Autor: Ricardo Gomez Coll

  • Celebrando 40 anos de vida e 15 de carreira a Cantora brasileira Lorena Nunes leva o show “Embarcação” a Portugal, Espanha e Grécia

    Celebrando 40 anos de vida e 15 de carreira a Cantora brasileira Lorena Nunes leva o show “Embarcação” a Portugal, Espanha e Grécia

    A Cantora cearense Lorena Nunes leva o show “Embarcação” a Portugal, Espanha e Grécia, com repertório dos álbuns “La Mar” e “Ouvi Dizer Que Lá Faz Sol”, celebrando 40 anos de vida e 15 de carreira iniciada em 2011 com o coletivo Comparsas da Vivenda, em Fortaleza.

    O show “Embarcação” reúne o repertório do álbum mais recente da artista, “La Mar” (2020), e os sucessos do disco de estreia “Ouvi Dizer Que Lá Faz Sol” (2014), que projetou Lorena nacionalmente com o hit “Alegria Amarela”. A proposta amplia a presença da música brasileira e nordestina em palcos de destaque na Europa, fortalecendo o processo de internacionalização da artista — iniciado em 2014, e agora abrindo caminhos para o lançamento de seu próximo álbum, previsto para 2026.

    Com influências que transitam pelo soul, reggae, afrobeat, jazz e MPB, Lorena Nunes constrói uma sonoridade autêntica que define como “Afropop Tropical”. A cantora já acumula passagens por países como Cabo Verde, França, Itália e Bélgica, e agora retoma a rota europeia com a força de sua trajetória consolidada.

    • 5 de setembro: Brazilian Day, Atenas, Grécia
    • 28 de outubro: MATE Festival, Coimbra, Portugal
    • 30 de outubro: AVANTE, Madri, Espanha

  • O grupo colombiano Guafa Tribu realizará sua Gira al Sur 2026 pela Argentina

    O grupo colombiano Guafa Tribu realizará sua Gira al Sur 2026 pela Argentina

    Ao longo de seus 28 anos de trajetória, Guafa Tribu consolidou um público fiel à sua proposta. O grupo surgiu em meio a um intenso processo de transformação das músicas tradicionais, para as quais contribuiu de maneira transcendental por meio de uma presença cênica dinâmica que incorpora segmentos de improvisação nos ritmos andinos e nos golpes llaneros “recios”.

    Consolidaram um estilo próprio através de uma trama sonora na qual o baixo caminha dos registros mais graves até o canto melódico. O cuatro, a partir de sua natureza llanera, imprime um som distinto aos ares andinos. A flauta cede a soberania melódica com uma ampla variedade de recursos sonoros, estabelecendo uma forma de tocar que se tornou referência. Sua busca constante inclui atualmente percussões étnicas do mundo, ampliando o formato original e favorecendo a descoberta de novos sons.

    O principal objetivo desta turnê é promover seu mais recente álbum discográfico, “Caminos Cruzados”, e restabelecer e fortalecer os vínculos que a história e a migração das músicas geraram entre os ritmos tradicionais colombianos e os do território austral, por meio de um repertório escolhido que aproxima essas geografias.

    Esta turnê de Guafa Tribu pela Argentina é possível graças ao suporte do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à circulação de profissionais da música, convocatória 2025.

    • 3 de setembro, 22h: Seminário/Oficina + Concerto na Escuela de Música Popular de Avellaneda, Província de Buenos Aires
    • 4 de setembro: Seminário/Oficina + Concerto no Instituto de Investigación en Etnomusicología, Cidade de Buenos Aires
    • 7 de setembro: Concerto com La Bomba de Tiempo na Ciudad Cultural Konex, Cidade de Buenos Aires
    • 9 de setembro: Seminário/Oficina + Concerto na Universidad Nacional de La Plata, Facultad de Artes, Cidade de La Plata, Província de Buenos Aires
    • 10 de setembro: Seminário/Oficina + Concerto na Cooperativa Cultural Camoruco / XIX Encuentro Internacional del Joropo Llanero, Biblioteca Nacional, Cidade de Buenos Aires
    • 11 de setembro, 21h: Concerto em La Salamanca, Cidade de La Plata

  • O artista de hip hop peruano e rapper Pedro Mo continua com sua ampla turnê europeia

    O artista de hip hop peruano e rapper Pedro Mo continua com sua ampla turnê europeia

    O projeto de turnê de Pedro Mo pela Europa busca difundir uma proposta artística que combina rap, identidade andina e ativismo social. Por meio de métricas e flows diversos, integra samplers e sonoridades do Peru e dos Andes, construindo uma ponte entre a cosmovisão ancestral e as realidades urbanas contemporâneas. A turnê contempla apresentações em espaços comunitários e profissionais de cidades europeias, além de oficinas e encontros com o público, promovendo o diálogo intercultural. O projeto se apresenta como uma plataforma de visibilidade para o rap peruano e uma contribuição para o fortalecimento das redes artísticas latino-americanas no exterior.

    Artista de hip hop peruano e rapper desde o ano 2000, Pedro Mo aborda temáticas sociais, políticas e culturais a partir da identidade andina e da marginalidade urbana. Sua música influenciou diferentes gerações de rappers. Conta com 18 discos como MC e outros 20 como produtor. Seu trabalho como ativista, fundando, impulsionando e participando de diversos processos organizativos por meio do hip hop, é vasto. É um educador popular multidisciplinar, tendo o sikuri, o rap e o cajón como suas principais ferramentas de expressão. Atualmente dirige e coordena atividades na Yachay Punku Casa Cultura.

    Esta turnê européia de Pedro Mo é possível graças ao suporte  do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música, convocatória 2025.

    • 3 de setembro: Genebra, Suíça
    • 5 de setembro: Paris, França
    • 10 de setembro: Colônia, Alemanha
    • 12 de setembro: Londres, Reino Unido
    • 16 de setembro: Hamburgo, Alemanha
    • 18 de setembro: Berlim, Alemanha
    • 20 de setembro: Madri, Espanha
    • 25 de setembro: Basileia, Suíça
    • 27 de setembro: Zurique, Suíça
    • 2 de outubro: Turim, Itália
    • 3 de outubro: Milão, Itália
    • 4 de outubro: Florença, Itália

  • O grande artista brasileiro Cristovão Bastos celebra a MPB e o Choro com uma  digressão em Portugal e na França

    O grande artista brasileiro Cristovão Bastos celebra a MPB e o Choro com uma  digressão em Portugal e na França

    O lendário pianista, compositor e arranjador brasileiro realiza concertos e oficinas em setembro, acompanhado pela cantora paulistana Ilana Volcov e pelo Clube do Choro do Porto.

    Em setembro, a música popular brasileira celebra o legado de um dos seus arquitetos musicais mais expressivos: o pianista, compositor, arranjador e educador Cristovão Bastos. Na iminência de completar 80 anos em 2026, o mestre brasileiro desembarca na Europa para uma série de concertos e atividades formativas que percorrerão Porto, Lisboa e a região da Borgonha, na França.

    Reconhecido como uma referência viva da MPB, Cristovão Bastos assina parcerias com nomes fundamentais como Chico Buarque, Aldir Blanc e Paulinho da Viola, além de acumular arranjos e atuações ao lado de ícones como Gal Costa, Nana Caymmi e Edu Lobo. Premiado internacionalmente por sua obra, o músico mantém uma intensa atuação que une gerações consagradas aos novos talentos do panorama musical. Como educador, integra o corpo docente da prestigiada Escola Portátil de Música (Rio de Janeiro), instituição pioneira no ensino e difusão do Choro no Brasil e no exterior.

    A digressão europeia, que integra o projeto “Cristovão Bastos – 80 Anos”, é uma realização que visa promover a circulação, a formação e o intercâmbio cultural através da linguagem universal do Choro e da canção brasileira.

    A ação é possível graças ao apoio concedido pelo Programa Ibermúsicas 2025, pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) e pelo Ministério da Cultura do Brasil.

    • 3 de setembro: Concerto na Casa da Música (Porto) – Cristovão Bastos convida Clube do Choro do Porto e Ilana Volcov.
    • 5 e 6 de setembro: Concerto e Workshop no Festival Brésil de la Musique (Auxois, Borgonha – França) – Cristovão Bastos convida Ilana Volcov.
    • 8 de setembro: Workshop na Timbuktu, Lisboa
    • 9 de setembro: Concerto no Espaço Cultural B.O.T.A., Lisboa
    • 24 de novembro: Aula-concerto Cristovão Bastos, com a participação especial de Ilana Volcov,  Instituto Villa-Lobos / UNIRIO, Rio de Janeiro, Brasil

  • Realiza-se no México a segunda parte de “Radici”, projeto de colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    Realiza-se no México a segunda parte de “Radici”, projeto de colaboração entre a Sinfonietta MIQ, do México, e o Icarus Ensemble, da Itália

    Após um primeiro ciclo de concertos na Itália, o Icarus Ensemble, da Emilia-Romagna, e a Sinfonietta MIQ, ensemble residente do Museo Iconográfico del Quijote, do México, dão continuidade à segunda parte do projeto, agora em território mexicano.

    O projeto Radici reúne compositores dos dois países em um diálogo criativo que entrelaça espiritualidade, memória e contemporaneidade por meio de três novas obras comissionadas e uma obra já escrita, inspiradas tanto na tradição italiana da Virgem de Ghiara quanto na poesia náuatle dos séculos XV e XIV.

    O programa inclui duas novas obras de jovens compositores: *Canti di Cavalieri*, do italiano Marco Elia Righi (1998), obra inspirada nas canções populares do Valle dei Cavalieri, situado nos Apeninos, entre as províncias de Reggio Emilia e Parma; e *Sei Bagatelle sul Salve Regina*, do compositor de Guanajuato Aldair Porras (1997), que retoma a iconografia da mesma Virgem a partir de uma perspectiva mexicana. Também estão incluídas duas obras de autores com carreiras já consolidadas: *La guerra de las mujeres de Chalco*, do italiano Luca Cori (1964), nova composição para soprano e ensemble, baseada em um poema de Aquiauhtzin de Ayapanco, do século XV; e *Tlaltecatzin Icuic*, do mexicano Juan Trigos (1965), para soprano e ensemble, sobre um poema atribuído a Tlaltecatzin, do século XIV.

    O programa será interpretado por Daniela D’Ingiullo como soprano solista e por integrantes dos dois grupos: pelo Icarus Ensemble, Lavinia Guillari (flauta), Giulia Soli (violino) e Camille Bergsman (violoncelo); e pela Sinfonietta MIQ, Heather Millette (clarinete), Iván Manzanilla (percussão I), Gael Castillo Jiménez (percussão II) e Moisés Franco (piano). Todos sob a regência de Juan Trigos. Cada concerto contará com palestras introdutórias abertas ao público.

    Fundado em 1994, em Reggio Emilia, o Icarus Ensemble é uma referência internacional na interpretação da música contemporânea. Estreou obras de compositoras e compositores de renome mundial e se apresentou em festivais como o Huddersfield Contemporary Music Festival e o Festival Internacional Cervantino, além de espaços como o Teatro Colón e a Cairo Opera House, entre outros. Seu trabalho se distingue pela colaboração interdisciplinar, pela pesquisa sonora e pela difusão de novas estéticas musicais, além de projetos com jovens músicos, como Icarus Junior e Icarus vs Muzak.

    Por sua vez, a Sinfonietta MIQ, grupo residente do Museo Iconográfico del Quijote, em Guanajuato, distingue-se por seu compromisso com a música dos séculos XX e XXI, bem como por seu trabalho de promoção do repertório nacional e da figura do compositor residente em cada temporada. Realizou numerosas estreias mundiais e colabora ativamente com compositoras e compositores emergentes e consagrados, consolidando-se como uma referência na cena musical da região do Bajío e como uma ponte entre tradição, modernidade e experimentação sonora.<br><br>O projeto Radici representa um encontro artístico que une territórios, linguagens e visões, fortalecendo os vínculos culturais entre a Itália e o México por meio da criação contemporânea e do intercâmbio entre instituições, intérpretes e comunidades.

    A iniciativa foi um dos três projetos selecionados na primeira edição da Convocatória Especial Ibermúsicas – Emilia-Romagna “Conectando artistas e cenas musicais”, de 2025, iniciativa de cooperação que impulsiona projetos de alto impacto entre a região italiana da Emilia-Romagna e a Ibero-América.

    • 2 de setembro, 20h, Teatro Juárez. Concerto com transmissão on-line pela Radio Universidad de Guanajuato, México
    • 4 de setembro, 18h, Casa Luis Long, León, Guanajuato, México
    • 5 de setembro, 18h, Templo de la Tercera Orden, San Miguel de Allende, Guanajuato, México

  • O músico-investigador e etnomusicólogo Guillermo de Llera Blanes inicia a sua Residência MidiMbira: Especialização em Investigação-Criação de Instrumentos Musicais Digitais no CIRMMT de Canadá

    O músico-investigador e etnomusicólogo Guillermo de Llera Blanes inicia a sua Residência MidiMbira: Especialização em Investigação-Criação de Instrumentos Musicais Digitais no CIRMMT de Canadá

    A residência de especialização em investigação-criação terá lugar no CIRMMT / IDMIL — McGill University, em Montreal — e será dedicada ao desenvolvimento, teste e aperfeiçoamento da MidiMbira, um Instrumento Musical Digital híbrido cocriado em Moçambique e consolidado no âmbito da investigação doutoral em Etnomusicologia realizada por Guillermo de Llera Blanes na FCSH/NOVA, em Lisboa.

    O trabalho incluirá processos de prototipagem iterativa de hardware e firmware, integração de sensores e mapeamentos MIDI/OSC, sessões de feedback com performers, documentação técnica e audiovisual, bem como workshops abertos e uma apresentação pública final no CIRMMT.

    Guillermo de Llera Blanes é um músico-investigador e etnomusicólogo espanhol residente em Portugal. É investigador no INET-md desde 2018 e desenvolve o seu trabalho na intersecção entre tradição musical e tecnologia, com especial enfoque em instrumentos híbridos e Instrumentos Musicais Digitais. A MidiMbira constitui um eixo central do seu percurso recente, articulando criação artística, investigação e documentação.

    Todo este trabalho será realizado sob a orientação do Prof. Marcelo M. Wanderley, investigador e professor de tecnologia musical na McGill University, diretor do IDMIL e investigador associado ao CIRMMT. É uma referência internacional no desenho e estudo de instrumentos musicais digitais e na interação músico-computador.

    As atividades públicas incluirão workshops abertos e uma apresentação/concerto final no CIRMMT. Estão também previstas transmissões em direto de sessões improvisadas com a MidiMbira e vários artistas convidados, além da publicação de uma série de episódios em vídeo no canal de YouTube @GuillermodeLleraBlanes.

    Guillermo de Llera Blanes foi premiado pelo Programa Ibermúsicas na linha de Apoio à especialização e aperfeiçoamento artístico e técnico, convocatória 2025.

    • De 1 de setembro a 29 de dezembro no CIRMMT — Centre for Interdisciplinary Research in Music Media and Technology — e no IDMIL — Input Devices and Music Interaction Laboratory — da McGill University, em Montreal, Quebec, Canadá

  • Do Chile, Rock al Patio apresenta “Música e Educação: uma união virtuosa”

    Do Chile, Rock al Patio apresenta “Música e Educação: uma união virtuosa”

    “Música e Educação: uma união virtuosa” é um projeto educacional virtual promovido pelo Rock al Patio, programa da Fundação Música e Educação, que busca dar visibilidade ao valor da música como ferramenta transversal para a aprendizagem, o desenvolvimento, a participação e a construção de comunidades.

    O projeto contempla quatro podcasts gratuitos e uma aula magna aberta, com conversas com especialistas de diferentes países da Ibero-América. Os conteúdos buscam aproximar evidências, experiências e ferramentas que permitam compreender e fortalecer o lugar da música na educação e na comunidade.

    Os quatro episódios

    1. “A música importa” — José Pérez de Arce (Chile)

    Pesquisador, arqueomusicólogo e etnomusicólogo, que aborda a presença da música nas culturas humanas, sua diversidade e sua dimensão social, explorando por que a música acompanha as comunidades ao longo da história.

    2. “Vozes da escola” — Camila Avella (Argentina)

    Música e educadora, fundadora da Claro de Luna, que reflete sobre a música como linguagem e sua importância no desenvolvimento, nos vínculos e na aprendizagem desde a primeira infância.

    3. “Benefícios evidenciados” — Adolf Murillo (Espanha)

    Professor e pesquisador da Universitat de València, especialista em educação musical, criatividade e inovação, que analisa o que as pesquisas apontam sobre as contribuições da música para a aprendizagem, a criatividade, a participação e o bem-estar.

    4. “Da ideia à prática” — Chechey González Arce (Costa Rica)

    Músico, professor e Assessor Nacional de Educação Musical da Costa Rica, que compartilha sua experiência na criação de espaços de criação e participação artística para crianças e jovens e reflete sobre como levar a música à prática educativa.

    Os quatro episódios compartilham uma mesma ideia: a música não é um complemento nem uma disciplina isolada, mas uma manifestação ancestral que, em seus primórdios, foi fundamental para a comunicação e os rituais e que, atualmente, constitui uma ferramenta transversal da sociedade, contribuindo para a aprendizagem, a coesão social, a criatividade, o desenvolvimento emocional, os vínculos, a participação e a construção de comunidades.

    Além do ciclo de podcasts, o projeto contempla uma aula magna aberta para ampliar a reflexão sobre a relação entre música, educação e comunidade.

    Rock al Patio é um programa da Fundação Música e Educação que atua na interseção entre música e educação. Com mais de seis anos de experiência, desenvolveu projetos em mais de 80 estabelecimentos de ensino do Chile, beneficiando mais de 75.000 estudantes por meio de oficinas, formação de bandas, capacitações para professores, festivais e ações de mediação cultural.

    O projeto conta com a participação de Hernán Rojas Noguera, fundador da Fundação Música e Educação; Germán Torres, diretor executivo; Janis Stock, coordenadora geral; Agustín Izquierdo Hübner, assessor pedagógico; Sandra Ruiz, responsável pela área de Finanças; e Flavia Saldías, responsável pela área de Comunicações.

    Este projeto é realizado graças ao apoio do Programa Ibermúsicas, por meio de sua linha de Apoio a projetos virtuais, convocatória 2025.

    • Segunda-feira, 31 de agosto: primeiro episódio
    • Segunda-feira, 7 de setembro: segundo episódio
    • Segunda-feira, 14 de setembro: terceiro episódio
    • Segunda-feira, 21 de setembro: quarto episódio

    Os podcasts estarão disponíveis em: https://open.spotify.com/show/5eR4dWHrUbrr3Lx6isjU7Q?si=ctgXF4b5SOCgqMxdN9NtZQ&utm_source=whatsapp&nd=1&dlsi=ed0be409edd14c27

  • Ricardo Fonseca (Portugal) e Cau Karam (Brasil) se encontrarão em Porto Alegre para dar continuidade a “Viola Fora das Modas – Dos Açores ao Sul do Brasil”

    Ricardo Fonseca (Portugal) e Cau Karam (Brasil) se encontrarão em Porto Alegre para dar continuidade a “Viola Fora das Modas – Dos Açores ao Sul do Brasil”

    Em abril de 2025, com o patrocínio do Programa Ibermúsicas, Cau Karam viajou a Portugal para estudar viola de arame com Ricardo Fonseca. A experiência culminou na realização de um espetáculo em que foram apresentadas composições autorais de ambos os músicos. Um ano depois, novamente com o apoio do Programa Ibermúsicas, Ricardo Fonseca segue para Porto Alegre, Brasil, dando continuidade à parceria por meio de novas apresentações do projeto. O público do sul do Brasil terá, assim, a oportunidade de vivenciar o diálogo entre a viola brasileira de dez cordas e a viola de arame portuguesa, explorando as múltiplas sonoridades do instrumento em composições contemporâneas que transcendem, ao mesmo tempo em que fazem reverberar, o legado da viola portuguesa em território brasileiro.

    O encontro entre violas que se separaram há séculos, evoluindo de forma distinta no Brasil e em Portugal, permite reconhecer, sob a superfície sonora das diferenças, uma herança cultural partilhada. A parceria entre os dois músicos, ao mesmo tempo que coloca em cena as linguagens musicais próprias e tão ricas de cada país, promove um reencontro, com potência para a ampliação do universo sonoro e cultural das violas no contexto lusófono. O espetáculo abrange dez composições autorais, sendo cinco de cada compositor, com os respectivos arranjos feitos pelo outro, no enlace entre a viola portuguesa e a viola brasileira.

    Inicialmente autodidata, Ricardo Fonseca toca guitarra clássica e elétrica desde os 13 anos, e começou a se apresentar ao vivo aos 17. Teve formação em viola clássica no Conservatório Regional de Palmela. No ano 2000, passou a dedicar-se ao bandolim, ao cavaquinho e às violas portuguesas: amarantina, beiroa, braguesa, campaniça, toeira e viola da terra. Integrou diversos projetos de world music e atualmente ministra aulas de cordofones portugueses em diferentes regiões do país, além de produzir oficinas de difusão e ensino desses instrumentos. O álbum “Todo este chão…” é o seu primeiro e reúne obras instrumentais autorais.

    Compositor, violonista e violeiro, bisneto e neto de maestros, Cau Karam nasceu em Pelotas, mas viveu desde criança em Porto Alegre. Iniciou sua trajetória como autodidata. No ano 2000, foi pré-selecionado no Projeto Rumos Musicais (Tendências e Vertentes da Produção Brasileira Atual), do Itaú Cultural. Em junho de 2004, seu projeto de gravação do primeiro CD foi contemplado pelo Funproarte (Fundo de Apoio à Arte da Prefeitura de Porto Alegre). Sua trajetória, centrada no violão, resultou na gravação de dois álbuns, sendo que o primeiro recebeu dois Prêmios Açorianos, de Melhor Disco e Melhor Compositor de Música Instrumental, em 2006. Em 2025, com o apoio do Ibermúsicas, realizou em Portugal estudos da viola tradicional portuguesa, aproximando-se do repertório, das afinações e da técnica da viola de arame em seu contexto de origem, com o objetivo de expandir os limites sonoros de sua música, no diálogo entre o cancioneiro tradicional português e a música contemporânea. No mesmo ano, foi selecionado pelo edital do Funproarte para a gravação de um álbum com seu terceiro trabalho autoral, com composições para viola.

    Este projeto de colaboração entre Ricardo Fonseca e Cau Karamu foi duplamente apoiado pelo Ibermúsicas. Em 2024, contou com o apoio do Brasil na linha de Apoio à especialização e aperfeiçoamento artístico e técnico, e em 2025, com o apoio de Portugal na linha de Apoio à Circulação de Profissionais da Música.

    • Entre os dias 31 de agosto e o dia 12 de setembro, Porto Alegre, Brasil  

  • Começa em Minas Gerais a Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada – Uma Ponte Sonora entre Nações”que promove encontro inédito entre a viola caipira mineira e o joropo venezuelano

    Começa em Minas Gerais a Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada – Uma Ponte Sonora entre Nações”que promove encontro inédito entre a viola caipira mineira e o joropo venezuelano

    Entre o final de agosto e setembro de 2026, as serras de Minas Gerais serão o cenário para um intercâmbio sonoro histórico. A segunda edição da Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada” promove o encontro entre as tradições rítmicas brasileiras e a riqueza do joropo venezuelano. Liderado pela cantadeira e pesquisadora Nádia Campos, o projeto recebe o renomado cantautor venezuelano José Delgado, acompanhado pelos mestres brasileiros João Arruda e Carlinhos Ferreira.

    A Residência Artística Musical “América Latina Entrelaçada” propõe um intercâmbio de três semanas entre músicos brasileiros e venezuelanos no Estúdio Ventamoinho, em Caldas (MG), local cercado por natureza que favorece o aprofundamento criativo. O foco desta edição é o diálogo entre as tradições rítmicas de Minas Gerais e o joropo venezuelano, utilizando instrumentos como a viola caipira e o cuatro.

    A programação inclui:

    • Estudo intensivo e intercâmbio de ritmos e instrumentos dos dois países.
    • Composição e gravação de uma música inédita em estúdio, fundindo os estilos individuais dos artistas.
    •  Ensaios intensivos para o espetáculo de encerramento e produção de registro audiovisual.
    • Ações em espaços culturais da comunidade.

    Os artistas envolvidos são:

    Nádia Campos (Brasil): cantadeira, multi-instrumentista e pesquisadora de raízes musicais latino-americanas, com uma carreira internacional consolidada que inclui circulações pelo Brasil, América Latina e Europa. Com quatro álbuns gravados, sua obra é a personificação do intercâmbio proposto, celebrando a “brasilidade profunda e as raízes latinas”. Como idealizadora e coordenadora geral da residência, ela exerce a função de anfitriã, evidenciando a liderança feminina e o protagonismo das mulheres na produção cultural. Além de sua atuação artística, Nádia é responsável pela condução das ações educativas e performances interativas junto a comunidades em situação de vulnerabilidade.

    José Delgado (Venezuela): renomado cantautor venezuelano com 18 anos de carreira solo e oito discos lançados, destacando-se pela fusão vanguardista de ritmos tradicionais caribenhos com jazz, rock e world music. Virtuoso do cuatro venezuelano e da guitarra, Delgado traz para o projeto uma sólida bagagem técnica e criativa, essencial para a pesquisa instrumental da residência. Sua trajetória transcende os palcos, sendo fundador da produtora A Pedal y Bomba e criador de projetos de impacto social voltados à neurodiversidade, o que alinha sua participação aos critérios de inclusão e diversidade do programa.

    João Arruda (Brasil): músico, violeiro e produtor musical, proprietário do Estúdio Ventamoinho, onde fornece a infraestrutura técnica de gravação, edição e masterização para o projeto. Sua expertise na viola caipira — um dos instrumentos mais emblemáticos da cultura mineira — é o ponto crucial para encontrar diálogos sonoros com o cuatro venezuelano. Arruda participa ativamente como instrumentista e compositor, tendo se envolvido intensamente no processo de criação desde a primeira edição da residência, onde co-autou canções que exploram os pontos de contato entre as culturas latino-americanas.

    Carlinhos Ferreira (Brasil): mestre percussionista que representa a força rítmica da música tradicional brasileira. Sua participação é fundamental para estabelecer o diálogo entre as complexas células rítmicas venezuelanas, como o joropo, e as variadas expressões percussivas do Brasil, incluindo o congado, o moçambique e o batuque. Com vasta experiência em intercâmbios culturais, Carlinhos garante que a fusão musical seja técnica e culturalmente autêntica, assegurando que a residência responda à influência estrangeira com uma base sólida da música de Minas Gerais.

    América Latina Entrelaçada é um projeto contemplado na convocatória 2025 do Programa Ibermúsicas, na linha de Ajuda a Instituições para Residências.

    • 30 de agosto: Início da Residência no Estúdio Ventamoinho (Pocinhos do Rio Verde), Calda, Minas Gerais, Brasil
    • 7 de setembro: Apresentação especial no Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, em Caldas, Minas Gerais, Brasil
    • 19 e 20 de setembro: Ações educativas e exibições comentadas no Ponto de Cultura Instituto Bateia, em Diamantina, Minas Gerais, Brasil