“Eu me chamo cumbia, eu sou a rainha por onde vou, Não há uma nádega que fique quieta onde eu estou, minha pele é morena como os couros do meu tambor, e os meus ombros são um par de maracas que beija o sol.”
Com seu repertório de cumbias, bullerengues, chalupas, gaitas, porros, mapalés, sones, guarachas, rumbas e sextetos, a emblemática artista colombiana Totó la Momposina realizará duas apresentações dentro da programação do Festival Lollapalooza do Chile.
Cantora e bailarina colombiana que interpreta música folclórica de seu país. Seu ritmo tem origem na mestiçagem do Caribe. É reconhecida pela vitalidade e espontaneidade que mostra em suas apresentações e por suas misturas de ritmos. Desde muito cedo, Totó La Momposina se propôs a dar a conhecer a música colombiana pelo mundo, misturando ritmos indígenas, dos escravos africanos e os ritmos provenientes da Espanha, todos os quais cantarolou desde pequena na ilha de Mompós.
Nasceu em 1940, em Talaigua Bolívar, um povoado situado na ilha de Mompós, que foi um dos principais centros da colonização espanhola e no qual coexistem população indígena, negra e branca.
É parte de uma família de várias gerações de músicos. Seu pai Daniel Bazanta era um percussionista renomado e sua mãe Líbia Vides era dançarina e cantora. Por isso, desde muito jovem se interessou pela música e os bailes tradicionais do Caribe. Foi de aldeia em aldeia indagando seus costumes musicais. Seu primeiro grupo foi formado por seus pais e irmãos.
A partir de 1974 dedicou-se à música de maneira profissional. Viajou para a França para estudar história da dança na Universidade da Sorbonne em Paris e lá permaneceu por quatro anos. Depois esteve em Cuba fazendo estudos sobre o bolero. Fez turnês pela América Latina e Colômbia e em 1991 voltou à Europa para gravar um disco ao qual chamou “La Candela Viva”, nos estúdios do famoso músico Peter Gabriel com seu selo Real World.
Em 1982, Gabriel García Márquez lhe pediu que o acompanhasse a Estocolmo, Suécia, para receber junto com ele o Prêmio Nobel de Literatura. “Segundo ele, só eu podia corroborar com música o que ele havia escrito em Cem anos de solidão”.
Em 2017 foi reconhecida pela Universidade Pedagógica Nacional da Colômbia com o título de Doutora Honoris Causa em Educação.
● Sexta-feira 18 de março, 15:45, Festival Lollapalooza, Parque Bicentenário de Cerrillos, Santiago de Chile.
● Domingo 20 de março, 18:00 hs. Concerto Lolla Escultura, Estádio Municipal de Cerrillos, Santiago de Chile – Chile.






“Tenemos muchas experiencias maravillosas, por ejemplo la de Doña Amanda , mujer de 69 años de edad que no se perdió de ningún encuentro y que participaba de manera empoderada y activa preguntando lo más mínimos detalles de forma y fondo. Hasta se compró un tambor alegre y un par de maracas y siguió tomando clases personalizadas. Ella expresó que jamás se imaginó la experiencia de ser acogida e incluida por mujeres, pues generalmente a personas del sexo femenino de su edad no les prestan atención en talleres mixtos, sean presenciales o virtuales. Su reflexión final tuvo la forma de una carta dirigida a todas las participantes de este encuentro y su escrito fue muy emotivo. Nos abrazó a todas por medio del don de la palabra y exaltó a nuestra tamborerita de 4 años Maya Duque que tiene una discapacidad y a su mamá por su gran fuerza y resistencia por medio de la música.” 





