Etiqueta: Argentina

  • Juana Aguirre (Argentina) – Turnê México 2025

    Juana Aguirre (Argentina) – Turnê México 2025

    Título do projeto: Juana Aguirre
    Nome do artista/agrupação: Juana Aguirre
    País: Argentina
    Linha de convocatória: Apoio à circulação de profissionais da música
    Ano da convocatória: 2024

    “Fazer um disco de forma intuitiva é sempre uma oportunidade porque, no próximo, você já conta com um antecedente: vai acumulando informações e isso modifica a sua forma de fazer. Neste disco, foi libertadora a ideia de não ter que responder a nenhuma formalidade. Agora estou começando a me interessar pela desconstrução da canção. Ganhei mais liberdade no processo de criação, sem me questionar tanto se estava certo ou errado. Eu tinha muito respeito por produzir minha música e, neste caso, me propus a fazê-lo à minha maneira.”

    O disco ao qual Juana Aguirre se refere —e que motivou a turnê de apresentação pela América Latina, composta por cinco concertos em Quito, Cidade do México, Querétaro, Guadalajara e Cidade da Guatemala, entre 10 e 24 de outubro de 2025, com o apoio do Ibermúsicas— é, precisamente, Anónimo.

    A turnê de apresentação de Anónimo teve como objetivo fortalecer a circulação regional da obra e promover a presença da música argentina em novos mercados latino-americanos. Além disso, foi realizada uma atividade especial de escuta do disco junto a fãs e à imprensa local na loja de discos 99 Records, na Cidade do México. Em conjunto, essas ações consolidaram a projeção regional de Juana Aguirre, geraram vínculos com artistas e programadores locais e ampliaram sua base de público em mercados estratégicos para o desenvolvimento futuro do projeto.

    Cantora, produtora e música argentina com projeção internacional, Juana Aguirre entende sua prática artística em movimento. Viveu na Nova Zelândia aos 14 anos e se estabeleceu na Bolívia aos 19, experiências que marcaram sua relação com a viagem e o desenraizamento: “Adoro sair em turnê. Acho ótimo e, sobretudo depois de ter ficado confinada fazendo o disco, ter a oportunidade de sair para tocar é incrível e faz muito sentido. Depois de ter vivido em muitos lugares diferentes, fiquei com essa sensação de desenraizamento na qual me sinto confortável. Os concertos pela América Latina são uma oportunidade para ir explorando a busca por coisas novas. Sair um pouco da sensação de estar sempre no mesmo lugar, e a rotina que implica viajar, faz com que você volte com uma grande quantidade de novas informações para somar ao que já traz consigo.”

    Entre os resultados alcançados nesses concertos, destacam-se a visibilidade do novo repertório na mídia latino-americana, o fortalecimento da equipe de trabalho em um contexto internacional e a abertura de novas oportunidades de colaboração para futuras turnês e festivais. Nesse sentido, a colaboração do Ibermúsicas —orientada a facilitar a mobilidade de músicos pelo continente e a fomentar os vínculos regionais que dela se derivam— mostra-se fundamental, como destaca a própria artista: “Graças a esse apoio, vários contatos com programadores e artistas locais foram estabelecidos para futuras colaborações, não apenas entre músicos, mas também com produtores e espaços culturais dos países em que nos apresentamos, o que sem dúvida poderá resultar em novos projetos.” 

  • Ensamble Barroco Orion 415 (Argentina) – Prisma, Reflejo y Transformación en México

    Ensamble Barroco Orion 415 (Argentina) – Prisma, Reflejo y Transformación en México

    Título do projeto: Turnê 2025 Ensamble Barroco Orion 415  
    Nome do artista/agrupação: Ensamble Barroco Orion 415  
    País: Argentina  
    Linha de convocatória: Apoio à circulação de profissionais da música
    Ano da convocatória: 2024 
     

    Os grupos de reinterpretação de música barroca na Argentina ocupam um lugar central na recuperação, difusão e ressignificação de um repertório que, durante muito tempo, permaneceu relegado frente ao cânone romântico e sinfônico. Desde o final do século XX, conjuntos como Capilla del Sol, Ars Instrumentalis, La Barroca del Suquía e Buenos Aires Antigua vêm impulsionando uma prática historicamente informada, incorporando instrumentos de época e critérios interpretativos vinculados à pesquisa musicológica.  

    Esse movimento não apenas revitaliza obras de compositores europeus do barroco, mas também tem sido fundamental para redescobrir o patrimônio colonial latino-americano, especialmente o das missões jesuíticas, integrando uma dimensão local e latino-americana à tradição barroca. Nesse cruzamento entre rigor histórico e criatividade contemporânea, esses grupos configuram uma cena dinâmica que dialoga com tendências internacionais ao mesmo tempo em que constrói uma identidade própria no campo da música antiga.  

    Nesse contexto, a importância do Ensamble Barroco Orion 415 não pode ser ignorada. Formado por Elías Gurevich no violino, Marcelo Massun no violoncelo e Igor Herzog no alaúde —com arranjos composicionais de Alex Nante—, o conjunto argentino vem trabalhando na articulação entre passado e presente, construindo pontes que buscam o diálogo entre a interpretação de obras emblemáticas do barroco —empregando técnicas filológicas e interpretativas baseadas em tratados do século XVIII e utilizando instrumentos com cordas de tripa e arcos de época— e a interação entre essa tradição musical —manifestada sobretudo nas obras de Bach, Vivaldi e Corelli— e dois dos compositores argentinos mais destacados da atualidade: Alex Nante e Gerardo Jerez Le Cam.  

    A colaboração proporcionada pelo Ibermúsicas destinou-se a cobrir despesas de mobilidade para a participação do Ensamble em dois concertos que contaram com grande público —além de uma masterclass—: o primeiro, realizado na Sala Huehuecóyotl da Faculdade de Música (FAM) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), e o segundo, na Sala Carlos Chávez do Centro Cultural Universitário, também da UNAM, e ambos na Cidade do México. O objetivo central do projeto foi criar uma ponte artística e pedagógica entre Argentina e México, centrada na música barroca e em seu diálogo com a criação contemporânea. Em particular, os concertos serviram como espaço para a apresentação do mais recente álbum do ensamble, intitulado Prisma, além da estreia das obras vencedoras de um concurso de composição organizado pela FAM—UNAM em colaboração com o próprio ensamble e a argentina Universidade Nacional das Artes (UNA).  

    “Há 40 anos eu já tocava bastante Vivaldi” —conta Elías Gurevich, atualmente primeiro violino da Orquestra Filarmônica do Teatro Colón—, “mas o que se tocava antes não tem nada a ver com o que se toca hoje. O mundo mudou. A maneira de tocar o arco mudou muito. Agora, a partir das revisões historicistas na música, tudo é diferente. Por exemplo, ao incorporar o alaúde, buscamos mudar um pouco a perspectiva; assim, a música começa a ser vista como uma paisagem.” De fato, como aponta Gurevich, longe de ser um repertório fixo, a música antiga se redefine constantemente a partir de novos olhares interpretativos, nos quais cada gesto historicista não restaura um passado imutável, mas o reativa como uma experiência viva e em transformação.  

    Em relação ao apoio proporcionado pelo Ibermúsicas, o próprio Gurevich afirma: “Foi fundamental. Em termos práticos, nosso ensamble não teria podido desenvolver essa atividade pedagógica musical sem o apoio do Ibermúsicas. Simplesmente não teria sido possível.”  

  • Tras las pistas del artista: la vida del compositor argentino Julián Aguirre en Madrid y el estudio de las influencias e intercambios musicales entre Argentina y España a comienzos del siglo XX”, trabajo de investigación de la Lic. Prof. Luisina Inés García (Argentina)

    Tras las pistas del artista: la vida del compositor argentino Julián Aguirre en Madrid y el estudio de las influencias e intercambios musicales entre Argentina y España a comienzos del siglo XX”, trabajo de investigación de la Lic. Prof. Luisina Inés García (Argentina)

    Julián Aguirre (1868-1924) fue un músico argentino perteneciente a la llamada Generación del 80 en la música de conciertos, cuyos miembros fueron considerados por la historiografía tradicional como iniciadores de una música culta de inspiración nacional. Una de las características de este grupo de músicos, también llamado los “primeros profesionales”, es la de haberse formado en Europa y haber regresado a la Argentina para fundar en el país sus propias instituciones de enseñanza musical. El caso de Aguirre, no obstante, difiere levemente de las trayectorias de sus contemporáneos. Aguirre creció fuera del país y regresó a sus dieciocho años a Buenos Aires para consolidar en esa ciudad su carrera profesional. Es a causa de su crianza en España que recibe su formación en el Real Conservatorio de Madrid.

    Gracias al apoyo del programa Ibermúsicas, a través de su línea de “Ayuda a artistas e investigadores para residencias”, convocatoria 2024, este proyecto pudo ir más allá de las fronteras de Argentina e incorporar fuentes y materiales de consulta de España, donde se conserva parte importante de la documentación necesaria para la investigación. La iniciativa no se limitó a una búsqueda en archivos y se convirtió en una oportunidad para explorar, desde la socialización de la investigación y el intercambio con pares, la historia de la música argentina y el vínculo artístico-pedagógico entre Argentina y España a comienzos del siglo XX.

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    Informe

  • Guillo Espel (Argentina) – Concierto y Masterclasses en Instituto Ling Porto Alegre

    Guillo Espel (Argentina) – Concierto y Masterclasses en Instituto Ling Porto Alegre

    Título del proyecto: Concierto y Masterclasses en Instituto Ling Porto Alegre
    Nombre del artista/agrupación: Guillo Espel
    País: Argentina
    Línea de convocatoria: Ayudas al sector musical para la circulación en Iberoamérica
    Año de convocatoria: 2022

    Guillo Espel é um compositor, guitarrista e produtor musical. Como solista ou com o quarteto que leva o seu nome, lançou e estreou as suas próprias obras, como compositor e como intérprete, num grande número de países: Estados Unidos; Canadá; China; Austrália; Japão; Alemanha ou Itália. No contexto ibero-americano, Espel apresentou-se em salas e teatros de renome em Espanha; México; Panamá; Costa Rica; Equador; Colômbia; Peru; Chile; Brasil; Bolívia; Uruguai e Argentina. Em agosto de 2016 foi galardoado com o Prémio Municipal de Música da cidade de Buenos Aires.

    Guillo Espel tem trabalhado constantemente os cruzamentos entre a música académica e a música popular, entendendo os limites entre as duas como uma linguagem híbrida que não pertence exclusivamente a um ou outro campo, por quanto as fronteiras entre o popular e o académico estão constantemente entrelaçadas e as suas formas não obedecem aos cânones de um ou outro género.

     

    “A minha música tem sido por vezes ligada à música académica universal e por vezes à música popular, mas sempre pensei que isso se deve exclusivamente à funcionalidade que essas músicas têm, às esferas e formas em que se apresentam. A minha música não é uma justaposição de diferentes linguagens, mas é um discurso único com uma intenção expansiva no uso de ferramentas e de organização”.

    O quarteto Guillo Espel pretende promover o intercâmbio da música e da cultura popular latino-americana, desenvolvendo um ambiente de cooperação e criação colaborativa. Em particular, e em relação a esta experiência, Espel propôs um concerto e uma série de master classes sobre instrumentos da tradição folclórica argentino-brasileira, ambas as actividades tiveram lugar na cidade de Porto Alegre, com o objetivo de gerar um intercâmbio cultural comunitário entre os dois países através do que a sua música tem em comum.

     

    A proposta apresentada faz parte de uma longa tradição do Cuarteto Guillo Espel, tradição a partir da qual já realizaram numerosas gravações de compositores brasileiros, como Antonio Carlos Jobim e Heitor Villa-Lobos.

    A prática do cruzamento entre a música académica e a música popular na América Latina é um fenômeno rico, complexo e de longa data que reflete a diversidade cultural da região. Especialmente a partir do século XX, muitos compositores e músicos de formação clássica começaram a incorporar elementos da música popular e folclórica nas suas obras, criando um diálogo entre as tradições académicas de raiz europeísta e as expressões folclóricas locais. Esta fusão permitiu que géneros como o tango, o samba, o son e outros ritmos da região fossem reinterpretados com técnicas e estruturas da música clássica, e vice-versa. Entre muitos outros, figuras como o já citado Heitor Villa-Lobos no Brasil, Silvestre Revueltas no México ou Astor Piazzolla na Argentina são exemplos emblemáticos destes cruzamentos e hibridações.

    A experiência particular do Quarteto Guillo Espel em Porto Alegre resultou num “concerto de casa cheia em que todos os lugares disponíveis foram preenchidos”. Nas palavras do próprio Guillo Espel: “o programa é muito bom, e se nós apresentámos é porque estamos de acordo com o espírito e a dinâmica de trabalho da equipa local do Ibermúsicas, disponível em todos os momentos com a melhor vontade e eficiência. Estamos especialmente gratos a todos eles”.

  • A Saidera Orquesta

    A Saidera Orquesta

    Trailer Piazzolla de Brasil a Argentina Arreglos de Andre Mehmari Orquesta A Saidera

    Decarísimo Astor Piazzolla Por Orquesta A Saidera y Andre Mehmari

    ZITA Astor Piazzolla Por Orquesta A Saidera y Andre Mehmari

    LA MUERTE DEL ANGEL, Astor Piazzolla Por Orquesta A Saidera y Andre Mehmari