Lucas de Campos atuou em concertos e gravações ao lado de grandes nomes da música brasileira, tais como Hermeto Pascoal, Ivone Lara, Mateus Aleluia e Monarco (dentre outros) em atividades no Brasil e diversos países, tais como: Cabo Verde, Angola, Cuba, França, Portugal, Áustria e Espanha. Atualmente desenvolve pesquisa de doutoramento (Universidade de Aveiro/Portugal) acerca da presença da música africana na música brasileira, em especial, sobre circulação de cultura musical de Angola para o Brasil.

    Esta residência é viabilizada graças ao suporte do Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Apoio a artistas e pesquisadores para residências”, edital de 2025.

    • 19 de julho a 10 de agosto: Pesquisa e residência artística. Salão Bismas das Acácias, Benguela, Angola
    • 8 de agosto, 19h: Concerto. Salão Bismas das Acácias, Benguela, Angola