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Michael Pipoquinha Quinteto (Brasil) – Turnê europeia por Suíça, Irlanda e Áustria
Título do projeto: Michael Pipoquinha Quinteto
Nome do artista/agrupação: Michael Pipoquinha Quinteto
País: Brasil
Linha de convocatória: Apoio à circulação de profissionais da música
Ano da convocatória: 2024Michael Pipoquinha é um reconhecido baixista brasileiro, nascido no interior do Ceará, que vem construindo uma sólida carreira, posicionando-se como uma das figuras mais destacadas da nova geração da música instrumental. Iniciou a sua formação musical aos sete anos na guitarra e logo migrou para o baixo elétrico. Aos doze anos já se apresentava profissionalmente, e aos treze alcançou projeção nacional na televisão brasileira. Desde então, sua carreira adquiriu dimensão internacional, com apresentações nas Américas, Europa, Ásia e África, além de uma forte presença digital que ampliou seu alcance. Seu virtuosismo tem sido amplamente reconhecido por figuras de referência do instrumento, consolidando-o como um expoente central do baixo elétrico contemporâneo, em diálogo com tradições como o jazz e a música brasileira.
Com o apoio do Ibermúsicas, o Michael Pipoquinha Quinteto realizou uma turnê europeia que incluiu apresentações em países como Suíça, Irlanda e Áustria, em espaços de relevância para a música instrumental e o jazz. Entre os destaques do percurso está sua participação no Sligo Jazz Project (Irlanda), um reconhecido festival internacional que combina concertos, workshops e masterclasses, bem como sua apresentação no La Spirale Jazz Club, em Friburgo (Suíça), um dos palcos mais prestigiados do circuito jazzístico do país. A turnê também incluiu apresentações no âmbito do ciclo Musig im Pflegidach, em Muri, na Suíça. Em termos de repercussão, a participação do artista foi destacada em plataformas culturais e meios de comunicação locais, que sublinharam tanto seu virtuosismo técnico quanto a potência de sua proposta musical híbrida. Por sua vez, o Ibermúsicas destacou a relevância desta turnê no fortalecimento da circulação internacional da música brasileira.
É interessante notar que o projeto artístico de Michael Pipoquinha se insere em uma busca que articula tradição e contemporaneidade, em sintonia com uma rica tradição da música instrumental brasileira que soube integrar virtuosismo técnico, experimentação e diálogo com o jazz, como se observa nas trajetórias de Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti e Hamilton de Holanda. Nesse contexto, sua proposta combina repertório autoral —proveniente de seu álbum Um Novo Tom— com clássicos do jazz e da música brasileira, projetando essa herança para uma linguagem contemporânea atravessada pela improvisação e pelo cruzamento de gêneros.
Assim, sua abordagem composicional parte de uma lógica aberta e sensorial: como ele mesmo afirma, “estou atento às melodias que chegam até mim”, uma prática que privilegia a intuição e o desenvolvimento orgânico das ideias musicais. Essa perspectiva se traduz em uma proposta que transita por gêneros como bebop, groove, soul e world music, configurando uma experiência sonora que possibilita cruzamentos culturais e espaços de improvisação compartilhada. Ao mesmo tempo, sua concepção pedagógica e artística reforça essa dimensão: “Todo mundo tem música dentro de si”, afirmou em entrevista à Bass Magazine, sublinhando uma visão inclusiva da criação que enfatiza o desenvolvimento individual dentro de uma linguagem comum.
Essa combinação entre virtuosismo técnico, abertura estética e vocação para o intercâmbio intercultural fundamenta a relevância de sua participação em circuitos internacionais e justifica o apoio do Ibermúsicas à mobilidade do projeto, na medida em que seu trabalho não apenas difunde a música brasileira contemporânea, mas também gera instâncias concretas de diálogo artístico em contextos globais. O próprio Pipoquinha destaca: “depois de mais de quinze anos em turnê pela Europa com diferentes formações, poder levar pela primeira vez minha banda original —os músicos que fazem parte de todo o meu processo criativo— foi fundamental, e isso só foi possível graças ao apoio do Ibermúsicas, que viabilizou nossa mobilidade e a realização desta turnê.”
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Luana Flores (Brasil) – Nordeste Futurista – Tour Latina 2025 por Chile e Argentina
Título do projeto: Turnê Latina 2025 – Luana Flores – Nordeste Futurista
Nome do artista/agrupação: Luana Flores
País: Brasil
Linha de convocatória: Apoio à circulação de profissionais da música
Ano da convocatória: 2024Em dezembro de 2025, a artista brasileira Luana Flores apresentou na América Latina seu projeto Nordeste Futurista, em uma turnê que acabou se configurando como uma instância-chave de reconfiguração artística e territorial. Inicialmente concebida como uma etapa de internacionalização nos Estados Unidos, a proposta foi posteriormente reformulada, direcionando sua circulação para o Chile e a Argentina. Esse deslocamento, longe de representar uma perda, possibilitou uma inserção mais profunda no cenário cultural latino-americano, fortalecendo redes de colaboração, produção e circulação regional que se mostraram altamente frutíferas.
Nascida em João Pessoa (Paraíba), Luana Flores —beatmaker, DJ, percussionista, cantora e compositora— insere-se em uma nova cena brasileira que articula tradição e experimentação a partir de uma perspectiva situada. Seu trabalho funde ritmos da cultura popular nordestina —como o coco e o maracatu— com a música eletrônica contemporânea, em uma busca que, segundo a própria artista, visa “ressignificar o tradicional no contexto urbano e digital”. Nesse cruzamento entre ancestralidade e tecnologia, sua proposta também aborda problemáticas contemporâneas relacionadas ao gênero, à territorialidade e à resistência cultural.
A turnê —primeira incursão da artista no circuito latino-americano— ocorreu entre 5 e 11 de dezembro de 2025 e incluiu apresentações em Santiago de Chile, no evento El Clan – Experiencia Andestral, e em Valparaíso, além do encerramento em Buenos Aires, no âmbito da festa Por amor al baile. A essas apresentações somaram-se instâncias de criação e formação, como sessões de gravação em Santiago com a artista local Madela e em Rosário (Argentina) com músicos da cena independente, consolidando um processo de intercâmbio artístico que foi muito além do formato de concerto. Nesse sentido, sua proposta cênica —definida pela crítica como uma experiência que cruza “ancestralidade, tecnologia e narrativa futurista”— projeta-se como um dispositivo de conexão entre territórios e linguagens.
Mais do que uma circulação pontual, o projeto possibilitou a construção de novas redes profissionais e artísticas na região, incluindo vínculos com programadores, festivais e instituições culturais, bem como a geração de material colaborativo com artistas locais que continuará a se desenvolver em futuros lançamentos. Nesse contexto, o apoio do Ibermúsicas mostrou-se fundamental para a realização da turnê, ao permitir a mobilidade internacional e sustentar a viabilidade do projeto. Como sintetiza a própria Luana: “a ajuda concedida pelo Ibermúsicas foi fundamental para a concretização do projeto, possibilitando os deslocamentos, as apresentações e as colaborações com artistas locais, além de fortalecer redes e ampliar minha presença internacional”.








