Categoria: Notícias gerais

  • O selo discográfico chileno Trigal e a Marejada participarão, com uma delegação, da sexta edição do Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território, no Panamá

    O selo discográfico chileno Trigal e a Marejada participarão, com uma delegação, da sexta edição do Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território, no Panamá

    Como parte da programação oficial, a destacada artista chilena Gatajazz e o duo ROCAMADOUR foram selecionados para se apresentar nos aguardados MIM Showcases. Este espaço é estrategicamente concebido para que os projetos musicais da Ibero-América ressoem com força diante de programadores, selos e meios de comunicação internacionais, promovendo a descoberta de novos talentos e a exportação da música chilena.

    Contribuindo diretamente para essa visão estrutural e para o desenvolvimento de ambientes de trabalho dignos, Tania Meza, diretora do Selo Trigal e da Marejada, integrará o painel-chave: Conversatório: Espaços Seguros para Todos os Sentires: Gênero, Neurodivergência e Diversidade LGBTIQIA+. Sua participação busca fortalecer a implementação de protocolos integrais de segurança, assegurando que todas as identidades possam criar, trabalhar e se desenvolver com total liberdade e com plenas garantias de respeito à sua integridade.

    O Encontro Mulher, Dissidência, Música e Território está consolidado como um espaço-chave de articulação e formação para a cadeia de valor da música. Destaca-se por ser uma plataforma que visibiliza mulheres e dissidências na música, ao mesmo tempo em que aposta firmemente na criação de espaços seguros para o desenvolvimento de um ecossistema mais diverso, igualitário e humano.

    A presença desta comitiva neste importante espaço de intercâmbio ibero-americano é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas e do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile.

    • De 7 a 10 de outubro, na Cidade do Panamá

  • Apresenta-se a obra Llamado para fagote e tambores batá, no âmbito de um projeto audiovisual realizado entre a Costa Rica e Cuba

    Apresenta-se a obra Llamado para fagote e tambores batá, no âmbito de um projeto audiovisual realizado entre a Costa Rica e Cuba

    O projeto busca resgatar, reimaginar e difundir o folclore latino-americano e caribenho por meio da criação e produção de repertório contemporâneo criado por mulheres. A partir da obra Llamado, da compositora cubana Paula Piñeiro, inspirada nos tambores batá e na espiritualidade yoruba, foi realizada uma produção audiovisual que une o trabalho de artistas de Cuba e da Costa Rica.

    Piñeiro inspira-se na tradição yoruba de Cuba, particularmente nos cantos dedicados a Elegguá, orixá guardião dos caminhos e mediador entre o humano e o divino. Dentro dessa cosmovisão, Elegguá é invocado no início dos rituais, pois abre os canais de comunicação entre o mundo humano e o espiritual. Esses cantos afrocubanos caracterizam-se por estruturas de chamado e resposta e por uma complexa polirritmia articulada pelos tambores batá: iyá, itótele e okónkolo.

    A partir desse entramado sonoro, o fagote assume o papel de voz guia, evocando o canto dedicado a Elegguá, enquanto os tambores batá sustentam os interlúdios dançantes que ativam o movimento e a energia ritual.

    Participam deste projeto: Paula Piñeiro (Cuba), compositora; Natasha Pizarro (Costa Rica), fagotista e diretora do projeto; José María Piedra (Costa Rica), percussionista; Iván Horton (Costa Rica), diretor e realizador audiovisual; e Jorge Molina (Cuba), diretor e produtor audiovisual.

    Este projeto foi selecionado na convocatória de 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Apoio a Projetos Virtuais.

    • 10 de julio: estreia oficial nas plataformas

  • O grupo “Elena y la Orquesta Lunar”, da Costa Rica, celebra seus 10 anos de trajetória com a turnê “Menguante Tour” por diferentes cidades argentinas

    O grupo “Elena y la Orquesta Lunar”, da Costa Rica, celebra seus 10 anos de trajetória com a turnê “Menguante Tour” por diferentes cidades argentinas

    Após dez anos de música e caminhos compartilhados, “Menguante” é uma turnê que, mais do que um percurso geográfico, representa uma viagem interior. A lua minguante simboliza a passagem do tempo, o encerramento de um ciclo que nos prepara para o nascimento de outro.

    O espetáculo “Menguante”, de Elena y la Orquesta Lunar, reúne material recente junto com algumas canções de seu primeiro disco, que há vários anos não eram interpretadas ao vivo. A série de concertos terá início em San José, Costa Rica, e continuará em julho com uma turnê pelo norte da Argentina, com concertos e atividades em Córdoba, Santiago del Estero e Tucumán.

    Elena y La Orquesta Lunar é uma agrupação costarriquenha fundada e dirigida em 2016 pela compositora, cantora e violoncelista Elena Zúñiga Escobar. A música desta orquestra propõe uma fusão com uma identidade sonora única dentro da música latino-americana contemporânea. Sua proposta transita pelo gênero world fusion, integrando sons do folclore latino-americano e costarriquenho com influências do jazz e ritmos de matriz africana em suas percussões. Tudo isso se entrelaça por meio de uma instrumentação variada, composta por violoncelo, violino, piano, percussões, harpa, baixo, vozes e quatro venezuelano.

    Esta turnê argentina de “Elena y la Orquesta Lunar” é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de “Auxílio à Circulação de Profissionais da Música”, chamada 2025.

    • 3 de julho, 14h: Oficina de música afro-caribenha – Casa de Cultura de Villa Allende, Córdoba, Argentina
    • 4 de julho: Concerto no Teatro Comedia, Córdoba, Argentina
    • 5 de julho: Encontro com o Indio Froylán, Santiago del Estero, Argentina
    • 8 de julho: Gravação de podcast para Cultura Caníbal, Santiago del Estero, Argentina
    • 10 de julho, 17h: Intercâmbio de gestão cultural – Citá Abasto
    • 11 de julho, 20h: Concerto no Centro Cultural Virla (Julio Cultural), Tucumán, Argentina

  • O músico português Afonso Cabral inicia uma digressão pela China e pelo Japão

    O músico português Afonso Cabral inicia uma digressão pela China e pelo Japão

    Afonso Cabral (Lisboa, 1986) tem sido uma presença constante, na cena musical lisboeta nos últimos 15 anos – quer seja com os seus You Can’t Win, Charlie Brown, como parte integrante das bandas de Bruno Pernadas, Minta & The Brook Trout ou Mais Alto! ou como escritor de canções para outros intérpretes. Nesse último campo, destacam-se “Perto”, interpretada pela fadista Cristina Branco, e ainda “Anda Estragar-me os Planos”, escrita em parceria com Francisca Cortesão, para o Festival da Canção 2018, para a voz de Joana Barra Vaz, e reinterpretada mais tarde por vários cantores, tais como Salvador Sobral e Tim Bernardes.

    Depois de “Morada”, em 2019, lançou, no final de 2024, o seu segundo álbum a solo, “Demorar” —  um disco de novas canções com a voz de Cabral no centro e que conta com participações do japonês Shugo Tokumaru e de Manuela Azevedo, dos Clã. “Demorar” foi muito bem recebido pela crítica, fazendo frequentemente parte das listas de melhores do ano.

    Nos últimos anos, teve o privilegio de poder actuar algumas vezes no Japão, principalmente com Bruno Pernadas, no Festival de Frue e no WWW X, em Shibuya, em 2018 e no Fruezinho em 2022. Em 2023 também actuou em Tokyo, no Kong Tong, num concerto de Afonso Cabral + Minta & The Brook Trout a solo.

    Embalado por essas experiências, em “Demorar”, a cultura japonesa também tem um lugar de destaque. O tema “Paraíso” é uma clara referência e homenagem ao ícone japonês, Haruomi Hosono, e a música “Confusão / ざわめき” é um dueto com o conceituado músico Shugo Tokumaru, escrito e gravado por Cabral, em Lisboa, e por Tokumaru, em Tokyo.

    Agora, Afonso Cabral tem a oportunidade de reforçar os laços com o Japão, com uma digressão que passará por Osaka, Kyoto, Nagoya e Tokyo. Adicionalmente, surgiu a hipótese única do músico português apresentar-se na China, Macau e em Hong Kong.

    Afonso Cabral será acompanhado, em palco, por Pedro Branco, um dos mais brilhantes guitarristas de jazz em Portugal e companheiro musical de Cabral há vários anos.

    Branco é, também ele, membro da banda You Can’t Win, Charlie Brown e fundador do projecto Old Mountain. Participa ou participou nos mais variados projetos com nomes tão díspares como Tiago Bettencourt, Fausto Bordalo Dias (concerto 40 anos Por Este Rio Acima), Mazgani, Lavoisier, Afonso Cabral ou Tipo. Na sua recente discografia note-se o seu primeiro disco a solo “A Narrativa Épica do Quotidiano”, o disco a meias com Tape Junk “Bolero” ou o seu projecto iconoclasta “Branco toca Marco Paulo” que espera a edição do seu primeiro disco já este ano.

    Esta digressão de Afonso Cabral pela China e Japão é possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas, através da sua linha de “Apoio à circulação de profissionais da música”, convocatória de 2025.

    • 2 de julho: Old Heaven, Shenzhen, China
    • 3 de julho: Casa Garden, Macau
    • 4 de julho: Antique 3000, Zhuhai, China
    • 5 de julho: Chez Trente
    • 8 de julho: Elevaty, Osaka, Japão
    • 9 de julho: Submarine, Kyoto, Japão
    • 10 de julho: Stiff Slack, Nagoya, Japão
    • 11 de julho: Wall&Wall, Tokyo, Japão

  • O guitarrista português Samuel Rived apresenta no México seu programa “Águila o Sol”

    O guitarrista português Samuel Rived apresenta no México seu programa “Águila o Sol”

    A proposta do programa deste concerto é a exploração da dualidade tanto na música quanto em seus autores, de maneira multifacetada. Este percurso aborda períodos extremamente diversos e os conecta por meio dessas dualidades. Assim como uma moeda lançada ao ar, tudo pode ter duas faces: “Águila” ou “Sol”.

    Dessa forma, criam-se vínculos que vão se entrelaçando por meio da escuta e da memória. Ainda que nem sempre de maneira plenamente consciente, a intenção do intérprete é guiar e criar essas conexões no público. A curadoria do programa, a manipulação do silêncio e do som, assim como breves explicações, contribuem para essa experiência.

    A primeira peça do concerto está conectada com a última. “Les Barricades mystérieuses” é uma obra em forma de rondó do compositor francês François Couperin; uma peça curta e de aparente simplicidade, cuja genialidade e beleza inspiraram o compositor sérvio Dušan Bogdanović a escrever “Mysterious Habitats”, com a qual o concerto se encerra. Dessa forma, e com um intervalo de cerca de 300 anos, uma obra do século XVIII e outra do século XX servem para abrir e fechar o programa.

    O compositor mexicano Manuel M. Ponce consolidou-se no mundo da guitarra clássica como um dos compositores mais queridos, cujas obras ressoam em salas de concerto de todo o mundo, interpretadas pelos mais proeminentes guitarristas da atualidade. A outra face de Ponce é a de um dos autores do folclore no México, com diversas composições como Valentina, Estrellita, Por ti mi corazón, entre outras.

    Os compositores italianos Giulio Regondi e Nuccio D’Angelo não têm nada a ver um com o outro, estritamente falando. No entanto, tanto o “Rondo e Caprice” quanto “Due Canzoni Lidie” apresentam um temperamento que se desenvolve de maneiras semelhantes. Ambas as obras, estruturadas em dois grandes blocos, têm em sua primeira metade um caráter improvisatório e livre, dando grande protagonismo à beleza e à doçura que caracterizam a guitarra, bem como à exploração do som e à manipulação do tempo. Em contrapartida, a segunda metade caracteriza-se, em ambas as peças, por sua grande explosividade, dinamismo e virtuosismo.

    Samuel Rived estudou na Inglaterra no prestigioso Royal Northern College of Music, onde trabalhou com Craig Ogden. Ao longo de sua formação, participou de masterclasses com Thomas Viloteau, Jason Vieaux, Zoran Dukic, Steven Goss, entre outros.

    Em 2022, cofundou a “Casa Catrín”, um projeto sediado em Bruxelas cujo objetivo é criar uma comunidade que impulsione jovens intérpretes, oferecendo educação musical de alta qualidade e concertos para todos aqueles que amam ou estão por descobrir a guitarra clássica. Em 2025 concluiu um mestrado no Conservatório Real de Bruxelas sob a tutela de Antigoni Goni. Apresentou-se como solista, em música de câmara e em diversos ensembles em diferentes palcos da Itália, Finlândia, México, Estados Unidos, Portugal, Bélgica e Reino Unido.

    Esta turnê mexicana de Samuel Rived é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Ajuda à Circulação de Profissionais da Música, convocatória 2025.

    • 1 e 2 de julho: Masterclass e concerto no Museu do Vice-Reinado (San Luis Potosí)
    • 10 de julho: Concerto (Zitácuaro, Michoacán)
    • 14 de julho: Concerto na Casa del Tiempo (Cidade do México)
    • 25 de julho: Concerto na Casa Gemela (Mérida, Yucatán)
    • 30 e 31 de julho: Masterclass e concerto na Universidade das Artes de Yucatán (Mérida, Yucatán)
    • 6 e 7 de agosto: Concerto e conferência na Escola de Música do Estado de Hidalgo (Pachuca, Hidalgo)

  • Celebrando 40 anos de trajetória fonográfica, a artista brasileira Alzira E fará uma turnê por Portugal e Espanha

    Celebrando 40 anos de trajetória fonográfica, a artista brasileira Alzira E fará uma turnê por Portugal e Espanha

    A turnê de Alzira E em Portugal e Espanha marca um momento histórico na carreira da artista, celebrando seus 40 anos de trajetória fonográfica e o lançamento do show Senhora do Tempo, concebido a partir do resgate de mais de 40 composições inéditas digitalizadas durante a produção do documentário Aquilo que Eu Nunca Perdi, vencedor do Festival InEdit Brasil em 2021.

    Com 16 discos lançados, mais de 160 canções gravadas e parcerias com nomes centrais da música brasileira — como Itamar Assumpção, Alice Ruiz, Zélia Duncan, Juçara Marçal e Tiganá Santana —, Alzira construiu um repertório singular que articula influências do pop, do rock, da música regional do Pantanal e das tradições latino-americanas. Sua presença na Europa representa a oportunidade de apresentar ao público ibérico uma artista cuja obra alia inovação estética, profundidade poética e um compromisso histórico com a criação coletiva, inspirando gerações mais jovens como Anelis Assumpção, Tulipa Ruiz, Iara Rennó e Luiza Brina.

    Além dos concertos, a turnê prevê ações de mediação cultural e formativa, como palestras e workshops. Um dos destaques será sua participação no Festival MIMO, em Amarante (Portugal), onde Alzira compartilhará com o público seu processo artístico de composição. Em todas as cidades contempladas pela turnê haverá ainda exibições do documentário Aquilo que Eu Nunca Perdi, que aprofunda a compreensão de sua obra e de sua contribuição à música brasileira contemporânea.

    Alzira E é o nome que Alzira Espíndola adotou desde 2007. É compositora, instrumentista, intérprete de sua obra, diretora artística e produtora musical da sua carreira. Brasileira, Alzira Maria Miranda Espíndola nasceu em 1957 em Campo Grande, no Estado de Mato Grosso do Sul e veio de uma família de artistas. Participou da icônica banda Tetê e os Lírios Selvagens em meados dos anos 70. Alzira é uma das maiores referências da composição feminina brasileira contemporânea. Suas músicas são gravadas por grandes artistas como Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Virginia Rodrigues, Zélia Duncan, Fabiana Cozza, Maria Alcina, Simone, André Abujamra, Tiganá Santana, Peri Pane, Gustavo Galo, Carlos Navas entre outros.

    Suas composições carregam influências do pop, do rock, da música regional do centro-oeste, presente nos ritmos tercinados, pela influência da cultura de fronteira e de suas raízes latinas (Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina).

    Gravou 16 discos que registram sua presença na música brasileira contemporânea, mantendo posições marcantes de vanguarda e de inovação.

    Esta turnê europeia de Alzira E é possível graças ao suporte da Ibermúsicas por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 1 de julho: Bota, gravação de duas músicas para o projeto Esquina Nua – Madrid Instagram, Lisboa, Portugal
    • 2 de julho: Bota, exibição do filme “Aquilo Que Eu Nunca Perdi” + apresentação musical, Lisboa, Portugal
    • 4 de julho: apresentação musical no Festival Mimo, Guimarães, Portugal
    • 5 de julho: workshop sobre composição, Festival Mimo, Guimarães, Portugal

  • O rapper brasileiro Morcego lança “Khanyisa”, primeiro amapiano multilíngue a conectar Brasil e África do Sul em quatro idiomas

    O rapper brasileiro Morcego lança “Khanyisa”, primeiro amapiano multilíngue a conectar Brasil e África do Sul em quatro idiomas

    O rapper e artista multidisciplinar Morcego lança Khanyisa, uma obra musical que propõe um encontro inédito entre culturas, idiomas e territórios. Misturando português, inglês, zulu e xhosa em uma única faixa, o projeto constrói uma ponte sonora entre Brasil e África do Sul dentro do universo global do Amapiano.

    O Amapiano é um subgênero musical da house music originário da África do Sul, que se tornou um fenômeno global. O termo, derivado da língua zulu, significa literalmente “os pianos”. O som mistura deep house, kwaito, jazz e melodias suaves de piano com linhas de baixo profundas e muita percussão.

    Mais do que uma experimentação musical, Khanyisa nasce como resultado de uma experiência de intercâmbio artístico e reconexão afro-diaspórica. A música foi desenvolvida durante a residência artística de Morcego na Universidade da Cidade do Cabo (University of Cape Town), em colaboração com artistas sul-africanos Likho Yonto e Nkolo Mabhani.

    A palavra Khanyisa, que significa “iluminar” ou “brilho do sol”, traduz a essência da música: uma mensagem sobre fé, perseverança e esperança. A letra fala sobre permanecer acreditando mesmo diante das dificuldades, pedindo que a luz continue acesa nos momentos de tristeza, medo e escuridão.

    Com uma sonoridade que une a energia contemporânea do Amapiano a elementos de espiritualidade e ancestralidade, a faixa cria uma experiência sensorial que atravessa fronteiras geográficas, linguísticas e emocionais.

    “Khanyisa fala sobre continuar caminhando mesmo quando a luz parece distante. É sobre fé, ancestralidade e lembrar que existe força dentro da gente mesmo nos momentos mais difíceis.”Morcego

    Morcego é artista, pesquisador e coordenador geral do projeto. Artista independente negro, com mais de 400 milhões de plays, indicado ao MTV MIAW, colaborou com nomes como Edi Rock, Lourena, Delacruz, Maria, Turma do Pagode e Barbara Labres. Já realizou campanhas para grandes marcas (Amarula, Voar Maricá, Azul Linhas Aéreas). Certificado em Music Business e Music Marketing pela PUC-Rio. CEO da ROCKA, produtora de audiovisual e projetos culturais. Além de ser o fundador da incubadora Afrosons, que acelera jovens artistas negros, em São Paulo foi contemplada via emenda parlamentar para ser executada em 2027 e, no Rio de Janeiro, está sendo acelerada pelo Instituto Futuros e a Secretaria de Cultura do Estado.

    Esta residência de Morcego na África do Sul foi possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a artistas e pesquisadores para residências, convocatória 2025.

  • Já estão disponíveis no site do Ibermúsicas os formulários de inscrição para a apresentação de propostas na convocatória 2026

    Já estão disponíveis no site do Ibermúsicas os formulários de inscrição para a apresentação de propostas na convocatória 2026

    Desde segunda-feira, 15 de junho, todos os formulários de inscrição para as nossas Convocatórias para projetos a realizar em 2027 e para Prémios estão disponíveis.

    Os formulários de inscrição têm a opção de guardar as informações inseridas como rascunho, facilitando o trabalho e permitindo iniciar o preenchimento do projeto mesmo sem todos os documentos obrigatórios. Recomendamos o uso dessa opção para se familiarizar com os processos de candidatura.

    Além disso, é altamente desaconselhável deixar a inscrição para o último dia, pois:

    • pode haver algum requisito de última hora que não havia percebido antes e não terá tempo suficiente para cumprir
    • o tráfego no site pode apresentar complicações e dificuldades

    A equipa da Unidade Técnica do Ibermúsicas está à disposição das candidatas e dos candidatos durante os quatro meses em que as convocatórias estão abertas para fornecer orientação na apresentação dos projetos ou resolver qualquer problema que possa surgir. No entanto, é importante relembrar que esse suporte não pode ser fornecido nos últimos dias, devido à impossibilidade de atender à procura regional em simultâneo.

    Os júris avaliarão os candidatos de acordo com as informações apresentadas nos perfis do Catálogo do Sector carregados no sítio web do Ibermúsicas. Recomenda-se manter os perfis completos e atualizados, prestando especial atenção ao texto descritivo que é de grande relevância para o júri, uma vez que é o texto que fornece toda a informação necessária no momento da avaliação. Para editar os perfis, tem que aceder ao menu “Catálogos” no sitio web do Ibermúsicas.

    Recomendamos também visitar a nossa nova seção de Perguntas frequentes, seguir-nos nas redes sociais e ativar as notificações.

    Convidamos todo o setor musical envolvido na grande rede do Ibermúsicas a apresentar as suas propostas.

    Celebramos quinze anos de músicas que viajaram, de artistas que encontraram novos palcos, de culturas que se reconheceram umas nas outras e de políticas públicas que colocaram o setor musical no centro da agenda regional.

    Convidamos todo o setor musical ibero-americano a apresentar projetos capazes de gerar um impacto positivo em qualquer lugar do mundo!

    Formulários disponíveis

  • Juan Villoro (México) e Belén Pasqualini (Argentina) concluíram a criação de “El Cuarto Cerrado”, obra teatral e musical que será estreada em 2027

    Juan Villoro (México) e Belén Pasqualini (Argentina) concluíram a criação de “El Cuarto Cerrado”, obra teatral e musical que será estreada em 2027

    Com o apoio do Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a Projetos Virtuais, Juan Villoro, do México, e Belén Pasqualini, da Argentina, deram forma a “El Cuarto Cerrado”, uma obra em coautoria.

    El Cuarto Cerrado é uma obra que propõe um cruzamento entre o teatro, a música contemporânea e diversos universos científicos, particularmente a matemática, a física e a cosmologia, para abordar uma história atravessada pelos vínculos familiares, pela herança simbólica e pelos legados femininos transmitidos de geração em geração.

    A obra trata de três gerações de cientistas: a Avó é matemática, a Mãe é física e a Filha é cosmóloga. Essa filiação acompanha o desenvolvimento histórico dessas disciplinas, que começaram com os números e desembocaram nas simulações dos cosmólogos. No entanto, não estamos diante de uma história da ciência. As diferentes concepções do universo entram em tensão, motivadas por questões pessoais. Este é, justamente, o núcleo da trama: a busca pelos mistérios do universo é tão intrincada quanto a solução das neuroses mais íntimas.

    O projeto nasce do encontro entre o escritor mexicano Juan Villoro e a artista argentina Belén Pasqualini, e constitui uma nova instância de diálogo entre a criação cênica e o pensamento científico. Sua origem está em uma ideia concebida por Pasqualini, que convidou Villoro a somar-se a esta aventura artística. A partir desse impulso inicial, ambos desenvolveram conjuntamente uma obra original na qual a escrita, a música e a pesquisa dialogam de maneira permanente.

    A colaboração se inscreve em uma linha de trabalho que Villoro vem desenvolvendo em obras vinculadas ao universo científico, como La desobediencia de Marte e Filosofía de vida, experiências que demonstraram a potência do teatro como espaço de encontro entre conhecimento, emoção e reflexão.

    O conceito musical da obra surge de uma necessidade profunda de explorar o universo das constelações familiares através do som. Por se tratar de uma obra que cruza ciência e arte, a música condensada no violoncelo adota um caráter estritamente minimalista. Esta decisão estética funciona como uma metáfora indireta da própria ciência: um universo com pouco cenário, sem adornos desnecessários, onde as hipóteses são informação dura e onde a sonoridade se concentra na pureza da sua estrutura. O instrumento, que será executado por uma das atrizes, afasta-se por momentos do seu uso convencional ou clássico, mediante técnicas estendidas como a fricção. O violoncelo abandona a obrigatoriedade da mera melodia linear para se transformar num gerador de sensações e impressões puras.

    El Cuarto Cerrado tem estreia prevista em Buenos Aires durante 2027, com projeção de futuras apresentações no México, consolidando assim uma ponte artística entre ambos os países e suas tradições culturais.

  • O cantor brasileiro Cesar Soares chega a Lisboa com a turnê “Encanto – voz e violão”

    O cantor brasileiro Cesar Soares chega a Lisboa com a turnê “Encanto – voz e violão”

    “Encanto – voz e violão” apresenta uma nova leitura do álbum de estreia do cantor, compositor e multiartista Cesar Soares, revelando a força das canções em sua essência, sem abrir mão da intensidade e da pulsação que marcam sua obra. Ao lado do guitarrista e violonista Fernando Caneca, o espetáculo propõe um formato dinâmico, em que momentos de delicadeza convivem com passagens rítmicas, expansivas e cheias de energia.

    O repertório percorre as faixas do álbum Encanto, lançado em 2025, transitando entre o pop contemporâneo e a música popular brasileira. Canções autorais como “Não deixa, não!” e “Mal de Amor” ganham novos contornos no diálogo direto entre voz e violão, além da releitura de “Balada do Louco”, clássico imortalizado por Rita Lee e pela banda Os Mutantes. A proposta valoriza a interpretação, a presença cênica e a comunicação direta com o público, criando uma experiência envolvente e potente.

    Durante a circulação, serão realizados registros audiovisuais dos shows e seus bastidores, e será gravado em território português o videoclipe da canção “Pra Me Jogar”, integrante do álbum Encanto, expandindo a presença audiovisual e a difusão da obra. Os conteúdos terão direção de Zéca Vieira, criador da produtora Monstera Criativa, que já trabalhou com artistas como Ney Matogrosso, Letrux, Toni Garrido, Xande de Pilares, Leci Brandão e Johnny Hooker. O material finalizado será posteriormente apresentado em evento aberto ao público no Rio de Janeiro.

    Semifinalista do The Voice Brasil (2022), Cesar Soares vem consolidando sua trajetória na música brasileira contemporânea ao unir identidade, performance e repertório autoral. Sua pesquisa artística atravessa temas como afeto, liberdade e pertencimento, construindo uma obra sensível e conectada com o presente.

    Ao seu lado, Fernando Caneca, guitarrista e violonista pernambucano, traz uma trajetória sólida e reconhecida na música brasileira. Já colaborou com Ivan Lins, Marisa Monte, Caetano Veloso, Gal Costa, Vanessa da Mata, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho, entre outros. Integrante do trio instrumental FLENKS, indicado ao Grammy Latino, também desenvolveu projetos autorais como o disco Visitando Canhoto da Paraíba e atua como produtor, arranjador e diretor musical em diversos trabalhos. Sua versatilidade e refinamento musical ampliam as possibilidades do espetáculo.

    “Encanto – voz e violão” é, assim, um encontro entre dois artistas de trajetórias consistentes, que transformam o formato enxuto em uma experiência sonora rica, expressiva e surpreendente.

    Esta turnê européia de Cesar Soares é possível graças ao suporte da Ibermúsicas por meio de sua linha de apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 21 de junho: BOTA, Lisboa, Portugal