Autor: Ricardo Gomez Coll

  • A flautista mexicana Marlenne Santos Lomelí inicia na Bélgica o seu projeto “Ehécatl: Pesquisa Performativa de obras para flauta de compositoras mexicanas”

    A flautista mexicana Marlenne Santos Lomelí inicia na Bélgica o seu projeto “Ehécatl: Pesquisa Performativa de obras para flauta de compositoras mexicanas”

    Ehécatl é um projeto de pesquisa, interpretação e difusão internacional de repertório solista contemporâneo de obras escritas por compositoras mexicanas, tais como Nubia Jaime, Ana Lara, Hilda Paredes, Diana Syrse e Paloma Pérez. O desenvolvimento do projeto ocorrerá na LUCA School of Arts – Campus Lemmens, na Bélgica, durante uma residência de seis meses sob a tutoria do maestro Toon Fret, flautista de referência no campo internacional contemporâneo.

    Marlenne Santos Lomelí é flautista e flautimista mexicana, reconhecida como solista e musicista orquestral. Atualmente cursa o Mestrado em Música na LUCA School of Arts (Bélgica). Formou-se na Escuela Superior de Música y Danza de Monterrey e é graduada em Empreendedorismo pelo Tecnológico de Monterrey, onde obteve a Bolsa de Excelência Artística. É vencedora do Concurso Nacional de Flauta Rubén Islas Bravo 2023 e de outros prêmios nacionais. Possui um Artist Diploma da OAcademy e um diploma em Produção Musical pelo Studio Incaible. Foi selecionada por instituições como OSIM, OAcademy, Sinfônica Azteca e o Encuentro de Bandas Sinfónicas UDLAP. Aperfeiçoou-se na Itália com Mario Caroli e participou de festivais e masterclasses internacionais. Foi flautista principal da Sinfônica do Tecnológico de Monterrey. Em 2025, representou as mulheres no Dia Internacional da Mulher como solista com a orquestra feminina “Nosotras Sonamos” e segue sua trajetória artística como concertista da Associação Mexicana de Músicos Concertistas Sol Sonoro.

    Toon Fret é um flautista belga de destacada trajetória, formado em Bruxelas, Maastricht, Paris e Basileia com mestres como Gaby Van Riet, Barthold Kuijken e Ida Ribera. Seu perfil artístico combina a tradição europeia com um firme compromisso com as linguagens contemporâneas, aspecto que tem definido tanto sua atuação interpretativa quanto pedagógica. É professor de flauta e música de câmara no Conservatoire Royal de Musique de Liège, no Stedelijk Conservatorium de Leuven e na LUCA School of Arts. Foi docente em instituições como o Royal Conservatory of Antwerp e o Établissement d’Enseignement Supérieur de Bourgogne. Desde 1993 é membro do ensemble Oxalys e, desde 1997, do Het Collectief, grupos com os quais realizou turnês internacionais e estreou numerosas obras, consolidando-se como um referente na difusão da música dos séculos XX e XXI. Sua abordagem integra repertórios históricos e contemporâneos, ampliando o panorama da flauta por meio de novas sonoridades e colaborações com compositoras e compositores atuais. Atuou como solista com importantes orquestras europeias e possui mais de trinta gravações elogiadas por meios especializados. Sua carreira destaca-se pela excelência pedagógica, versatilidade interpretativa e papel central na promoção da música contemporânea.

    Este projeto de Marlenne Santos Lomelí foi selecionado no âmbito da convocatória Ibermúsicas 2025 na linha “Apoio à Especialização e Aperfeiçoamento Artístico e Técnico”.

  • O artista brasileiro Lalis Meireles inicia sua especialização internacional em percussão africana na African Drumming School with Ray Pereira

    O artista brasileiro Lalis Meireles inicia sua especialização internacional em percussão africana na African Drumming School with Ray Pereira

    O artista, musicista e pesquisador Lalis Meireles vai realizar uma especialização internacional em percussão africana, com orientação do mestre Ray Pereira, aprofundando sua formação em ritmos tradicionais, práticas performativas e diálogos culturais entre Brasil, África e América Latina. A oportunidade marca um novo capítulo em sua trajetória artística, reforçando sua pesquisa contínua sobre música, corporeidade, tecnologia e identidades dissidentes.

    O projeto “Corpo, Território e Música em Travessia Atlântica: Uma Vivência Afro-Diaspórica desde o Recôncavo da Bahia” promove uma imersão artístico-acadêmica com o mestre Ray Pereira, referência mundial em percussão africana e afro-cubana. Partindo do Recôncavo da Bahia — território de ancestralidade e vitalidade rítmica — Lalis estabelece uma travessia que conecta Brasil, África e Austrália. O estudo do corpo como memória, inspirado em Leda Maria Martins, orienta o encontro entre técnica, história e performance queer.

    A especialização com Ray Pereira coloca Lalis em contato direto com um mestre educador e percussionista, permitindo a imersão em estruturas rítmicas complexas, técnicas ancestrais de toque, histórias comunitárias e modos de transmissão oral que sustentam tradições musicais seculares.

    Além do aprofundamento musical, o percurso contribui para uma reflexão mais ampla sobre temporalidade, memória e diáspora, questões que atravessam sua pesquisa artística e acadêmica. Os estudos em percussão africana ampliam também seu repertório expressivo na performance e na composição, possibilitando novas combinações entre instrumentos acústicos, paisagens sonoras e elementos tecnológicos.

    “A percussão africana traz uma dimensão de tempo, corpo e comunidade que tem transformado minha forma de compor, de escutar e de me relacionar com a música. Essa especialização é um passo fundamental para aprofundar minha pesquisa e fortalecer conexões que dialogam com minha trajetória artística.”

    Com atuação que transita entre música popular, experimentação sonora, jornalismo musical e processos educativos, Lalis segue desenvolvendo projetos autorais, trilhas, performances e estudos sobre música e tecnologia — sempre atravessados por investigações sobre corpo, linguagem e possibilidades de reinvenção estética. Sua pesquisa transita por temas como temporalidade, corpo, identidades dissidentes, hibridizações linguísticas e processos criativos contemporâneos. Desenvolve composições, performances e projetos que combinam instrumentos acústicos, eletrônicos e experimentações rítmicas.

    Lalis Costa Meireles é musicista, jornalista, pesquisador e produtor musical. Multi-instrumentista, atua entre a música popular brasileira, a percussão afro-diaspórica e práticas pedagógicas inclusivas voltadas a mulheres, crianças, pessoas trans, não-binárias e com deficiência. Estudante de Música Popular Brasileira na UFRB e aluno especial do Mestrado em Artes, desenvolve pesquisas em etnomusicologia, educação musical e práticas decoloniais.

    Ray Pereira é um dos principais percussionistas e educadores da Austrália. Com estudos em Gana, Cuba, Sri Lanka e Nova York, tornou-se pioneiro na introdução do djembe e do dun dun no país. É também referência em Afro Lankan Drumming, tradição híbrida que une rítmica africana e linguagem percussiva do Sri Lanka. Integra o grupo de jazz Way Out West e colaborou com artistas como Isaac Hayes, Ricky Martin, Yothu Yindi, Archie Roach e Joe Geia. Desenvolve programas nacionais de educação musical para crianças e jovens, com forte compromisso com diversidade cultural e diálogo com povos ancestrais australianos.

    • De janeiro a março na African Drumming School, Melbourne, Australia

  • O guitarrista mexicano David Huchin inicia o processo de gravação de “Guitarra Brasileira Moderna” sobre a obra do compositor Marco Pereira

    O guitarrista mexicano David Huchin inicia o processo de gravação de “Guitarra Brasileira Moderna” sobre a obra do compositor Marco Pereira

    Modern Brazilian Guitar é um projeto dedicado à divulgação internacional do repertório contemporâneo para violão solo, através da execução e gravação de novas obras do renomado compositor brasileiro Marco Pereira, uma das figuras mais influentes do violão latino-americano.

    Entre janeiro e agosto de 2026, David Huchin se dedicará à gravação das obras no Siccas Guitars Recording Studio (Alemanha), Open Strings Berlin Studio (Alemanha) e Pyrophorus Records (Espanha), espaços de referência global onde se apresentam os melhores guitarristas clássicos do mundo. As gravações incluirão seis obras: Glow, Ballad, Bluesy, Motion, Rock e Choros de Byron, todas representativas da fusão da tradição brasileira, do jazz e da inovação contemporânea. O projeto culminará em um concerto ao vivo na Casa Catrin (Gran Hospice, Bruxelas), onde será apresentado o programa completo, oferecendo ao público uma experiência direta do repertório gravado.

    David Huchin é um guitarrista e compositor mexicano originário de Yucatán. Formado com honras pela Faculdade de Música da UNAM, continuou sua formação no Koninklijk Conservatorium Brussel, onde obteve um mestrado em guitarra clássica e uma especialização em jazz. Foi premiado em concursos internacionais como o Concurso Internacional de Violão Agustín Barrios (Alemanha), o Concurso Internacional de Violão da Tailândia e o Concurso Nacional de Violão Zapopan. Como compositor, foi beneficiário do PECDA Yucatán 2023. Realizou apresentações na Europa, América Latina e Estados Unidos, e atuou como solista com orquestras na França e no México. Atualmente, ele faz pós-graduação no Koninklijk Conservatorium Brussel e faz parte do espaço cultural Casa Catrin em Bruxelas, onde participa como membro ativo e organizador.

    Este projeto foi vencedor na categoria “Ajuda à promoção do repertório ibero-americano” do Programa Ibermúsicas, convocatória 2025.

  • O compositor, professor e guitarrista colombiano Jhonnier Ochoa inicia sua especialização em Buenos Aires com o guitarrista argentino Matías Arriazu

    O compositor, professor e guitarrista colombiano Jhonnier Ochoa inicia sua especialização em Buenos Aires com o guitarrista argentino Matías Arriazu

    Jhonnier Ochoa residirá em Buenos Aires entre janeiro e fevereiro para realizar seu projeto de aperfeiçoamento “Além das seis cordas: Linguagem expandida e pensamento harmônico não linear na guitarra latino-americana contemporânea, aplicado às músicas tradicionais” com o mestre Matías Arriazu, focado em técnicas avançadas para guitarra de mais de seis cordas e sua aplicação às músicas tradicionais latino-americanas.

    Como guitarrista de sete cordas e professor do Departamento de Música da Universidade de Antioquia, Jhonnier Ochoa busca alcançar um nível de formação que terá um impacto direto em sua prática artística e na formação de novos músicos. Essa experiência fortalecerá a preservação, a inovação e a projeção internacional do patrimônio sonoro colombiano e ibero-americano.

    “Além das seis cordas: linguagem expandida e pensamento harmônico não linear na guitarra latino-americana contemporânea, aplicado às músicas tradicionais” será desenvolvido sob a orientação do renomado guitarrista Matías Arriazu, referência pela renovação da linguagem técnica e harmônica do instrumento. Durante seis semanas, realizarão um processo intensivo de aperfeiçoamento focado na exploração da guitarra estendida, na expansão dos recursos harmônicos e na sua integração nos repertórios tradicionais latino-americanos.

    A proposta de Jhonnier Ochoa conta com o apoio do Programa Ibermúsicas através da sua linha de “Ajuda à Especialização e Aperfeiçoamento Artístico e Técnico”.

    • Janeiro e fevereiro em Buenos Aires, Argentina

  • O violetista português Djonathan Inácio da Silva, inicia a sua residência Vozes Ibero-Americanas na Viola d’Arco com Maxim Rysanov na Áustria

    O violetista português Djonathan Inácio da Silva, inicia a sua residência Vozes Ibero-Americanas na Viola d’Arco com Maxim Rysanov na Áustria

    Este projeto consiste numa residência artística de seis meses em Viena com o violetista de renome internacional Maxim Rysanov, centrada no estudo, interpretação e gravação de repertório português e ibero-americano para viola. As atividades incluem aulas individuais, estudo orientado, ensaios com piano e a preparação de um recital comentado, que será gravado profissionalmente.

    O objetivo principal é reforçar a presença da música ibero-americana no panorama internacional da viola, criando um diálogo artístico entre tradições lusófonas, latino-americanas e um dos maiores nomes da viola d’arco atual. O projeto contribui tanto para a valorização deste repertório como para o desenvolvimento artístico do intérprete.

    Djonathan Inácio da Silva (2002) é um violista luso-brasileiro em ascensão. Licenciado com nota máxima pela ESMAE – Porto, prossegue atualmente estudos na Universidade de Música e Artes Performativas de Viena (MDW), na classe do Prof. Wolfgang Klos. Tem-se distinguido em projetos solísticos e música de câmara. Participou no Festival Academy Budapest, onde trabalhou com Maxim Rysanov, Nora Romanoff-Scharwzberg e outros nomes de referência. Dedica-se à promoção da música portuguesa e ibero-americana para viola, área central do seu percurso artístico e deste projeto.

    Maxim Rysanov é amplamente reconhecido como um dos mais influentes violetistas da atualidade. Vencedor do BBC Music Magazine Award e nomeado para os Grammy Awards, apresenta-se regularmente como solista, maestro e músico de câmara nas principais salas internacionais, incluindo Wigmore Hall, Concertgebouw e Wiener Konzerthaus. O seu trabalho discográfico, com mais de vinte gravações, destaca-se pela inovação artística e pela expansão do repertório da viola. Rysanov é igualmente professor convidado em importantes festivais e instituições internacionais, sendo considerado uma das vozes mais relevantes no panorama da música clássica contemporânea.

    Este projeto de Djonathan Inácio da Silva foi vencedor na categoria “Apoio à especialização e aperfeiçoamento artístico e técnico” do Programa Ibermúsicas, convocatória 2025.

    • De janeiro a junho em Viena, Áustria

  • O guitarrista espanhol Pipo Romero apresenta “Alborada”, seu quarto álbum, em uma turnê pelos Estados Unidos.

    O guitarrista espanhol Pipo Romero apresenta “Alborada”, seu quarto álbum, em uma turnê pelos Estados Unidos.

    Trata-se de uma turnê de Pipo Romero (guitarrista e compositor de Cádiz) e sua empresária Marina Roveta, com participação na APAP (Nova York, janeiro de 2026) e na Folk Alliance International (Nova Orleans, janeiro de 2026). A proposta inclui showcases oficiais e privados em ambos os eventos, apresentando o novo álbum “Alborada” em formato solo de guitarra, e reuniões estratégicas de gerenciamento para fortalecer redes com programadores e agentes.

    Pipo Romero é um compositor e guitarrista de Cádiz. Sua música vem da essência desta cidade e das músicas, influências e folclores de diferentes lugares do mundo. Sua abordagem original e inédita de sua música e seu instrumento o tornou um dos artistas mais relevantes no mundo da guitarra acústica.

    A proposta artística de Pipo Romero consiste em reinterpretar o folclore espanhol — tradicionalmente associado à guitarra espanhola ou crioula de cordas de nylon — através da

    guitarra acústica norte-americana de cordas de aço, incorporando também técnicas contemporâneas de fingerstyle e recursos próprios do banjo. Essa combinação incomum abre novas possibilidades tímbricas e técnicas para o repertório ibérico e flamenco, colocando-o em diálogo direto com as tradições musicais do outro lado do Atlântico.

    Em termos de composição, Romero desenvolveu uma linguagem própria denominada Spanish Acoustic Fingerstyle, na qual funde flamenco, folk ibérico e atlântico, tradições latino-americanas e influências celtas e norte-americanas. Esta síntese proporciona uma abordagem original que conecta públicos de diferentes tradições musicais e enriquece a diversidade do panorama

    ibero-americano na América do Norte.

    Ao levar a música instrumental além de seus limites, Romero construiu um espaço próprio na cena contemporânea, consolidando-se como um dos guitarristas mais inovadores e emocionantes da Espanha.

    Em janeiro de 2026, Romero estreará na América do Norte o repertório de Alborada, seu quarto álbum de estúdio. Inspirada na primeira luz do dia, cada peça funciona como uma cena dentro de um caderno emocional, no qual coexistem estruturas rítmicas complexas, melodias profundamente enraizadas e uma integração cuidadosa de elementos acústicos e eletrônicos.

    Marina Roveta é fundadora e diretora da Producciones Submarinas, agência de gerenciamento criada em Madri em 2010. Com quase duas décadas de experiência na indústria musical, seu trabalho se concentra na internacionalização de projetos musicais ibéricos, com especial atenção aos circuitos de artes cênicas, músicas do mundo e festivais de violão. Ela concilia sua atividade como representante com o ensino em programas de mestrado especializados em gestão e representação artística, e participa regularmente de painéis e conferências do setor.

    Esta turnê promocional de Pipo Romero e Marina Roveta é possível graças ao apoio da Ibermúsica através de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 8 de janeiro, 19h30: Unfit Music Showcase, Berlin – 25 Avenue A, Nova York, NY 10009
    • 11 de janeiro, 14h30: Celebrate Our Folk Showcase – Local: Connolly’s Pub & Restaurant – 121 W 45th St, Nova York
    • 18 de janeiro, 15h: Showcase privado, Washington DC
    • 21 de janeiro, 10h30: FAI Private Showcase – Sala #1119 – Coolsville House Concerts (Michael Sugalla), Nova Orleans
    • 22 de janeiro, 10h30: Showcase privado – Sala #1106 – ACCES FILM MUSIC RB Stone & Friends (Solos & Small Groups – Longer Sets), Nova Orleans
    • 23 de janeiro, 20h30: Apresentação Oficial – Palco Borgne – Sheraton New Orleans
    • 23 de janeiro, 22h30: Showcase privado da FAI – Sala #1004 – Texas Sugarbaby Room, Nova Orleans
    • 24 de janeiro, 01h: Showcase privado da FAI – Sala #1101 – Pandora AMP: A Celebration of Modern Folk, Nova Orleans
    • 24 de janeiro, 22h30: Showcase privado da FAI – Sala ZULU no 8º andar – Mundial Montréal x FolQuébec, Nova Orleans
    • 25 de janeiro, 00h30: Showcase privado da FAI – Sala nº 1129 – The Little Mercies, Nova Orleans

  • O Festival Ethno Chile apresenta a sua décima segunda edição

    O Festival Ethno Chile apresenta a sua décima segunda edição

    O Ethno Chile, encontro internacional de música folk, realizará uma residência artística e uma turnê de três concertos, reunindo trinta jovens músicos/as dos Estados Unidos, Suécia, Chile, Espanha, Brasil, Argentina, Rússia, França, Inglaterra, Austrália, Portugal, Sérvia e Hungria. O Ethno é um programa global da Jeunesses Musicales International, realizado em mais de 40 países, que convoca jovens a ensinar e aprender músicas tradicionais/folk de suas culturas, construindo arranjos de forma coletiva.

    A residência reúne seus participantes durante 9 dias em oficinas, jam sessions e concertos, guiados por uma equipe de mentoria que facilita o aprendizado, a coesão do grupo e o desenvolvimento artístico em um ambiente de respeito, diálogo e intercâmbio de saberes.

    Neste ano, graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, integram-se à equipe de mentoria Mátyás Egervári (Hungria), como mentor de harmonias, e Andriana Takić (Sérvia), como mentora de vozes, elevando a qualidade artística e pedagógica do encontro e incorporando técnicas e repertórios de suas tradições musicais.

    Além disso, ambos os mentores também participarão do Ethno Argentina, a ser realizado de 17 a 26 de janeiro, o que fortalece uma cooperação efetiva entre países e festivais afins: circulação de artistas, transferência pedagógica e construção de redes de trabalho sustentáveis na região. Essa articulação soma-se à colaboração histórica entre Chile, Argentina e Brasil no intercâmbio de participantes e na coordenação de convocatórias, consolidando um corredor latino-americano de formação e criação coletiva em músicas de raiz.

    Esta edição do Ethno Chile conta com o apoio da Ibermúsicas por meio de sua linha de “Ajuda à programação musical”, convocatória 2025.

    • 8, 9 y 10 de janeiro, Feria Walüng, Centro Cultural Liquen (Villarrica) e Teatro Domo Ko-Panqui (Curarrehue), Chile

  • O trompista brasileiro Rafael Xavier inicia seu curso de Especialização e Aperfeiçoamento Técnico na Espanha

    O trompista brasileiro Rafael Xavier inicia seu curso de Especialização e Aperfeiçoamento Técnico na Espanha

    Rafael Xavier iniciou seus estudos musicais em 2012, no projeto social NEOJIBA, na comunidade baiana, onde teve uma década de aprendizagem e muitas oportunidades dentro do programa.

    Dando continuidade aos seus estudos, Rafael fará um curso na Brass Academy Alicante, uma instituição que tem como principal objetivo a formação artística e técnica séria de músicos de instrumentos de metais. A academia conta com professores de reconhecida trajetória profissional, todos com ampla experiência em orquestras internacionais, como solistas e em música de câmara, que compartilham sua vasta experiência com os jovens e profissionais alunos.

    O curso será realizado na Finca Rabasa, em Alicante, Espanha. Durante o período na Brass Academy Alicante, o trompista participará de: aulas intensivas, música de câmara, grupo de metais, técnica coletiva, preparatório e simuladas para provas profissionais e recitais e concertos

    Rafael terá a oportunidade de aprender com a professora Nury Guarnaschelli e com os professores convidados Yun Zeng e Radek Baborák, entre outros.

    Este processo de especialização de Rafael Xavier é possível graças ao apoio do Programa Ibermúsicas através da sua linha de “Apoio à especialização e aperfeiçoamento artístico e técnico”, chamada 2025.

    • A partir de 6 de janeiro em Brass Academy Alicante, Finca Rabasa, Alicante, Espanha

  • Hoje recomendamos a playlist “Sandunga cubana para ouvir e dançar” criada por Alejandro Falcón para Identidades Sonoras II

    Hoje recomendamos a playlist “Sandunga cubana para ouvir e dançar” criada por Alejandro Falcón para Identidades Sonoras II

    A música cubana é uma explosão de ritmo, sabor e tradição. Aqui podemos imaginar uma mistura vibrante de gêneros que capturam a própria essência da ilha. “Sandunga” evoca alegria, graça e espírito festivo, portanto, esse repertório poderia incluir gêneros como Son cubano, com sua cadência irresistível; danzón, elegante e melódico; Mambo, com sua energia inigualável; Bolero, com suas belas melodias e letras românticas; chachachá, com seu charme rítmico; e Timba, com suas influências de jazz, funk, rumba e sons contemporâneos. Também é muito importante incluir a rumba afro-cubana, com sua poderosa percussão e expressividade. Os gêneros da música cubana não apenas convidam a dançar, mas também permitem apreciar a riqueza instrumental e vocal que caracteriza Cuba.

    Alejandro Falcón é um dos melhores pianistas e compositores cubanos de sua geração. Já é considerado um promissor músico cubano e um digno sucessor de seus antecessores, como Bebo e Chucho Valdés, Emiliano Salvador e Gonzalo Rubalcaba, entre muitos outros grandes músicos cubanos. Em sua música, ele insere vários elementos da música cubana e latino-americana, principalmente danzón, son e toques afro-cubanos, fundidos com o jazz, em um estilo inconfundível. Possui uma versatilidade interpretativa de alto nível e aborda com habilidade diferentes gêneros da música popular cubana, jazz e música de concerto. Foi membro de vários grupos de música popular cubana com os quais excursionou por muitos países do mundo e participou de mais de 100 gravações como pianista, arranjador e produtor musical. O danzón, um gênero popular que se originou em Matanzas no século XIX e é a dança nacional de Cuba, está frequentemente presente em seu trabalho e é revitalizado em sua linguagem jazzística.

    Com Identidades Sonoras, o Programa Ibermúsicas abre um novo diálogo no mundo do streaming, envolvendo-se na conversa sonora mundial e criando um espaço com propostas de audições não hegemônicas que convidam a percorrer novos caminhos. As diferentes expressões musicais que compõem as paisagens sonoras da região encontram-se aqui, em Identidades Sonoras.

    Para esta segunda edição, foram convidadas e convidados músicas e músicos que receberam prêmios da Ibermúsicas em edições recentes de nossos concursos e linhas de apoio.

    O convite consistiu em que cada um propusesse uma lista de 50 canções de artistas musicais de seu próprio país em torno do conceito de “Fronteiras”, abordando essa noção a partir de uma multiplicidade de perspectivas (fronteiras geográficas, culturais, simbólicas, delimitações possíveis ou imaginárias ou invisibilizadas).

  • Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Um ano de enorme vitalidade criativa e construção de redes

    Neste 2025, em um contexto internacional marcado por profundas crises humanitárias e conflitos, no qual o multilateralismo e a cooperação cultural enfrentam desafios crescentes, o Programa continuou demonstrando sua relevância como política pública de integração regional, fortalecendo os laços entre países e consolidando-se como um instrumento estratégico para o fomento, a circulação e a projeção global das músicas ibero-americanas. Em um mundo que exige a construção de pontes e a abertura de espaços de diálogo, nosso crescimento sustentado confirma que a cooperação cultural segue sendo uma ferramenta essencial para garantir diversidade, acesso e desenvolvimento no marco de uma cultura de paz.

    Neste ano celebramos a entrada de El Salvador em nossa comunidade, elevando para dezesseis o número de países membros: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.

    O Ibermúsicas renovou e fortaleceu sua aliança estratégica com a Mid Atlantic Arts. Essa iniciativa, concebida para fomentar o intercâmbio cultural e promover o diálogo entre artistas da Ibero-América e dos Estados Unidos, apoia a circulação de músicas e músicos ibero-americanos em território norte-americano, com o objetivo de ampliar a diversidade musical e enriquecer o panorama cultural do país de destino. Os projetos selecionados abrangem uma ampla variedade de gêneros — de repertórios tradicionais a propostas contemporâneas e inovadoras — e recebem tanto apoio financeiro quanto acompanhamento em produção. Além de promover concertos em diferentes cidades da região do Mid Atlantic, a iniciativa incentiva atividades de vínculo comunitário: cursos, oficinas, masterclasses, debates e mesas-redondas que geram espaços de encontro entre artistas e comunidades locais, incluindo aquelas formadas por pessoas migrantes ibero-americanas. As propostas vencedoras refletem a diversidade cultural e a riqueza musical da Ibero-América, com alto potencial de impacto na cena estadunidense. Esse esforço não apenas impulsiona o desenvolvimento artístico de quem participa, como também fortalece os laços de colaboração entre ambas as regiões, consolidando a música como ferramenta de transformação cultural e social.

    Na mesma direção, a cooperação entre o Ibermúsicas e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deu seus primeiros passos no desenvolvimento de novas políticas públicas destinadas a ampliar as oportunidades para as musicistas e os músicos dos países de língua portuguesa. Com grande êxito, foram realizados os projetos selecionados em Viagens pela Música em Língua Portuguesa, a chamada que inaugurou formalmente a cooperação direta entre o Ibermúsicas e todos os Estados que integram a CPLP. Essa iniciativa construiu pontes de cultura e colaboração entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste, fortalecendo os vínculos entre essas nações e a Ibero-América. Impulsionada pela DGARTES (Direção-Geral das Artes do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal), pela FUNARTE (Fundação Nacional de Artes do Brasil) e pela CPLP, Viagens pela Música em Língua Portuguesa consolidou-se como uma chamada estratégica na qual música, cultura, língua e cooperação se entrelaçam profundamente.

    Com esse mesmo espírito, em 2025 o Ibermúsicas inaugurou um novo capítulo de cooperação internacional com a região italiana da Emília-Romanha. Essa aliança abriu um horizonte compartilhado com o propósito de construir uma ponte criativa entre artistas da Ibero-América e da Itália, destinada a enriquecer as cenas musicais locais, ampliar a projeção internacional dos artistas participantes e fortalecer os tecidos criativos de ambas as margens. Junto à Fundação ATER, e em colaboração com a Emilia-Romagna Music Commission, foi lançada uma chamada especial de projetos binacionais, baseada em um modelo de intercâmbio recíproco entre artistas convidados e residentes, promovendo colaborações ao vivo, a interpretação de repertórios fusionados e a criação de novas obras que reflitam a riqueza e a diversidade cultural de ambas as regiões, fortalecendo vínculos artísticos de longo prazo.

    Ao longo deste 2025, o Ibermúsicas viveu um ano de enorme vitalidade criativa. Mais de 250 projetos premiados e mais de 1.500 artistas, pesquisadores, compositoras e compositores e profissionais da música marcaram o pulso de nossa cooperação: ofereceram concertos que cruzaram fronteiras, ministraram masterclasses que semearam novos aprendizados, criaram obras que ampliaram nosso repertório comum, desenvolveram pesquisas, formaram-se, especializaram-se e compartilharam, repetidas vezes, a riqueza de nossas músicas. Cada uma dessas ações fortaleceu os laços culturais entre as nações e reafirmou o valor da colaboração como motor de transformação. Nossos projetos ressoaram na Ibero-América e também em países como Alemanha, Áustria, Bulgária, Bélgica, Canadá, China, Escócia, Eslováquia, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Luxemburgo, Marrocos, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça, entre muitos outros destinos. Novos palcos, novos públicos e novas alianças passaram a integrar um mapa musical que segue em expansão.

    Além disso, neste ano inauguramos uma nova e inovadora ferramenta, “Ibermúsicas Global – o mercado musical ibero-americano para o mundo”, que possibilita a aproximação entre o setor musical ibero-americano e o mercado profissional global por meio de uma ferramenta digital que favorece encontros online, conectando artistas, managers, produtores, festivais, teatros, casas de shows e outros espaços culturais para promover a programação da música ibero-americana em todo o mundo. O Ibermúsicas Global é um espaço de articulação, ampliação de agendas, novas oportunidades de programação e contratações artísticas, fortalecendo as redes criadas no circuito musical ibero-americano e impulsionando a abertura de novos territórios. Dessa forma, o Ibermúsicas segue demonstrando seu compromisso com a democratização da cultura e com o fortalecimento da música como motor de transformação social, reafirmando seu empenho em impulsionar políticas públicas que fortaleçam os laços dentro da região e além de suas fronteiras, ampliando o alcance da música ibero-americana e gerando oportunidades para o desenvolvimento profissional, o intercâmbio de conhecimentos e a expansão de mercados. Por meio do Ibermúsicas Global, programadores de festivais de todo o mundo podem se conectar com novos talentos, e artistas e grupos musicais que já possuem turnês programadas podem ampliar o número de apresentações.

    A estreia dessa plataforma foi marcada pelo Festival Internacional do Cajón Peruano, um encontro dedicado à percussão que tem o cajón peruano — instrumento de origem afro-peruana — como protagonista. Por meio do Prêmio Peru–Ibermúsicas “Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana”, foi lançado o primeiro chamado global para descobrir talentos ligados à percussão, obtendo um alto nível de participação internacional e recebendo propostas inovadoras de numerosos países. Segundo a diretora do festival, a plataforma tornou-se uma ferramenta fundamental para identificar artistas e projetos com abordagens criativas e contemporâneas sobre a percussão. Como resultado, foram selecionadas três propostas de grande qualidade — de grupos e pesquisadores — que participaram das rodadas de articulação, fortalecendo o intercâmbio e a projeção de novas cenas musicais.

    Outra grande ação realizada pelo Programa Ibermúsicas no âmbito dos Projetos Especiais País foi a primeira edição do Festival “As Realezas do Calipso”, apresentado pelo Ministério da Cultura do Panamá com o apoio dos Ministérios da Cultura da Colômbia e da Costa Rica. O festival celebrou e revitalizou o calipso, gênero emblemático do Caribe e da América Central, símbolo da identidade caribenha que combina ritmos africanos, caribenhos e elementos da cultura local. A proposta integrou música, dança, arte e gastronomia, oferecendo uma experiência cultural integral. A programação contou com os grupos Kawe Calypso (Costa Rica), Creole Group (Colômbia) e Diggers Descendant Calypso Band (Panamá), consolidando o festival como um espaço de inclusão social, intercâmbio artístico e promoção do calipso na cena cultural global.

    Outro marco significativo foi a realização do Primeiro Encontro Ibero-Americano de Orquestras integrantes da RIOS — Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas —, plataforma criada em 2022 no âmbito do Programa e que hoje reúne mais de 70 orquestras profissionais de 16 países. De 6 a 8 de novembro, Santiago do Chile tornou-se o epicentro dessa convocatória histórica, possível graças ao decidido apoio do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile e do Centro de Extensão Artística e Cultural da Universidade do Chile, marcando um passo decisivo no fortalecimento institucional da música sinfônica ibero-americana. Durante três dias, dirigentes, gestores, músicos e representantes do setor sinfônico de toda a região trabalharam conjuntamente para identificar desafios comuns e projetar estratégias de cooperação voltadas a fortalecer a presença, a sustentabilidade e a inovação das orquestras no panorama cultural ibero-americano. O encontro consolidou-se como um espaço estratégico para o intercâmbio de boas práticas, a colaboração artística e a criação de uma rede formal de trabalho que impulsiona o crescimento e a projeção internacional do setor. Por meio de oficinas e painéis especializados, foram abordados temas-chave como transformação digital, desenvolvimento de públicos, modelos de gestão, inovação programática e o papel social das orquestras, delineando uma agenda comum para os próximos anos. Esse feito de 2025 reafirma o compromisso do Ibermúsicas com a construção de políticas públicas sustentáveis, a integração regional e o fortalecimento de nossas instituições musicais.

    Ainda neste ano, a rede RIOS deu outro passo decisivo rumo à sua consolidação internacional ao se apresentar em diversas feiras dedicadas à música acadêmica e contemporânea. Por meio da conferência A Window into Ibero-American Classical Music, o Ibermúsicas apresentou suas linhas de ação e chamadas para o âmbito sinfônico, junto a dois de seus projetos estratégicos: a Rede Ibero-Americana de Orquestras Sinfônicas (RIOS) e o Catálogo Ibero-Americano de Partituras. As sessões reuniram programadores, diretores de festivais, orquestras, editoras e centros musicais internacionais, gerando grande interesse pelas oportunidades de articulação com a Ibero-América e abrindo novas portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicos e luthiers da região. Essa presença representou uma conquista fundamental: posicionar a produção clássica ibero-americana nos principais fóruns profissionais do mundo e fortalecer os vínculos que impulsionam sua projeção global.

    No mesmo ano, a RIOS–Ibermúsicas também protagonizou uma contribuição fundamental no campo da cooperação setorial ao se envolver nas discussões internacionais da CoP20 da CITES, nas quais se avaliava aumentar o nível de proteção do pau-brasil (pernambuco). Uma medida desse tipo teria implicado a proibição total de seu comércio internacional, colocando em risco a fabricação, a circulação e o reparo dos arcos indispensáveis para centenas de milhares de músicos em todo o mundo. No âmbito do Encontro Ibero-Americano de Orquestras, e com o consenso de todas as orquestras da Rede, a RIOS apresentou uma declaração conjunta às autoridades competentes — em coordenação com a League of American Orchestras, a Federação Internacional de Músicos e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — em defesa simultânea de dois princípios inseparáveis: a conservação responsável da espécie e a proteção do exercício profissional dos artistas. O resultado foi favorável, e reconheceu-se expressamente a contribuição substantiva da RIOS nesse esforço coletivo, consolidando seu papel como ator-chave na articulação internacional do setor sinfônico.

    Outra ferramenta para o setor acadêmico é o Catálogo Ibero-Americano de Partituras, que neste ano se consolidou como um recurso estratégico para dar visibilidade e promover a música escrita da Ibero-América, impulsionado pela incorporação de numerosas obras por meio da chamada “Apoio à promoção do repertório ibero-americano”. O catálogo já conta com mais de 2.000 registros e segue se expandindo como uma ferramenta viva e acessível que conecta compositoras e compositores, programadores, orquestras, ensembles e salas de toda a região. Essa expansão facilita o acesso a partituras históricas e contemporâneas de todos os gêneros e formações, democratiza a difusão de nossa música, fortalece a cooperação entre instituições e artistas e promove o ensino, a pesquisa e a circulação de repertórios ibero-americanos no âmbito internacional.

    Ao longo deste ano, o Programa participou de numerosas feiras, mercados e espaços estratégicos do setor, fortalecendo seu posicionamento global e ampliando as oportunidades de articulação da música ibero-americana. A presença do Ibermúsicas nos principais fóruns profissionais do mundo consolida-se como um componente essencial de sua projeção internacional. Essas instâncias permitem dar visibilidade ao seu modelo único de cooperação multilateral, promover a diversidade e a qualidade da criação regional e gerar novos vínculos com programadores, instituições, agentes culturais e formuladores de políticas públicas. Ao mesmo tempo, abrem portas para a circulação de repertórios, artistas, técnicas e saberes, consolidando a Ibero-América como uma região dinâmica e fundamental dentro da cena musical mundial. Cada participação contribui para expandir o alcance do Ibermúsicas, reforçar sua presença internacional e aprofundar o diálogo cultural que sustenta sua missão.

    O Ibermúsicas consolidou sua presença digital e reafirmou seu compromisso com a difusão da diversidade sonora da Ibero-América por meio de seus canais de comunicação. Ao longo do ano, colocou à disposição da comunidade um vasto acervo audiovisual que incluiu videoclipes, shows ao vivo, documentários, concertos em estúdio, oficinas, masterclasses, conferências, conversas e debates. Esse conteúdo, acessível por meio de seu Banco de Conteúdos no site e de seu canal no YouTube, permitiu que públicos de todo o mundo explorassem a riqueza cultural e musical da região a partir de múltiplas perspectivas. O material reflete a grande diversidade de propostas apoiadas pelo Ibermúsicas ao longo dos anos e consolida-se como um arquivo vivo, em constante crescimento, que oferece novos olhares e caminhos para compreender a música ibero-americana contemporânea. Destaca-se também o canal do Ibermúsicas no Spotify, onde se encontram duas iniciativas fundadoras. Por um lado, “Identidades Sonoras”, que reúne playlists curadas por convidadas e convidados especiais de cada um dos países integrantes do Programa, destacando as expressões musicais que compõem as paisagens sonoras da região; e, por outro, “Itinerário Canção”, que oferece um percurso pelas canções vencedoras de todas as edições dos concursos de criação de canção, entrelaçando histórias, estilos e vozes da Ibero-América. Com essas iniciativas, o Ibermúsicas abre um diálogo no universo do streaming e se envolve ativamente na conversa sonora global, criando um espaço dedicado a propostas não hegemônicas que convidam à descoberta de novos territórios sonoros.

    De modo especial, neste ano o Ibermúsicas desenvolveu uma série de ações voltadas ao fortalecimento do direito de todas as pessoas com deficiência de participar plenamente da vida cultural. Promover acessibilidade implicou questionar as próprias práticas e repensar criticamente as formas de criar e implementar políticas culturais, buscando que todas as pessoas pudessem adotar uma nova maneira de olhar e conceber a sociedade, valorizando todos os modos de existência e corporalidades, e fomentando a reflexão sobre como eram gerados projetos, produtos e serviços culturais. Entre as ferramentas implementadas, destacou-se a Acessibilidade Digital, por meio da qual as plataformas e ferramentas tecnológicas do Programa foram adaptadas para eliminar barreiras e garantir que qualquer usuário pudesse navegar, interagir e compreender as informações de forma eficaz, avançando rumo a uma inclusão digital real. Da mesma forma, foi fortalecida a profissionalização do setor cultural por meio de uma parceria com a Fundação Music for All, organização espanhola especializada em acessibilidade musical, que contribuiu com manuais e guias didáticos para tornar acessíveis festivais, salas de concerto e palcos, complementando a iniciativa com oficinas virtuais intensivas que ofereceram ferramentas para desenvolver Planos de Acessibilidade nos espaços culturais e possibilitar a implementação de medidas concretas que favoreçam a inclusão de todas as pessoas. Essas ações consolidaram o compromisso do Programa com a promoção da acessibilidade e da inclusão como meios essenciais para garantir o pleno exercício dos direitos culturais e fomentar a participação de todas as pessoas em igualdade de condições, avançando rumo a uma Ibero-América para o desfrute de todas e todos.

    Entre as iniciativas de destaque, sobressaem nossas chamadas e concursos de 2025, que receberam 1.907 inscrições e premiaram mais de 200 projetos que abrangem uma enorme variedade de iniciativas de todos os estilos, gêneros e tradições, promovendo a internacionalização, a criação, a formação, a acessibilidade e a inclusão, a profissionalização e a difusão da música ibero-americana em nível global. Os projetos apoiados pelo Ibermúsicas realizarão ações de cooperação com Alemanha, Angola, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Cuba, Dinamarca, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Guatemala, Hungria, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, México, Moçambique, Panamá, Países Baixos, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana, Romênia, Sérvia, África do Sul, Suíça, Uruguai e Venezuela, por meio de suas linhas de: Apoio à circulação de profissionais da música (financia a compra de passagens para facilitar a mobilidade de artistas e profissionais em âmbito global); Apoio à programação musical (financia a compra de passagens para enriquecer propostas culturais e educativas com iniciativas internacionais); Apoio a artistas e pesquisadores para residências (facilita a estadia de profissionais para desenvolver projetos criativos ou de pesquisa ao redor do mundo); Apoio a instituições para residências (apoia instituições, públicas ou privadas, que desejam convidar artistas ou pesquisadores internacionais para realizar trabalhos em suas instalações); Apoio à especialização e ao aperfeiçoamento artístico e técnico (destinado à realização de estudos avançados, tanto em âmbito institucional quanto por meio de formações com mestres da cultura popular); Apoio a projetos virtuais (apoio a projetos musicais por meio de plataformas digitais); Apoio à promoção do repertório ibero-americano (apoio à programação, estreia, gravação e filmagem de obras do repertório ibero-americano); chamadas especiais como o Prêmio Ibermúsicas de Canção para as Infâncias e o Prêmio Ibermúsicas de Composição para Banda Sinfônica, que fomenta a criação de novas obras que serão estreadas por bandas sinfônicas de alto nível de Cuba, Colômbia, Costa Rica, México e Venezuela. Além disso, a Chamada Ibermúsicas – Mid Atlantic Arts, que apoia a circulação de artistas ibero-americanos nos Estados Unidos; o Prêmio Brasil – Ibermúsicas, que reconhece iniciativas dedicadas à difusão da música brasileira; o Prêmio Peru – Ibermúsicas – Celebrando o Cajón Peruano e a Percussão Afro-Peruana, juntamente com a segunda edição de “Viagens pela Música da Lusofonia”.

    Conclui-se um ano, mas inaugura-se um novo ciclo de apoio à música ibero-americana, fomentando a colaboração entre artistas e comunidades de todo o mundo. Além disso, 2026 no Ibermúsicas chegará com muitas novidades!

    Sentimo-nos orgulhosos de levar as músicas ibero-americanas a todo o mundo. Desejamos que nossas músicas sigam construindo novos caminhos, novos rumos, sempre como um símbolo de paz. A música nos une.

    Um Feliz 2026!