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  • Sons do Pensamento – Tiganá Santana em Portugal e Espanha

    Sons do Pensamento – Tiganá Santana em Portugal e Espanha

    Título do projeto: Sons do Pensamento – Tiganá Santana em Portugal e Espanha
    Nome do artista / agrupação: Tiganá Santana
    Pais: Brasil
    Linha de apoio: Ajudas ao setor musical para circulação na Ibero-América
    Ano da chamada: 2022

    O trabalho musical e cultural de Tiganá Santana é um exemplo claro do tipo de diálogos interculturais que estão no centro programático da missão e visão do Ibermúsicas enquanto programa de cooperação regional. 

    Ao longo da sua carreira musical, Tiganá tem procurado constantemente pesquisar a presença de canções e ritmos africanos subjacentes na música popular brasileira, construindo a partir dessa pesquisa uma identidade própria que é inseparável do seu próprio percurso formativo e do seu interesse em entrar em mundos não ocidentais. De feito, Tiganá junta-se à longa tradição fonográfica brasileira de incorporar ritmos e sonoridades africanas em seus álbuns. Essa atitude resulta num programa estético em si. O álbum aludido apresenta-se por nome Maçalê (“você é um com a sua essência”, em iorubá arcaico) e foi disponibilizado para o amplo público no ano de 2010.

    Nascido a 29 de dezembro de 1982, na cidade de Salvador (Bahia), Tiganá é compositor, cantor, instrumentista, poeta, produtor musical, diretor artístico, curador, pesquisador, professor e tradutor. Iniciou seus estudos musicais de violão aos 14 de anos, na sua terra nativa, e começou a compor ainda nessa fase, após, desde os 9 anos, ter tido a experiência da escrita poética.

    Em sua longa carreira musical, Tiganá compôs vários álbuns, incluindo The Invention of Colour (2013); Tempo & Magma (2015) e Vida-Código (2020), premiado pelo Edital de Publicação de Música do Departamento de Cultura da Suécia, entre outros. Em 2015 dirigiu a produção artístico-musical dos dois últimos álbuns da cantora brasileira Virgínia Rodrigues (o penúltimo destes, Mama Kalunga, rendeu-lhe o prêmio de melhor cantora no Prêmio da Música Brasileira em 2016). O seu álbum Milagres, foi feito sob solicitação da gravadora alemã Martin Hossbach para revisitar, hodiernamente, o emblemático álbum Milagre dos Peixes, do intérprete e compositor Milton Nascimento, com letras musicais censuradas pelo regime ditatorial militar do Brasil em 1973.  

    “Pra fazer música, pra mim, é necessário estar na vida, nessa dança da vida-morte, e o que eu ouço. Eu também ouço muitas coisas, sobretudo, além da música, as coisas que são aprendidas com as pessoas. Mas ouço música do mundo inteiro, sei lá, daqui do continente sul-americano, do continente africano, da Ásia, Irlanda, da Escandinávia, vou ouvindo aquilo que vai me ensinando a prosseguir, a viver, e essa é a primeira relação, eu diria, com a música. A primeira eu diria ouvir, depois é compor. São os dois fios principais.

    Essa integração musical valoriza e destaca as origens do povo brasileiro, reconhecendo a imensa contribuição da diáspora africana para a cultura e a identidade nacionais. Os ritmos africanos, como o samba e o candomblé, constituem a espinha dorsal de muitos gêneros musicais brasileiros. Além disso, esta prática musical está intimamente ligada aos estudos pós-coloniais, desafiando certas narrativas que historicamente marginalizaram as culturas africanas. Ao incorporar elementos africanos na música, promove uma visão mais inclusiva e exacta da história e da cultura brasileiras, reconhecendo a diversidade e a riqueza das suas raízes.

    A proposta apresentada ao Ibermúsicas visava precisamente a apresentação em vivo, em Espanha e Portugal, de vários do seus álbuns já mencionados, Vida & Código, bem como temas musicais dos álbuns Maçalê; The Invention of Colour e Tempo & Magma. A turnê foi denominada Sons do pensamento, é foi uns concertos em que Tiganá desenvolveu a estética musical por trás de cada álbum lançado durante seus dez anos de carreira. Além dos shows, Tiganá e seus músicos realizaram em Serpa uma vivência artística de três dias para gravar canções no estúdio do centro cultural Musibéria. O objetivo desta turnê está em consonância com a abordagem musical que tem orientado toda a sua carreira: a própria convicção de pertencimento étnico afrocentrado, sobretudo, de referências africanas Bantu e sua presença no Brasil, e a importância de trabalhar com a centralidade das etnicidades negras afrodiaspóricas.

    “Não se trata exatamente de fazer uma pesquisa, digamos assim, proposital sobre uma determinada expressão cultural, de um determinado lugar do continente africano e a partir daí fazer música. Todas essas influências estão amalgamadas dentro e a partir daí existe uma expressão de uma exposição criativa. Se há um interesse de leitura de um determinado autor, se há o interesse por determinadas línguas, por provérbios de lugares diferentes, então tudo isso se junta, eu acho, pra que saia através da música.

    A importância do apoio do Ibermúsicas para a realização dessa turnê foi decisiva para que ela acontecesse, com a importância musical, cultural e histórica que isso implica: a possibilidade de que outras músicas brasileiras, mais difíceis de circular no continente europeu, pudessem ser recebidas, ouvidas e reivindicadas.

    “A assistência é à mobilidade oferecida pelo Ibermúsicas não só resultou em shows incríveis, com grande impacto e repercussão junto ao público. O Ibermúsicas é extremamente importante para o desenvolvimento do setor musical em países que participam do programa, pois oferece recursos financeiros e assistência à mobilidade para artistas, possibilitando que eles realizem shows em outros países e estabeleçam novas conexões e parcerias artísticas. Esse intercâmbio cultural é fundamental para o enriquecimento da música e da cultura em geral, além de contribuir para o fortalecimento das relações entre países da América Latina e da Península Ibérica.”

  • A Saidera Orquesta

    A Saidera Orquesta

    Trailer Piazzolla de Brasil a Argentina Arreglos de Andre Mehmari Orquesta A Saidera

    Decarísimo Astor Piazzolla Por Orquesta A Saidera y Andre Mehmari

    ZITA Astor Piazzolla Por Orquesta A Saidera y Andre Mehmari

    LA MUERTE DEL ANGEL, Astor Piazzolla Por Orquesta A Saidera y Andre Mehmari

  • Mo Maie

    Mo Maie

    Mali Gaylaia Lountanding Kanouté Mo Maie e Moussa Ngoni Mali Brasil

    Concert Abou Diarra feat Issa Diarra Festival Niamakala Mali 2022

  • Canciones Paralelas en Universos Posibles

    Canciones Paralelas en Universos Posibles

    Canciones Paralelas Zelito & Marcelo Saccomanno

  • GANADORES CONCURSO CREACIÓN DE CANCIÓN 2021 (BRASIL)

    GANADORES CONCURSO CREACIÓN DE CANCIÓN 2021 (BRASIL)

    Douglas Din, Lúcio Griô y Paulo Araujo han sido los ganadores por Brasil de la 8va edición del Premio Ibermúsicas a la Creación de Canciones 2021. En esta edición fueron recibidas 914 propuestas de toda la región en una gran demostración de la riqueza de nuestras músicas, la diversidad de los recorridos estéticos y las increíbles sonoridades de Iberoamérica. Todas las obras fueron presentadas bajo seudónimo y analizadas mediante un sistema de evaluaciones cruzadas por el cual un jurado, compuesto por destacadas y destacados artistas, periodistas musicales y productores fonográficos de un país, calificó las postulaciones presentadas por otra nación. En el caso de Brasil, las obras fueron evaluadas por un jurado de Portugal.

    Douglas Din

    Douglas Din se crió en Aglomerado da Serra (Belo Horizonte). Viajó por Brasil disputando títulos en batallas de free style de 2007 a 2014. En ese escenario, influyó y compartió escenario con MCs de algunas generaciones de FreestyleBR como Salvador da Rima (SP), Kant (SP), Chris MC (MG), también compitió en la batalla junto al rapero Orochi (RJ). También compartió escenario con grandes nombres como Racionais MCs, Emicida, Karol Conká y Sérgio Pererê.

    La canción “Antifa” fue ganadarora del Concurso Creación de Canción 2021 del Programa Ibermúsicas

    “La letra la compusimos por separado, Luiza Duque y yo sobre una pista instrumental. Tuve acceso a la pista con la voz de Luiza y entré en mi proceso de escritura, donde la letra retrata un poco nuestra inmensa insatisfacción con el actual gobierno que de ninguna manera representa el valor de la nación brasileña. En definitiva, la atmósfera más “agresiva” de la melodía casada con los timbres más ásperos nos llevó a encarnar la fuerza “rockera” que existe en nosotros”.

    “El programa Ibermúsicas es de suma importancia en el intercambio de conocimientos y experiencias entre artistas de la región”.

     

     

    Lúcio Griô

    Lúcio Griô es músico, coleccionista de instrumentos musicales e investigador aficionado a la etnomusicología. Nacido en la capital brasileña, emigró al interior de São Paulo donde tocó en bandas de rock, pop, blues y jazz. Con el tiempo, comenzó a buscar el sonido del “Brasil Profundo” reuniendo artistas, instrumentos y ritmos brasileños a través de una investigación de catalogación privada.

    Lúcio Griô trabajó en el proyecto “No Nosso Quintal” que movió la escena alternativa en Marília, SP y desde 2021 es socio de Estúdio Gambs en proyectos culturales. Además, es compositor de MPB, jazz, samba y rap.

    “La letra de la canción busca trazar una historia del continente subordinado y resistente al imperialismo estadounidense y culmina con una verdadera lista de artistas latinoamericanos, entre los que hay músicos, artistas visuales, cineastas, etc.. El propósito es la unidad y la resistencia de nuestro pueblo. El coro está en una ronda mayor, siete sílabas poéticas por verso. El beat, hecho por THC no Beat, es una base de boombap con referencias de Atahualpa Yupanqui, Arturo Sandoval, Carlos Café y ritmos latinos”.

    “El programa de Ibermúsicas es maravilloso y abre oportunidades para que los artistas independientes muestren su trabajo”

     

    Paulo Araujo

    Paulo Araujo tiene orígenes musicales en la guitarra clásica, formado en el Conservatorio Alberto Nepomuceno, en Fortaleza, Ceará, Brasil. Sin preocupaciones de establecer límites entre lo erudito y lo popular, permea varios estilos y se destaca en el refinamiento de las palabras y armonías, con influencias principales de Guinga, Egberto Gismonti, Villa Lobos, Astor Piazzolla, Chico Buarque, Dori Caymmi, Paulo Cesar Pinheiro y Paulo Leminsky.

    La obra de Paulo Araujo tiene un carácter universal, donde ritmos brasileños y latinos adquieren modernidad y lectura en las más diversas culturas. Dentro de la riqueza rítmica, melódica y armónica de las canciones del compositor, la inquietud constante está cifrada en la renovación y la investigación. En las letras, trattemas relevantes de nuestro tiempo y espacio, abordando cuestiones de trascendencia social, conjugando poesía y reflexiones profundas.

    La canción “O traficante das canções” fue ganadarora del Concurso Creación de Canción 2021 del Programa Ibermúsicas.

     

    “La letra surgió después de una noticia falsa de que Chico Buarque de Holanda, uno de los artistas más importantes de Brasil, compraba sus canciones. La noticia partía de unas declaraciones del propio Chico, en tono claramente irónico y jocoso, de que el árabe proveedor de sus canciones estaría dificultando las entregas. Como Chico Buarque es un artista políticamente comprometido, con vínculos de izquierda, estalló la noticia de que era un charlatán. De ahí la inspiración de mi canción, que narra el deseo de encontrar al narcotraficante y también comprarle una canción”.

    “Sobre el proceso creativo en la composición musical, el choro es un género musical brasileño, muy utilizado por el mismo Chico Buarque. Su construcción, con muchas notas y variaciones, da la posibilidad de contar una historia. Aliado a esto, utilicé intervalos irregulares, modulaciones, buscando una aproximación con la música de origen árabe, que sería, en la historia, el lugar de origen del traficante de las canciones. Hay, a propósito, una aproximación a la forma de componer de Chico, que por cierto es mi mayor influencia.

    “El Programa Ibermúsicas es ¡extraordinario! No hay nada más universal que la música, y realmente creo que Ibermúsicas tiene una visión de unir a las personas a través del arte. Mi sueño era poder intercambiar experiencias con artistas latinoamericanos y espero que Ibermúsicas cierre esa brecha. Por cierto, ¡me encantó el nuevo formato propuesto para 2022, en el que las canciones deben estar compuestas en colaboración. ! Hola amigos de latinoamerica ya estoy aqui!”

    Compositor prolífico e inquieto, Paulo Araujo ha ido ganando respeto y reconocimiento por hacer música innovadora, creativa y con expresión propia. Es un entusiasta de los festivales, en los que ha participado con frecuencia. Es socio de varios artistas de la escena musical de Brasil, entre ellos Mauro Aguiar, Zebeto Correa, Marcelo Delacroix, Arthur de Faria, Daniel Conti, Bruno Kolh, Carlinhos Patriolino, Luciano Franco, Mimi Rocha y Luizinho Duarte. En 2021, lanzó dos discos propios, “Una cueva de sueños olvidados” y “O traficante das canções”, discos que cuentan con la participación de reconocidos intérpretes e instrumentistas de Brasil.