Autor: Ricardo Gomez Coll

  • O guitarrista português João Durão Machado realizará a sua digressão «Negritude» com concertos e masterclasses em Escolas de Música de Angola e Nigéria

    O guitarrista português João Durão Machado realizará a sua digressão «Negritude» com concertos e masterclasses em Escolas de Música de Angola e Nigéria

    João Durão Machado, guitarrista português, desloca-se a Angola e à Nigéria para apresentar “Negritude”, um recital composto exclusivamente de peças oriundas ou radicadas em culturas negras. O seu repertório é composto por obras de Frantz Casséus, Hector Angulo, Toumani Diabaté, Airton Fortes, João Durão Machado e Taiwo Adegoke

    A Négritude, movimento literário francófono, procurava exaltar os valores culturais das populações negras sujeitas ao colonialismo francês. Parecendo-lhe o conceito tão justo quanto pertinente, João Durão Machado teve a ideia de o estender da literatura para a música para guitarra clássica. Assim, irá agora proporcionar esta viagem por variadas geografias musicais a alguns dos grupos étnico-culturais que lhe estão na génese. Aproveitará ainda para partilhar a sua vasta experiência pedagógica, inspirando comunidades guitarrísticas africanas emergentes.

    “Nasci em 1974, já depois da Revolução de Abril. Quando era pequeno, fui ouvindo muitos relatos de compatriotas que tinham deixado as colónias logo após as independências, vindo viver para Portugal. A essas pessoas chamava-se, na altura, retornados e contavam muitas histórias sobre a sua vida em África, com um misto de saudade e da tristeza de quem tinha deixado para trás o Paraíso. Falavam da simpatia do africano, dos animais, do contacto estreito com a natureza, da sua animada vida social, da beleza sumptuosa das paisagens e da riqueza daquelas terras. Os meus ouvidos despertos e curiosos de criança absorviam não só o que era relatado mas também a forma encantatória e deslumbrada como tudo era descrito e, assim, a minha imaginação começou a cultivar um fascínio e um interesse pelo continente negro que até hoje me acompanham”.

    “Numa das minhas muitas pesquisas e leituras acerca da história e das culturas do continente, cheguei ao conhecimento da Négritude, um movimento literário francófono que, no devir do tempo, também chegou a assumir-se como breve projecto político e cultural. Liderado por figuras como o poeta martinicano Aimé Césaire e o escritor e político senegalês Léopold Sédar Senghor, a Négritude procurava valorizar e exaltar os valores culturais das populações negras que tinham sofrido com o colonialismo francês, tanto em África como nas Antilhas. Parecendo-me o conceito tão justo quanto pertinente, ocorreu-me a ideia de o estender da literatura para a minha forma de expressão, a música para guitarra clássica, e da francofonia para uma geografia mais extensa e diversificada”.

    Estas apresentações de João Durão Machado em Angola e na Nigéria são possíveis graças ao apoio do Ibermúsicas, através da sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 16 de fevereiro, 19h: Biblioteca de Samba, Rua Direita da Samba, Luanda, Angola
    • 21 de fevereiro, 19h: Dominique Hall, Chocolate África Classical Guitar Academy Shagari Estate, Alimosho Local, Government Area, Lagos State, Nigeria

  • Ghetto Kumbé, da Colômbia, leva ao Brasil seu ritual afrofuturista na edição comemorativa dos 30 anos do Festival Rec-Beat

    Ghetto Kumbé, da Colômbia, leva ao Brasil seu ritual afrofuturista na edição comemorativa dos 30 anos do Festival Rec-Beat

    Celebrando 30 anos em 2026 como um dos mais importantes festivais de música do país, o Festival Rec-Beat recebe o grupo colombiano Ghetto Kumbé, uma das formações mais potentes da cena musical contemporânea da América Latina.

    Reconhecido por fundir ritmos afro-caribenhos e

    afro-colombianos à música eletrônica, o trio sobe ao palco com um espetáculo baseado em percussões, bases eletrônicas e uma proposta visual própria, que transforma a apresentação em uma experiência integrada entre música e performance.

    Com uma trajetória consolidada em importantes festivais internacionais como Glastonbury (Reino Unido), Roskilde (Dinamarca), Transmusicales de Rennes (França) e Paleo Festival (Suíça), o Ghetto Kumbé constrói paisagens sonoras afrofuturistas que dialogam com ancestralidade, identidade e resistência, criando uma estética sonora e visual singular.

    O Rec-Beat se consolidou como um espaço de celebração e difusão de diferentes cenas musicais, com atenção especial aos sons da América Latina, do Caribe, da África e da Europa. Fundado em 1995 pelo jornalista e produtor cultural Antonio Gutierrez, o festival acompanhou as transformações da música brasileira e mundial, atuando como um importante catalisador de mudanças no cenário local e apostando continuamente em novas sonoridades e propostas artísticas.

    Ao longo dessas três décadas, o Rec-Beat também circulou por outras cidades, com edições em São Paulo, Salvador, Fortaleza, Caruaru e João Pessoa. Em 2023, o festival foi reconhecido com o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Recife.

    O Festival Rec-Beat acontece de forma gratuita no Cais da Alfândega, no Bairro do Recife. A apresentação do Ghetto Kumbé conta com o apoio da Funarte e do Ibermúsicas, por meio do Edital de Apoio à Programação Musical. O Festival Rec-Beat 2026 tem patrocínio da Fundação de Cultura Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura do Recife, além da Uninassau e do Banco do Nordeste. Nordeste. Realização da Rec-Beat Produções e Leão Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal.

    • De 14 a 17 de fevereiro, a partir das 19h, no Cais da Alfândega, Bairro do Recife

  • A cantora caboverdiana Nancy Vieira e o guitarrista brasileiro Fred Martins apresentam seu álbum Esperança na França

    A cantora caboverdiana Nancy Vieira e o guitarrista brasileiro Fred Martins apresentam seu álbum Esperança na França

    O balanço das águas, que viaja nas ondas, atravessa facilmente o oceano e vai do Brasil a Cabo Verde e vice-versa. Nancy Vieira e Fred Martins sabem bem disso. A música de Cabo Verde e do Brasil partilham afinidades para além da língua comum. No coração da morna está o sentimento de sodade, uma nostalgia de saudade, comparável ao sentimento brasileiro da saudade presente na bossa nova, ambos também relacionados com o fado português, ecos do qual também podem ser encontrados neste álbum.

    Nancy Vieira é um verdadeiro tesouro vivo das ilhas que deram a morna e o funaná, a coladeira e muito mais, a voz de um crioulo  tão universal quanto doce, tão sensual quanto moderna, que nos últimos anos gravou alguns dos discos mais importantes da cultura que a Unesco reconhece agora como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Tem combinado a música cabo-verdiana com outras como a brasileira e a caribenha, e colaborado com artistas cabo-verdianos como Dany Silva e Sara Tavares.

    Fred Martins é outro tesouro, este do outro lado do oceano. Nascido no Rio de Janeiro, é compositor, cantor e guitarrista, influenciado pela bossa nova, pelo samba e pela MPB. Radicado em Lisboa, Martins tem colaborado com artistas de Espanha, Reino Unido, Itália e outros países.

    Fred e Nancy conheceram-se em 2013 e têm colaborado desde então.  Esperança, é o álbum resultante da colaboração que no Japão alcançou o 1º lugar no Top de Músicas do Mundo da Amazon. Gravado por Jorge Cervantes – que participa especialmente na canção “Saiko Dayo” – no CervanteStudio em Lisboa, o álbum apresenta maioritariamente a voz de Nancy, acompanhada pela guitarra e voz de Fred.

    Esperança é uma mistura evocativa das músicas de Cabo Verde e do Brasil, com canções de paz e amor, temas originais e clássicos cabo-verdianos, para além de um bolero cubano, “Tú Me Acostumbraste”.

    “Escolhemos as canções com o coração atento ao que acontece no nosso mundo, no nosso tempo. Poder demais em poucas mãos, desigualdade enorme, demasiadas vidas perdidas em vão. Assim, gostaríamos de lembrar, com estas canções, que compaixão, empatia, sentido coletivo de vida, solidariedade e respeito podem existir neste mundo, porque na base de tudo está o amor. São canções de colegas e amigos que partilham o mesmo espaço espiritual, uma atitude de busca de crescimento. São versos que vibram para o bem de cada um e também para o bem comum.”

    Juntos, irão apresentar este novo álbum ao vivo na França, no qual pode esperar música de extrema qualidade e total sinceridade, capaz de tocar corpos e corações, interpretada por dois artistas tão genuínos quanto universais.

    Esta apresentação de Nancy Vieira e Fred Martins é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas por meio da sua linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, convocatória 2025. 9 de fevereiro, 20h30 no festival Au Fil Des Voix, na sala Le 360, Paris, França

  • O músico chileno Antonio San Martín se prepara para iniciar sua especialização em Ritmo com Señas sob a tutoria de Santiago Vázquez no Uruguai

    O músico chileno Antonio San Martín se prepara para iniciar sua especialização em Ritmo com Señas sob a tutoria de Santiago Vázquez no Uruguai

    Antonio San Martín realizará seu trabalho de especialização em Ritmo com Señas no Regeneración Campus – Centro de formação, experimentação e produção em sustentabilidade e regeneração, no Uruguai. As atividades serão coordenadas pelo músico argentino Santiago Vázquez.

    Este retiro consiste na possibilidade de aprender e aperfeiçoar-se no método Ritmo com Señas, vivendo uma experiência transformadora de intercâmbio e aprendizagem, em um ambiente de natureza privilegiada. É voltado a pessoas com experiência musical prévia: músicos de qualquer tipo de instrumento, diretores, docentes, amadores e terapeutas.

    Entre as atividades a serem desenvolvidas, destacam-se:

    • Oficina de Ritmo com Señas
    • Técnicas de regência
    • Oficina de estratégia de conjunto
    • Laboratório de linguagem rítmica
    • Señas melódico-harmônicas
    • Ensemble de percussão
    • Ensemble de vozes
    • Ensembles mistos
    • Percussão na água
    • Ensemble rítmico com elementos da natureza

    Nos últimos quinze anos, Antonio San Martín desenvolveu uma trajetória versátil que inclui a produção de discos como “Donde se termina el cielo” (2024), “Plaza” (2021), “La Borra” (2020) e “MAQUi – Punto Vernal” (2017). Liderou projetos coletivos de Ritmo com Señas como La Molestar Orquesta e Avalancha Percusión. Sua atuação inclui concertos, oficinas e atividades formativas no Chile, no México e na Europa, sempre vinculando a música a processos comunitários e colaborativos. Seu interesse em integrar a música à dança, às artes visuais e à narração o levou a desenvolver propostas multidisciplinares inovadoras, como, por exemplo, o acampamento musical Etno Cahuil.

    Santiago Vázquez é músico, percussionista, multi-instrumentista, compositor, regente, produtor e criador de projetos culturais. Estudou bateria, percussão, piano, guitarra, mbira, composição, harmonia e contraponto de forma privada na Argentina, Espanha, Estados Unidos e outros países. Começou como baterista aos 10 anos, realizou sua primeira turnê internacional aos 17 anos e, desde então, tocou e gravou como baterista e percussionista com inúmeros grupos e artistas, entre eles Luis Salinas, Néstor Marconi, Mono Fontana, Dino Saluzzi, Alejandro Lerner, Roberto Goyeneche, Lito Vitale, Miroslav Tadić, Vitor Ramil, Duo Cangura, Richard Schindell, Juana Molina e Pedro Aznar. Inventou a Percussão com Señas, uma forma inovadora de praticar percussão em improvisações coordenadas por meio de sua própria linguagem gestual, hoje utilizada por inúmeros músicos, grupos, professores e musicoterapeutas em vários países do mundo. Criou e dirigiu, durante seus primeiros oito anos, La Bomba de Tiempo. Também idealizou, fundou e dirigiu projetos de difusão, ensino e pesquisa musical.

    Esta proposta foi vencedora na linha “Ajuda à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico do Programa Ibermúsicas”, convocatória 2025.

    • De 5 a 21 de fevereiro, no Regeneración Campus, Pan de Azúcar, Maldonado, Uruguai

  • A agrupação argentina Tres Latin Jazz dá continuidade sua turnê Europa – China 2026

    A agrupação argentina Tres Latin Jazz dá continuidade sua turnê Europa – China 2026

    “La Odisea del Talud” é o nome do novo álbum do trio, que será apresentado internacionalmente durante sua sétima turnê europeia e sua primeira incursão na China.

    A turnê, programada entre janeiro e março de 2026, incluirá 30 concertos e 4 atividades de mediação cultural em 9 países, consolidando circuitos existentes na Europa e estabelecendo novas pontes com o mercado asiático. Na Europa, o trio visitará Alemanha, Itália, França, Suíça, Bélgica e Luxemburgo, com apresentações em palcos emblemáticos como B-Flat Berlin, Jazzclub Alluvium e Biella Jazz Club. Na China, realizará 9 concertos em cidades como Xangai, Nanjing, Wuhan e Hangzhou, em colaboração com a agência local Dingg Music.

    “Este reconhecimento do Ibermúsicas valida dezoito anos de trabalho independente e nos permite projetar a música argentina em circuitos internacionais de forma sustentável. Não se trata apenas de tocar; é construir redes que perdurem”, afirma Federico Hilal, baixista e manager do grupo.

    O álbum, que dá nome ao projeto, representa o culminar de uma busca sonora iniciada em 2008 nos bairros do sul de Buenos Aires. Funde jazz contemporâneo com ritmos argentinos como a milonga, a chacarera e o candombe, numa linguagem que a imprensa especializada definiu como “uma nova definição do jazz argentino”. Trata-se do terceiro vinil na discografia do grupo, que já conta com 7 produções.

    Tres Latin Jazz é integrado por Nahuel Bailo (piano), Federico Hilal (baixo) e Gabriel Gall (bateria). Com seis turnês europeias anteriores e colaborações com figuras como o guitarrista francês Sylvain Luc, o trio consolidou-se como uma referência do jazz de raiz argentina no circuito internacional.

    Esta grande turnê do Tres Latin Jazz é possível graças ao apoio do Ibermúsicas por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 1 de fevereiro: Schauspielhaus, Bergneustadt, Alemanha
    • 3 de fevereiro: Mampf Jazz Club, Frankfurt, Alemanha
    • 4 de fevereiro: Mosaik Jazz Bar, Frankfurt, Alemanha
    • 5 de fevereiro: Kult Cafe, Gliching, Alemanha
    • 6 de fevereiro: Deutsch-Spanischer Kulturkreis Antonio Machado, Colónia, Alemanha
    • 7 de fevereiro: White Cube, Hamburgo, Alemanha
    • 8 de fevereiro: BFlat Berlin Acoustic Music Jazz Club, Berlim, Alemanha
    • 10 de fevereiro: Biella Jazz, Biella, Itália
    • 11 de fevereiro: Cuvee Milan, Milão, Itália
    • 12 de fevereiro: Scuola Groove Lab – Masterclass, Cerignola, Itália
    • 12 de fevereiro: Musikeria Scuola Musica – Concerto, Canosa, Itália
    • 13 de fevereiro: XVª Edição Jazz al Matt, San Severo, Itália
    • 14 de fevereiro: Sant’Agostino ad Andria Jazz, Andria, Itália
    • 16 de fevereiro: Associazione Culturale DesArts, Turim, Itália
    • 6 de março: Lincoln Jazz Center, Xangai, China
    • 7 de março: MOI&MOLE, Wenzhou City, Zhejiang, China
    • 8 de março: Mi Dai Jazz Live, Xiamen, China
    • 9 de março: Swaforjuice, Cidade de Shantou, Guangdong, China
    • 10 de março: Golden Jazz Club, Zhuhai, China
    • 10 de março: Workshop Golden Jazz Club, Zhuhai, China
    • 11 de março: Malt House Jazz Club, Nanning, China
    • 12 de março: Infree Live, Chongqing, China
    • 13 de março: Xiu Jazz Club, Changsha, China
    • 14 de março: Ran Ye Theater, Wuhan, China
    • 14 de março: Dingg Music Center, Wuhan, China
    • 15 de março: Good Cha Jazz Club, Hangzhou, China

    17 de março: 1701 Open Space, Cidade de Nanjing, Jiangsu, China

  • Acessibilidade e Inclusão Cultural: Rumo a uma Ibero-América para o usufruto de todos

    Acessibilidade e Inclusão Cultural: Rumo a uma Ibero-América para o usufruto de todos

    Gerar acessibilidade envolve questionar nossas próprias práticas e repensar criticamente as maneiras como criamos e geramos políticas públicas. Nós nos esforçamos para capacitar as pessoas a adotar uma nova maneira de olhar e entender a sociedade, para que todos os modos de existência e corporalidade sejam valorizados. Queremos promover a reflexão sobre como são gerados projetos, produtos e serviços culturais, disponibilizando algumas ferramentas que possam contribuir neste caminho rumo à inclusão de uma Ibero-América do qual todos possam desfrutar.

    É por isso que fizemos uma parceria com a Fundação Music for All, uma organização espanhola dedicada exclusivamente a promover a acessibilidade na música, que generosamente fornece, de forma pro bono, uma série de manuais e guias didáticos para tornar festivais, salas de concerto e palcos acessíveis. Os manuais e guias estão disponíveis abaixo para referência e download gratuitos.

    Ao mesmo tempo, o Ibermúsicas convida pessoas, associações, fundações, ONGs, produtoras, iniciativas governamentais e artistas com deficiência a integrarem a Rede Ibero-Americana de Acessibilidade Cultural na Música, com o objetivo de promover um espaço de encontro, troca de experiências e, principalmente, ampliar e fortalecer essa rede.

    Para participar, basta criar ou atualizar um perfil no nosso Catálogo do Setor Musical, incluindo os dados de contato e uma breve descrição do seu trabalho na área.

  • Novas incorporações ao Catálogo de Pesquisa Musical do  Ibermúsicas

    Novas incorporações ao Catálogo de Pesquisa Musical do  Ibermúsicas

    Fiel à nossa política de cooperação e com o desejo de compartilhar os conhecimentos gerados por meio do apoio do nosso programa, os trabalhos de pesquisa realizados por nossos beneficiários têm seu lugar no Catálogo de Pesquisa Musical do site da Ibermúsicas para consulta e download gratuito.

    Nos últimos dias, foram incorporados dois trabalhos que têm pontos de contato importantes entre si, uma vez que abordam a situação das mulheres músicas em contextos específicos: a Península de Yucatán, por um lado, e as ilhas de São Tomé e Príncipe, por outro.

    “Presença de mulheres compositoras e instrumentistas na trova e na jarana. Música tradicional do território maia peninsular, desde a segunda metade do século XX até aos dias de hoje”, da pesquisadora colombiana, visibiliza e registra a participação e as contribuições das mulheres da península de Yucatán nos gêneros musicais da trova e da jarana, em seus papéis de compositoras e instrumentistas, desde a segunda metade do século XX até os dias atuais. Através da realização de entrevistas e sua análise, são expostos alguns comportamentos, atitudes e fatos que dificultam e limitam a visibilidade, valorização e desenvolvimento ativo das mulheres tanto na trova quanto na jarana.

    “Silenciosas ou silenciadas?, mulheres no universo musical de São Tomé e Príncipe”, o trabalho da pesquisadora portuguesa Magdalena Chambel que dá voz às artistas, às mulheres corajosas que não conseguem parar, ultrapassando todas as barreiras que surgem no seu caminho.

    Convidamos todas as pessoas interessadas a consultar e baixar o material.

  • A produtora musical peruana Negra Valencia inicia um Curso Intensivo de Produção Musical na escola Tecson, na Argentina

    A produtora musical peruana Negra Valencia inicia um Curso Intensivo de Produção Musical na escola Tecson, na Argentina

    A produtora e compositora peruana Negra Valencia viajará a Buenos Aires, Argentina, para participar do Curso Intensivo de Produção Musical da escola Tecson, uma das instituições de formação técnica mais reconhecidas da região. Este programa de especialização permitirá ampliar e aprofundar seus conhecimentos em produção, gravação, mixagem e conceitualização sonora, com o objetivo de fortalecer seu trabalho artístico e profissional na cena musical latino-americana.

    Com 10 anos de trajetória na cena independente de Lima, Negra Valencia consolidou-se como uma criadora fundamental dentro da produção musical contemporânea do Peru. Foi responsável por dar vida a universos sonoros únicos, como os da banda indie Dan Dan Dero, de seu projeto solo Negra Valencia e do duo experimental Mi Puga Mi Pishgo, desenvolvendo um estilo que combina sensibilidade, exploração tímbrica e uma forte identidade estética.

    Atualmente, além de sua atuação como artista, é produtora de diversos projetos e foi responsável pela realização e direção sonora de álbuns completos de artistas como Lorena Blume e Antay, artista trans peruana cuja proposta acompanhou desde a conceituação até a mixagem final. Sua abordagem de produção parte de um olhar que integra identidade, narrativa pessoal e exploração emocional, características que marcam seu trabalho e trazem novas perspectivas para a indústria musical independente.

    Sua participação na Tecson integra um objetivo maior: fortalecer a produção musical para artistas LGBTIQ+ na América Latina, aplicando os conhecimentos adquiridos para impulsionar vozes diversas na região. Como artista e produtora que também faz parte dessa comunidade, Negra Valencia busca contribuir para a construção de espaços mais acessíveis, representativos e profissionais para projetos emergentes e dissidentes.

    Este processo de especialização de Negra Valencia na Argentina conta com o apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à Especialização e ao Aperfeiçoamento Artístico e Técnico, convocatória 2025.

  • A consagrada cantora e compositora espanhola Sílvia Pérez Cruz apresenta “Canciones – uma celebração” na edição comemorativa dos 30 anos do Festival Medio y Medio, no Uruguai

    A consagrada cantora e compositora espanhola Sílvia Pérez Cruz apresenta “Canciones – uma celebração” na edição comemorativa dos 30 anos do Festival Medio y Medio, no Uruguai

    “Canciones – uma celebração” é um novo espetáculo que dá pleno sentido ao seu nome e à sua maneira de compreender a arte precisamente como celebração: da amizade e das relações profissionais e humanas; dos encontros artísticos destes quase trinta anos de carreira e do lastro que foram sedimentando na própria formação da cantora e compositora catalã; das canções que permaneceram e foram forjando uma possível visão de mundo. Uma celebração da canção como forma de expressão e criação, de um compartilhar generoso e excepcional, de um possível lugar de encontro — ponto de partida, manancial, princípio e fim, e de nunca deixar de cantar.

    Entre 2023 e 2025, a artista do Ampurdão alcançou profundas cotas de maturidade e plenitude artística. Nesse período, Sílvia apresentou ao vivo, em todo o mundo, três projetos discográficos próprios: Sílvia y Salvador (Warner Music Spain, 2025), ao lado do cantor e compositor português Salvador Sobral; Lentamente (Sony Music España, 2024), junto ao histórico guitarrista argentino Juan Falú; e Toda la vida, un día (Sony Music España, 2023), seu trabalho mais recente de composições autorais.

    Ela também realizou uma turnê com Damien Rice pela Europa e pelos Estados Unidos, cantou com Natalia Lafourcade na Cidade do México, colaborou no último disco de Residente (pelo qual recebeu um Latin Grammy e outra indicação) e participou de algumas datas da turnê, apresentou-se com Snarky Puppy, Zé Ibarra e cantou em dois programas sinfônicos distintos, entre inúmeras outras aparições e atividades profissionais.

    A essência dessa trajetória e dos muitos projetos realizados orbita em torno de três motivações irrenunciáveis: que a proposta artística esteja em sintonia com sua própria visão, permitindo que ela se identifique nela e com ela; poder compartilhar valores éticos e estéticos com as pessoas com quem essas propostas são criadas e desenvolvidas; e que, por fim, esses dois encontros — artístico e pessoal — se sustentem em uma estrutura bela, simples ou complexa, chamada canção.

    Sílvia Pérez Cruz se apresentará no Uruguai acompanhada por Marta Roma (violoncelo), Bori Albero (contrabaixo) e Carlos Montfort (violino).

    A presença de Sílvia Pérez Cruz no Festival Medio y Medio é possível graças ao apoio do Ibermúsicas, por meio da linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música, convocatória 2024.

    • Sábado, 31 de janeiro, 21h30: Festival Medio y Medio – 30 anos, Punta Ballena, Uruguai

  • A jovem violoncelista ítalo-argentina-espanhola Julia Tripodo realizará concertos e ministrará masterclasses no âmbito do Festival das Semanas Musicais de Frutillar

    A jovem violoncelista ítalo-argentina-espanhola Julia Tripodo realizará concertos e ministrará masterclasses no âmbito do Festival das Semanas Musicais de Frutillar

    A jovem violoncelista ítalo-argentina Julia Tripodo oferecerá um recital de grande força expressiva. Vencedora de concursos internacionais, combina virtuosismo técnico com profunda sensibilidade artística. Nascida em Madri em 2005, Julia Tripodo é uma violoncelista ítalo-argentina-espanhola que, desde muito cedo, se destacou pelo virtuosismo e talento no panorama musical internacional. O programa que interpretará em seus concertos no Chile será composto pela Suíte nº 1 e Suíte nº 4 de J. S. Bach, a Sonata para violoncelo solo de Ligeti e Black Run de Svante Hentyson.

    Julia acumulou um número impressionante de prêmios em concursos nacionais e internacionais, o que consolidou sua posição como uma das jovens talentos mais destacadas de sua geração. É vencedora do Primeiro Prêmio (Primo Premio Assoluto) no Premio Unesco XIII Concorso Internazionale Città di Palmanova na Itália (2025), Primeiro Prêmio e o galardão “Ceské hudební nástroje” no 18th International Jan Vychytil Cello Competition de Praga (2024), XI Concurso de Jovens Intérpretes Villa de Molina (2025), Gustav Mahler Prize Cello Competition (2025), Primeiro Prêmio no Servaas International Music Competition, sendo declarados desertos o segundo e terceiro prêmio (2023), Primeiro Prêmio no Royal Maas International Music Competition (2023), Primeiro Prêmio e Prêmio Especial do Ayuntamiento no XXI Concurso Internacional de Música de Benidorm (2019), Málaga Cello Masterclasses (2021), Concurso de Cuerda “Cidade de Vigo” (2019, 2020), Concurso da Fundação “Celloleón” em León (2018), Primeiro Prêmio no Concurso de Jovens Músicos de Câmara de Ávila (2018).

    Aos 11 anos, estreou como solista com a JORCAM (Joven Orquesta y Coro de la Comunidad de Madrid), interpretando o Concerto em dó menor de Antonio Vivaldi. Aos 12 anos, interpretou o Concerto para dois violoncelos do mesmo compositor com a mesma orquestra. Mais tarde, atuou como solista com a Orquesta La Lira Ospal, a Madrid Festival Orchestra sob a direção de Albert Skuratov, e com a Orquesta de la Universidad de Alcalá na Capilla de San Ildefonso. Aos 17 anos, Julia estreou na América Latina interpretando o Concerto em mi menor de J. Khachaturian com a Orquesta Sinfónica Nacional de San Juan (Argentina), sob a direção do maestro Wolfgang Wengenroth. Após esse concerto, foi novamente convidada a atuar como solista em 2024, junto à maestrina Yenny Delgado. Em 2024, aos 18 anos, foi convidada pelo maestro Eduardo Vassallo para o 8º Festival Latinoamericano de Violonchelo, em Buenos Aires, onde recebeu o prêmio de “projeto artístico internacional”. Nesse festival, ofereceu três recitais, incluindo a estreia nacional de Bunraku de Mayuzumi. Também interpretou o Concerto em mi menor de Elgar como solista com a Orquesta Sinfónica de Mendoza, sob a batuta do maestro Pablo Herrero Pondal, abrindo a temporada 2024 da orquestra.

    Julia apresentou recitais em alguns dos espaços mais importantes da Espanha, como o Auditorio Nacional de Música, o Auditorio Sony, o Ateneo de Madrid e a Fundación Jardí dels Tarongers em Barcelona. Foi convidada a tocar recitais e como solista em palcos internacionais na França (Paris), República Tcheca, Itália, Alemanha, Polônia, Hungria, Argentina e Chile.

    Entre os marcos de sua carreira destacam-se convites para o International Mendelssohn Festival (2025), Festival Latinoamericano de Violonchelo (2024), Kammermusikfest Winsen – Katharina Sellheim & Friends (2024), Sommermusik im Oberen Nagoldtal (2024), Festival Academy Budapest (2023), Triangel Festival de Dresden (2023), Inusual Music Week em Santander (2023), Cello Akademie Rutesheim na Alemanha (2022), Festival Bahía em Cádiz (2020), ProCello Foundation Szamotuly-Masterclass na Polônia (2019), Curso Internacional de Música de Benidorm (2019), Festival “Interpretación Musical Escénica” no Real Sitio de San Ildefonso (2019), Festival CelloLeón (2018), Festival Clásicos Colgados (2016) e Vic Cello Festival (2014).

    Atualmente cursa o Bacharelado em Música sob a tutela do professor Jean-Guihen Queyras na Hochschule für Musik Freiburg. Anteriormente estudou com o professor Leonid Gorokhov em Hannover, graças ao apoio das Becas Ch e do Förderkreis der Hochschule für Musik, Theater und Medien Hannover. Aos 15 anos, foi aceita na Escuela Superior de Música Reina Sofía, na Cátedra Aline Foriel-Destezet, onde foi aluna do professor Iván Monighetti. Recebeu bolsa de matrícula e instrumento da Fundación Albéniz.

    Julia começou a estudar violoncelo aos quatro anos. Ao longo de sua carreira, foi selecionada para masterclasses com artistas renomados como Arto Noras, Wolfgang Emanuel Schmidt, Frans Helmerson, Philippe Muller, Sebastian Klinger, Claudio Bohórquez, Troels Svane, Nicolas Altstaedt, entre outros, e em música de câmara com Nicolás Chumachenco, Markus Becker, Aitor Hevia e Josep Puchades (Quarteto Quiroga), Krzysztof Chorzelski (Quarteto Belcea), Heinz Holliger, Pascal Moraguès e Ralf Ghotóni.

    De 2014 a 2019, Julia integrou o Quarteto Albatros, dirigido pelo professor Sergio Castro. Durante esse período, participou de festivais como Música en Vena em Madri e do VII Concierto sobre la Hierba nas Astúrias. Durante sua estadia na Escuela Reina Sofía, integrou o Trío Contrapunto BBDO, sob a direção de Marta Gulyás, e o Cuarteto Banco de España, sob a direção de Heime Müller.

    Estes concertos e masterclasses de Julia Tripodo no Chile são possíveis graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio da sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 29 de janeiro, 12h: Anfiteatro Lago Llanquihue, Teatro del Lago, Frutillar, Chile

    30 de janeiro, 19h: Polifuncional Amigos de la Música, Frutillar, Chile